Dirigido por
Data de lançamento
21 Dez. 2016Duração
Uma nave espacial transporta milhares de pessoas para um planeta colônia, que tem uma avaria em uma de suas câmaras de sono. Como resultado, um único passageiro é despertado 90 anos antes de qualquer outra pessoa. Diante da perspectiva de envelhecer e morrer sozinho, ele finalmente decide acordar um segundo passageiro, marcando o início do que se torna uma história de amor única.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Filme "pipoca", com boas atuações e efeitos visuais decentes. Não reescreve a história nem reinventa a roda, faz o "arroz com feijão". Vale a assistida em um dia onde ainda não decidiu que filme assistir e não quer arriscar escolher uma bomba.
cachorrada da porra que ele comete, bicho.
mas é aquilo, sem coragem para se matar, fica como? o jeito é acordar a mina dos seus sonhos mesmo.
agora, o que foi uma sacanagem mesmo com tantos clichês e absurdos para encerrar a história, foi aprovarem um roteiro que corta eles do filme de maneira tão abrupta. isso sim que é foda. oras, ou mostra eles velhos com um deles morrendo antes, nível homem bicentenário, ou quando a tripulação acorda mostra uns adultos vagando que ai no caso seriam os filhos.
do nada aparece um monte de mato, uma galinha e uns pássaro voando.
O filme é bom, a ideia da trama é muito boa de colonizar outro planeta e o drama da pessoa que acordou antes da hora, mas confesso que esse romance do meio pro final foi muito chato, virou um filme clichê, era óbvio q a moça ia descobrir que foi acordada, era óbvio que ele ia ter que se arriscar pra salvar a nave e ela aceitar ele de volta, mais clichê do que isso impossível.
Boa ficção científica.
Nota 5!!!
Tem Alguns Spoilers...
Drama, romance e ficção em um verdadeiro resort à deriva no espaço! Passageiros conta a história de Jim Preston, um homem que acorda 90 anos antes do previsto da hibernação por causa de uma falha no sistema provocada por uma chuva de asteroides.
A nave Avalon parece aqueles navios gigantescos como o Icon of the Seas da Royal Caribbean. O bicho é quase uma Las Vegas que viaja pelo espaço, um verdadeiro cassino voador! Acredito que Jim e todos os passageiros da espaçonave se divertiram bastante antes de dormir; deve ter sido um festão! Mas se as intempéries dos sete mares do planeta Terra já são foda, imagina as que existem no espaço sideral?
Jim pegou uma chuva de granizo (meteoritos) das boas, tanto que foi acordado. O problema disso não foi o sono interrompido, mas sim ele ter despertado sozinho, décadas antes do destino final e sem saber o porquê. Bar, restaurantes, piscina, festas... tudo era vivido na mais absoluta solidão. E solidão é foda. Saber que ficaria sozinho até a morte acaba com a vontade de qualquer ser humano. Mas, num dia solitário e infeliz qualquer, ele passa em frente a uma câmara criogênica e nela vê uma mulher. Ali ele comete o seu único e maior erro, mas que veio a ser a salvação de todos.
Sem ninguém para conversar, sendo o balcão do American Bar seu único confessionário, Jim passa longas horas com Arthur (Michael Sheen), um androide que atua praticamente como o seu padre. Jim ia lá confessar seus pecados, seus problemas e suas vontades, buscando um consolo humano, mas recebia de volta apenas a polidez fria e uma dose de cachaça de uma máquina que não podia resolver a sua dor. A mente de Jim foi derretendo a ponto de ele largar a aparência, ficar totalmente acabadão, barbudo e cogitar o suicídio, quase pulando no vácuo do espaço. Se tivesse pedra na nave, ele virava cracudo! Mas aí ele vê a Aurora dormindo um sono belo em sua caminha criogênica bem quentinha rsrsrs...
Jim pirou. Ele corda a gata. E sem ela saber! Aurora enlouquece! Chora, grita, mas aos poucos se conforma, com Jim quietinho, dando aquele migué o tempo todo. O clima do filme muda completamente e um romance gostoso ganha vida. O diretor Morten Tyldum faz a gente esquecer da vida com momentos de pura diversão! A vida triste e depressiva de Jim ganha as cores de um romance de cruzeiro marítimo: festas, restaurante chique, risadas, amassos e sexo! Tudo de graça e quase infinito. Um vidão! Com direito a um dos momentos mais plasticamente lindos dos romances na cena em que o casal faz um passeio no espaço, presos por cabos, flutuando na imensidão negra salpicada de estrelas com aqueles trajes espaciais modernos. Jennifer Lawrence está linda e a química dela com o Chris Pratt transborda na tela.
O amor parecia ter vencido o isolamento, mas o inferno bate à porta quando o "pastor" Arthur bate com a língua nos dentes! O androide, sem noção, revela para Aurora que Jim acordou a bichinha de propósito! A verdade cai como uma bomba na cara dela e o romance vira um thriller psicológico de terror e rejeição. Mas não há tempo para chorar o uísque caro derramado no balcão, porque a nave Avalon começa a entrar em colapso total. Sem eles saberem direito, a nave sofria: robôs dando tilt, elevadores parando, objetos caindo do teto e a gravidade louca — com a magnífica cena da Aurora na piscina, que vira uma bolha de água assassina! O sistema geral da nave falha e acorda um dos oficiais da tripulação (Laurence Fishburne), finalmente! Mas o coitado já desperta com o corpo destruído pelas falhas da criogenia e logo estica as canelas, deixando nas mãos do casal a missão de salvar as 5 mil almas a bordo.
Os últimos 30 minutos são de pura adrenalina e emoção. A nave virou uma bomba! E Aurora precisa engolir o ódio e unir forças com o Jim para tentar salvar todo mundo. As cenas são eletrizantes! O colapso da nave é brutal e iminente! E o sacrifício de Jim veio como a redenção de um homem, de um ser humano comum que errou, mas que tentava a todo custo o perdão de sua ação egoísta. Quando ele foi até a zona crítica da nave abrir manualmente a comporta da turbina por onde passaria uma labareda de fogo, eu pensei que seria uma morte justa. Coisa para a gente sorrir no fim do filme. Mas Morten Tyldum oferece uma camada mais bonita na história, mostrando que o perdão de Aurora e o amor que ela sentia por ele eram maiores que tudo. A cena em que ele queima na saída de fogo e depois fica à deriva no espaço, sem corda de segurança, indo em direção à morte, é impactante. E quando Aurora larga tudo e salta no vácuo para resgatar o corpo dele, flutuando no vazio absoluto, é de chorar.
No fim de tudo, "Passageiros" entrega um ótimo entretenimento que mistura a beleza visual de uma ficção científica cyberpunk-chique com um debate moral cascudo. Jim errou feio movido pelo desespero, mas foi esse mesmo erro que colocou os dois no lugar certo, na hora certa, para evitar uma tragédia espacial sem precedentes.
A história é um clichê lindo, a direção beira a perfeição, a direção de arte é rica, os efeitos de CGI são magníficos, os personagens são clássicos e a dupla de atores está um arraso. O final é um Happy End inusitado, regado a árvores plantadas no metal e ao amor que floresceu na sarjeta do cosmos.