Realizado durante o auge do movimento estudantil de 1968, Partner é um dos filmes mais radicais do cineasta italiano Bernardo Bertolucci (O Último Imperador).
Baseando-se livremente em O Duplo (1846), do genial Fiódor Dostoiévski, Bertolucci nos conta a história de Jacob, um estudante com idéias revolucionárias cuja existência solitária é abalada pelo aparecimento de seu duplo, que o incentiva a ter um maior engajamento político.
Inspirado pelas teorias de Karl Marx, Sigmund Freud e Jean-Luc Godard, Bertolucci realizou um fascinante filme-manifesto que capta os principais dilemas da geração de 1968. Por isso, Partner é fundamental para a compreensão de Os Sonhadores (2003), filme do diretor sobre a mesma época.
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Parece uma continuação direta de "Antes da Revolução". Algo muito íntimo de Bertolucci que sempre fez questão de mostrar em sua carreira.Sempre dando voz aos que não podiam falar.Filme que tem muitos toques Godardianos,principalmente quando o romance surge entre os protagonistas,a trilha sonora e os lugares percorridos são mais um ponto de destaque.Uma das mais belas adaptações para o cinema.
>Maratona Bernardo Bertolucci - Assistido em 22 de Dezembro de 2023
VAMOS TIRAR AS MÁSCARAS!
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Giacobbe ensina teatro em Roma, na Itália, mas sente-se frustrado; sua vida muda quando um alter ego (a expressão alter ego é uma outra personalidade de uma mesma pessoa podendo ser um amigo ou alguém próximo em que se deposita total confiança. Na literatura, o alter ego significa a identidade oculta de uma personagem, que pode ser também uma estratégia usada pelo autor para se revelar indiretamente aos leitores. Na literatura brasileira, a personagem Emília, do Sítio do Picapau Amarelo, é considerada. por alguns críticos. como o alter ego do escritor Monteiro Lobato. Na Psicologia, o alter ego é uma segunda personalidade de alguém, um outro eu inconsciente que se revela através de múltiplas identidades. Está associado à patologia "Transtorno Dissociativo de Identidade ".) aparece e gradualmente toma seu lugar. Giacobbe ama, timidamente, Clara, mas o outro se comporta de maneira diferente; mesmo nas aulas, os dois diferem: enquanto ele discute teatro, o outro ensina como construir bombas de gasolina. "Em Partner sempre fui negativo, desde então, mas não no sentido estético e crítico, mas como pode doer lembrar um período da vida em que a "doença" é a única figura! Eu não sei se é um filme ruim, eu sei que é um filme doentio, tão doentio quanto muitos dos filmes feitos na segunda metade dos anos 60 e no início dos anos 70. Na década de 1960 e início da década de 1970. Nenhum de nós, eu não acho, havia alcançado uma relação serena com nossos inconscientes na época". Assim Bernardo Bertolucci, em uma entrevista de 1975, afirma seu sentimento quase ambíguo com a obra. O julgamento do diretor sobre esse filme, que chegou depois de alguns projetos inacabados e quatro anos depois de "Antes da Revolução", não pode ser classificada como consoladora, mas sua releitura à distância pode ser útil para destacar uma série complexa de influências sobre o filme. Os críticos da época variavam de Artaud a Lacan que acabaram contaminando uns aos outros. Se por um lado existe uma fonte explícita de inspiração literária, no plano cinematográfico o pai que Bertolucci não pode deixar de reconhecer é sem dúvida Jean Luc Godard com sua declaração: "Você não tem mais que fazer filmes políticos. Você tem que fazer filmes.
Os filmes devem ser feitos politicamente". Godard permeia "Parceiro" em nível linguístico, o que desde a abertura dos créditos, a trilha sonora de um Morricone "militante" a favor da suposição, fragmenta a narração, finalizando todos os elementos visuais e sonoros a uma decomposição esquizofrênica de uma realidade que tem que lidar diariamente com a ficção. Mas afinal, quem deve ler e reler esse filme é o público, o espectador, e eu o veja com muita angústia e uma certa tristeza, sem deixar de me encantar com a obra!
20/02/2021
Estava triplamente interessado em assistir, já que amo o cinema italiano, Bertolucci é um grande cineasta e o Arte 1 exibe ótimos filmes do cinema europeu.
Mas não funcionou muito comigo. Reconheço a importância do filme (principalmente a importância que teve na época), com questões relacionadas com personalidades, revoluções, os diálogos entre Giacobbe e seu duplo, mas no geral o resultado foi mediano.
Pena que a grande maioria das pessoas que o favoritaram não quiseram "partilhar" o motivo que as fizeram amar tanto assim esse filme. Será por quê né? rs.