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Zed, um americano arrombador de cofres, acaba de chegar na linda Paris e já está planejando um novo golpe. Após dormir com Zoe, uma garota de programa, se encontra com Eric, um velho amigo, e iniciam os planos para um audacioso ataque ao único banco que estará aberto no feriado comemorativo ao dia da Queda da Bastilha. Porém, Zed se vê preso em uma situação além de seu controle quando devido ao abuso de heroína, um fraco plano de ataque e a descoberta de que Zoe trabalha no banco, conspiram para transformar o roubo em um sangrento ataque.
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O filme tem um quê de Cães de Aluguel e não é pra menos, já que o diretor e roteirista Roger Avery também escreveu Cães de Aluguel no ano anterior. Tarantino é creditado como produtor executivo e o filme tem algumas cenas violentas, mas menos do que em Cães de Aluguel, e aqueles diálogos espertos típicos do Taranta.
Parceiros do Crime também lembra ou homenageia o clássico "Um Dia de Cão" dos anos 70 com o Al Pacino.
Roger Avary é um excelente roteirista. "A Lenda de Beowulf (2007)" e "Terror em Silent Hill (2006)" são um dos resultados de sua escrita. Porém vale ressaltar que a década de 90 foi seu auge. "Cães de Aluguel (1992)", "Amor à Queima-Roupa (1993)" e "Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)". Sim, Tarantino e Avary eram parceiros de escrita. A parceria acabou com o Studio Miramax exigiu que o filme fosse vendido apenas como "Escrito e Dirigido por Quentin Tarantino". Desde então, nunca mais houve parceria. O que é uma pena.
É incontestável a excepcionalidade de Tarantino. Mas fato é que suas produções sempre contaram com excelentes parcerias, desde o roteiro, direção, elenco e maquiagem. Não sei o que houve de fato nos bastidores entre Roger Avary e Quentin Tarantino. Mas essa simbiose de idéias é a base das obras de Quentin. Robert Rodriguez ocupou esse lugar
Se Parceiros do Crime (1993), viesse antes de Cães de Aluguel (1992) diria que o problema é o roteiro. Mas o fato é que sabemos que tudo no filme vai dar merda entre os envolvidos. Não existe profissionalismo, mais sim muito sadismo. Um sadismo exibicionista.. Que quebra o glamour enigmático da loucura do vilão principal. Para um sádico se tornar memorável, tudo tem que ser na medida certa. Um bom exemplo é "Assassinos por Natureza (1994)".
A conexão da moça inicial não é tão impactante. Imaginei que ela seria uma informante e que haveria um plot twist entre ela e o personagem principal que quebrasse a moldura que criamos durante o filme "Um sujeito equilibrado entre os loucos". Ao invés disso o filme dobra o sadismo, quebrando a tensão da presença dos policiais e o vilão se torna mais caricata conforme a trama chega ao fim.
A introdução dos personagens é excelente. O desfecho é aceitável, mas a conclusão deixa muito a desejar. Todo o clímax já se foi. Nada há nada para se revelar. E a conclusão é a mais previsível possível.
O filme não chega a ser péssimo. É um bom filme em aspectos de entretenimento, diversão, análise cinematográfica é aspectos da época. Mas o desfecho não vai além de qualquer filme de ação que o mocinho sai vivo com a mocinha. Ou seja, é uma filme para se assistir uma única vez. Na direção, desta vez, não foi a vez de Roger Avary.
26/08/22
Esperava bem mais desse filme. Os primeiros minutos são bem promissores, depois vira uma galhofada total e muitas cenas desnecessárias!
Esse eu conheço desde os tempos de locadora mas nunca tinha visto.
Não tava perdendo nada
23-02-2021