PARKLAND Direção: Peter Landesman Ano: 2013 Assistido em: 13/07/2025
O assassinato de John F. Kennedy é um daqueles eventos históricos que mudaram radicalmente o curso da humanidade. Dá para dividir o mundo em antes e depois daquele dia, além de conjecturar como teria sido o avanço da sociedade se ele não tivesse morrido. Embora o caso tenha sido exaustivamente investigado, ainda guarda muitos mistérios. Parkland tenta lançar um pouco de luz sobre os primeiros acontecimentos após o atentado, principalmente sobre a chegada ao hospital e as investigações iniciais.
Em 22 de novembro de 1963, Kennedy é baleado em Dallas e levado às pressas para o Hospital Parkland. Enquanto os médicos lutam para salvar o presidente, pessoas comuns como o cinegrafista Abraham Zapruder, o agente Forrest Sorrels e a equipe médica se veem no centro de uma tragédia nacional.
Para quem não sabe — ou não prestou atenção no filme — “Parkland” é o nome do hospital onde Kennedy foi encaminhado logo após ser baleado, e onde tentaram salvar sua vida. Mas o roteiro não se prende a essa tentativa desesperada. Essa cena dura pouco, talvez meia hora, e não é suficiente para sustentar o longa. Logo é necessário apelar para algo que deveria evitar: a investigação do crime.
O assassinato de Kennedy é tão complexo que nem JFK (1991) de Oliver Stone, com suas mais de três horas, conseguiu esclarecer todos os detalhes. Não seria em pouco mais de uma hora que o diretor Peter Landesman conseguiria resolver a questão. Então ele apela para todas as frentes: investiga a filmagem feita por Zapruder, vai atrás da família de Lee Harvey Oswald e passa superficialmente pelo assassinato de Oswald. É um filme que tenta abraçar o mundo com as pernas, mas faz tudo de forma superficial. Você não vê abertamente a bala atravessando o crânio de Kennedy, apenas seu reflexo nos óculos de um personagem que assiste a uma gravação. O assassinato de Oswald na TV também não é mostrado diretamente, apenas por um relance em uma cena, ou seja, o filme é covarde, não entrega o mínimo do que deveria.
Parkland conta com um elenco cheio de nomes famosos — Zac Efron, Marcia Gay Harden, Tom Welling, David Harbour, Paul Giamatti, Ron Livingston, Jeremy Strong, Billy Bob Thornton entre outros — mas todos aparecem e somem rapidamente, sem profundidade nem dramas interessantes.
No fim, a sensação que fica é que o objetivo do filme era apenas mostrar En passant os três primeiros dias após o assassinato e deixar que o público tire suas próprias conclusões. Afinal, o caso nunca foi completamente esclarecido. Mas, se eu soubesse que o objetivo seria entregar um filme tão raso e superficial, teria sido mais produtivo assistir a uma aula no YouTube sobre o assunto. Garanto que teria sido muito mais esclarecedor do que assistir a esse roteiro remendado tentando cobrir um evento tão impactante.
PS: Impossível não lembrar do episódio de Mad Men (2007–2015), onde as pessoas choram copiosamente pela morte do presidente. No Brasil, quando um político morre, geralmente é motivo de celebração — um ladrão a menos para lidar.
Excelente. A cena inicial é sensacional, não economizaram no sangue e abordaram o tema com uma forma dramática, isso até o fim. Abrange um olhar de diversos personagens, desde da equipe médica de Parkland, passando pela família do assassino, até a equipe do FBI queimando evidências.
"O heroísmo não acontece quando o Superman arranca suas roupas e veste sua capa. O verdadeiro heroísmo é quando as pessoas que não estão sendo observadas fazem a coisa certa em circunstâncias impossíveis."
Adorei que intercalam cenas reais com as do filme, dessa forma passa um sentimento de documentário e junto traz aquela carga do ocorrido. Eu não sei à fundo sobre esse caso e nem sobre as teorias, talvez por isso pra mim o filme foi bom, achei bem angustiante e desesperador (principalmente nos primeiros momentos). Vale a pena ser visto.
