Pari é uma mãe iraniana, que busca por seu filho desaparecido em Atenas. Sua jornada a leva para os cantos escuros da cidade, bem como para as profundezas ocultas de si mesma.
Gostei bastante da performance da atriz que faz a personagem título. Concordo que há decisões inexplicáveis que o casal faz ao chegar em terra estrangeira... Há tranquilidade demais em algumas cenas onde o desespero seria muito mais verossímil... A cadeia de eventos que vai levando Pari ao lugar onde o filme se encerra é toda formada a partir de miraculosas coincidências... Ainda sim o filme tem esse charme que a atuação da Melika Foroutan imprimiu. Gostei sim.
Com uma atuação poderosa e repleta de sentimento da protagonista, “Pari” é um drama sobre o amor infindável de uma mãe que faz o possível e o impossível para encontrar seu filho, que não vê há anos. Apesar do filme em si ser bem redondinho e acertar mais do que errar, peca muito ao tratar de forma bem inverossímil as situações que envolvem a jornada de Pari em busca do seu filho, algumas coisas não parecem muito palpáveis e a sua montagem, inconstante e sem foco, acabam limitando a obra à um simples e formulaico retrato, onde o contexto pede algo a mais. É bom, mas o potencial era bem maior.
Apesar da nota baixa, este filme tem algo de sobremaneira encantador: a personagem-título é magnífica, e a explicação do significado de seu nome não é nada casual: há algo de bastante féerico no percurso intimamente emancipatório do filme, que também flerta com os pastichos político-militantes hollywoodianos. Por ser um filme de co-produção internacional (européia), o caráter opressor da sociedade iraniana surge de maneira hipercodificada, pré-julgamental. Gradualmente, percebemos que, a despeito de seu convencionalismo machista, o marido de Pari a trata de maneira até carinhosa, a despeito de incorrer no cerceamento inaceitável da autenticidade feminina, que insurge-se como verdadeiro tema do roteiro, não obstante o mote envolvendo o sumiço de Babak. A atriz Melika Foroutan é maravilhosa, e sua interpretação só cresce, tanto mais ela permite que seus cabelos revoltos apareçam: a cena em que o seu chador queime é sintomática e o desfecho é sublime. Mas algo nos diálogos e situações incomodou-me: achei um tanto inverossímil o modo como o casal perambula assertivamente por um país ocidental que nunca visitara antes. Isso interferiu em minha apreciação genérica do filme, mas não em minha afetação por ele: sigo pensando com carinho no que a personagem ensinou-me, a partir de sua leitura emocionada dos versos do poeta Rumi... (WPC>)
Gostei bastante da performance da atriz que faz a personagem título. Concordo que há decisões inexplicáveis que o casal faz ao chegar em terra estrangeira... Há tranquilidade demais em algumas cenas onde o desespero seria muito mais verossímil... A cadeia de eventos que vai levando Pari ao lugar onde o filme se encerra é toda formada a partir de miraculosas coincidências... Ainda sim o filme tem esse charme que a atuação da Melika Foroutan imprimiu. Gostei sim.
Um tanto forçoso mas tem lá seu poder. Destaque à atriz protagonista.
Com uma atuação poderosa e repleta de sentimento da protagonista, “Pari” é um drama sobre o amor infindável de uma mãe que faz o possível e o impossível para encontrar seu filho, que não vê há anos. Apesar do filme em si ser bem redondinho e acertar mais do que errar, peca muito ao tratar de forma bem inverossímil as situações que envolvem a jornada de Pari em busca do seu filho, algumas coisas não parecem muito palpáveis e a sua montagem, inconstante e sem foco, acabam limitando a obra à um simples e formulaico retrato, onde o contexto pede algo a mais. É bom, mas o potencial era bem maior.
Apesar da nota baixa, este filme tem algo de sobremaneira encantador: a personagem-título é magnífica, e a explicação do significado de seu nome não é nada casual: há algo de bastante féerico no percurso intimamente emancipatório do filme, que também flerta com os pastichos político-militantes hollywoodianos. Por ser um filme de co-produção internacional (européia), o caráter opressor da sociedade iraniana surge de maneira hipercodificada, pré-julgamental. Gradualmente, percebemos que, a despeito de seu convencionalismo machista, o marido de Pari a trata de maneira até carinhosa, a despeito de incorrer no cerceamento inaceitável da autenticidade feminina, que insurge-se como verdadeiro tema do roteiro, não obstante o mote envolvendo o sumiço de Babak. A atriz Melika Foroutan é maravilhosa, e sua interpretação só cresce, tanto mais ela permite que seus cabelos revoltos apareçam: a cena em que o seu chador queime é sintomática e o desfecho é sublime. Mas algo nos diálogos e situações incomodou-me: achei um tanto inverossímil o modo como o casal perambula assertivamente por um país ocidental que nunca visitara antes. Isso interferiu em minha apreciação genérica do filme, mas não em minha afetação por ele: sigo pensando com carinho no que a personagem ensinou-me, a partir de sua leitura emocionada dos versos do poeta Rumi... (WPC>)