Um prisioneiro escapa da prisão, se veste de pastor para passar despercebido e foge em um trem. Os problemas começam quando ele desembarca em uma estação onde, por coincidência, há um pequeno povoado aguardando ansiosamente a chegada de um novo reverendo.
A cena da garrafa é de uma genialidade sem tamanho.
Chaplin na igreja naquela encenação de Davi e Goliais e o menino ''capetinha'' infernizando a todas são as melhores partes desse curta, quem não comemorou quando ele dá um empurrão no garoto assistiu errado.
Um filme menos conhecido de Chaplin, mas onde ele apresenta a mesma genialidade de outras obras suas mais aclamadas.
Interessante ver que, mesmo tendo quase a mesma duração de O Garoto (cerca de 3 minutos de diferença), Pastor de Almas ainda é considerado como um curta enquanto o outro é um longa metragem, talvez pela forma como foi vendido ao público americano (o primeiro de forma isolada, antecipando os longas maiores como Em busca do Ouro, enquanto o outro era um segmento de Chaplin Revue).
Este tem as melhores gags de toda a carreira de Chaplin, principalmente no segmento da Igreja. Sua trama básica do fugitivo que se veste de padre e acaba entrando no personagem seria mais tarde reutilizada em Não Somos Anjos de 1955 com Humphrey Bogart e em 1989, com De Niro e Sean Penn.
Sim, eu comemorei quando ele empurrou a criança Satanás.
Amo ❤️ 15/02/2021