PARKLAND
Direção: Peter Landesman
Ano: 2013
Assistido em: 13/07/2025
O assassinato de John F. Kennedy é um daqueles eventos históricos que mudaram radicalmente o curso da humanidade. Dá para dividir o mundo em antes e depois daquele dia, além de conjecturar como teria sido o avanço da sociedade se ele não tivesse morrido. Embora o caso tenha sido exaustivamente investigado, ainda guarda muitos mistérios. Parkland tenta lançar um pouco de luz sobre os primeiros acontecimentos após o atentado, principalmente sobre a chegada ao hospital e as investigações iniciais.
Em 22 de novembro de 1963, Kennedy é baleado em Dallas e levado às pressas para o Hospital Parkland. Enquanto os médicos lutam para salvar o presidente, pessoas comuns como o cinegrafista Abraham Zapruder, o agente Forrest Sorrels e a equipe médica se veem no centro de uma tragédia nacional.
Para quem não sabe — ou não prestou atenção no filme — “Parkland” é o nome do hospital onde Kennedy foi encaminhado logo após ser baleado, e onde tentaram salvar sua vida. Mas o roteiro não se prende a essa tentativa desesperada. Essa cena dura pouco, talvez meia hora, e não é suficiente para sustentar o longa. Logo é necessário apelar para algo que deveria evitar: a investigação do crime.
O assassinato de Kennedy é tão complexo que nem JFK (1991) de Oliver Stone, com suas mais de três horas, conseguiu esclarecer todos os detalhes. Não seria em pouco mais de uma hora que o diretor Peter Landesman conseguiria resolver a questão. Então ele apela para todas as frentes: investiga a filmagem feita por Zapruder, vai atrás da família de Lee Harvey Oswald e passa superficialmente pelo assassinato de Oswald. É um filme que tenta abraçar o mundo com as pernas, mas faz tudo de forma superficial. Você não vê abertamente a bala atravessando o crânio de Kennedy, apenas seu reflexo nos óculos de um personagem que assiste a uma gravação. O assassinato de Oswald na TV também não é mostrado diretamente, apenas por um relance em uma cena, ou seja, o filme é covarde, não entrega o mínimo do que deveria.
Parkland conta com um elenco cheio de nomes famosos — Zac Efron, Marcia Gay Harden, Tom Welling, David Harbour, Paul Giamatti, Ron Livingston, Jeremy Strong, Billy Bob Thornton entre outros — mas todos aparecem e somem rapidamente, sem profundidade nem dramas interessantes.
No fim, a sensação que fica é que o objetivo do filme era apenas mostrar En passant os três primeiros dias após o assassinato e deixar que o público tire suas próprias conclusões. Afinal, o caso nunca foi completamente esclarecido. Mas, se eu soubesse que o objetivo seria entregar um filme tão raso e superficial, teria sido mais produtivo assistir a uma aula no YouTube sobre o assunto. Garanto que teria sido muito mais esclarecedor do que assistir a esse roteiro remendado tentando cobrir um evento tão impactante.
PS: Impossível não lembrar do episódio de Mad Men (2007–2015), onde as pessoas choram copiosamente pela morte do presidente. No Brasil, quando um político morre, geralmente é motivo de celebração — um ladrão a menos para lidar.
Excelente. A cena inicial é sensacional, não economizaram no sangue e abordaram o tema com uma forma dramática, isso até o fim.
Abrange um olhar de diversos personagens, desde da equipe médica de Parkland, passando pela família do assassino, até a equipe do FBI queimando evidências.
"O heroísmo não acontece quando o Superman arranca suas roupas e veste sua capa. O verdadeiro heroísmo é quando as pessoas que não estão sendo observadas fazem a coisa certa em circunstâncias impossíveis."
14/03/2024
Interessante
Adorei que intercalam cenas reais com as do filme, dessa forma passa um sentimento de documentário e junto traz aquela carga do ocorrido. Eu não sei à fundo sobre esse caso e nem sobre as teorias, talvez por isso pra mim o filme foi bom, achei bem angustiante e desesperador (principalmente nos primeiros momentos). Vale a pena ser visto.
Quase um documentário, não acrescenta muito mas também não decepciona.