Paulina (Dolores Fonzi), 28 anos, largou uma promissora carreira na advocacia para ser professora em uma região problemática da Argentina. Sacrificando o namoro e a confiança do pai, um poderoso juiz local, ela sustenta as suas convicções de ensino e política. Mesmo após ser agredida na chegada por uma gangue de jovens que, inclusive, são seus alunos ela precisa se esforçar nesse ambiente estranho.
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Como diz um comentário ali abaixo, é difícil entender as decisões da personagem...chega a ser revoltante. Mas enfim...vai saber o que se passa na cabeça de alguém que sofreu algo do tipo...pesado demais!
Vá se f****, p0rr@ de filme ridículo!
Um escárnio! Direção, roteiro, produção...um bando de macho €$cr0tO defendendo violência misógina na sua forma mais cruel e desumana. E essa atriz tava era louca quando aceitou uma merda de papel desse. Um desserviço!
Vão todos pra PQP!
Simples mas muito interessante, porem confesso que estou tentando compreender as atitudes de Paulina, não é meu lugar de fala e tenho noção da complexidade sociocultural/política do contexto, mas sei lá complicado digerir.... de qualquer forma gostei muito, e foi bom ver Dolores Fonzi e Oscar Martinez em um filme mais denso.
Duro observar uma mulher violada, ridicularizada e incompreendida pela sua consciência de classe. Filme importante para repensar a justiça, a desigualdade social, o punitivismo e as origens da violência contra a mulher. O pai não ouvir Paulina e nem conseguir compreendê-la me doeu mais do que assistir à cena do estupro. Filme grave, doloroso, necessário, importante: eu amei e vou panfletá-lo.
Que pedrada, hein? Difícil ver uma mulher com seus direitos violados por homens defendendo os direitos de... homens. O roteiro provoca uma discussão bem delicada que pode nos levar a caminhos e conclusões que nos recusamos a encarar. Afinal, realmente todo e qualquer tipo de violência é fruto da desigualdade social? Inclusive a violência contra a mulher? Teoria corajosa, só que um tanto quanto extremista ao meu ver... Mas o bacana é que, no final das contas, não se trata de carimbar uma tese, se trata mais sobre liberdade de escolhas e a culpa que se quer deixar de carregar a partir delas ao decidir ideologicamente qual é o sentido de justiça... enfim... filme incômodo e bom em medidas equivalentes.