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Data de lançamento
25 Set. 2020Duração
Sasha, de 7 anos, sempre soube que era uma menina, embora tenha nascido menino. Como a sociedade segue falhando em tratá-la como as outras crianças de sua idade – na sua vida diária na escola, nas aulas de dança ou em festas de aniversário – sua dedicada família trava uma batalha constante para fazer com que sua diferença seja compreendida e aceita.
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Que sorte a dessa garota de ter uma família incrível dessas.
Um documentário tão lindo, genuíno, delicado e poderosamente comovente. Na hora que acabou eu fiquei completamente destruída por toda a jornada na qual eles nos coloca e por ter me relacionado forte demais as dores dessa menina, mas também me deu uma grande faísca de esperança de dias melhores. Se a Sasha consegue ser tão forte para lutar por si mesma e ainda tão pequena, então talvez eu também consiga com meus pais 23 anos. Eu posso até ser mais velha que ela, mas isso não torna mais fácil viver lutando com sua própria identidade de gênero, que de certa forma é a sua própria vida. Mas eu torço que eu possa chegar a dias de paz e conquista assim como pequena garota, ou assim espero. Também me derrete o coração ver o quanto a família dela luta por ela, especialmente a mãe dela e escutar o quanto dói nela ver a filha sofrendo e como ela não soube ajudá-la por muito tempo, impulsionando ela a fazer de tudo por ela agora. Então afinal há esperança né, porque é de emocionar ver algo assim. Como uma garota trans, eu achei este um longa extremamente forte e uma visão incrivelmente íntima, completa e verdadeira sobre o assunto de infância transgênera através dos olhos dessa menina em específico e das pessoas a seu redor. Não só isso mas ele também é surpreendentemente muito bem filmado e bem montado, com shots tão belos e que passam tanto propósito na maneira de demonstrar os sentimentos das pessoas envolvidas que há horas que parece um longa metragem e não um documentário, o que eu achei realmente impressionante.
Que jóia rara é essa pérola e eu fico pasma que ela não recebeu a atenção mundial que deveria, portanto eu faço aqui pra vocês essa a minha mais absoluta recomendação. É um grande projeto tanto em seu valor cinematográfico, quanto na sua força de representatividade que deveria ser passada a todos como uma forma extremamente acessível e comovente de humanizar a comunidade trans, particularmente crianças trans que tão pouco ganham atenção pela recusa da sociedade de aceitá-las. Nós existimos, nós merecemos o direito de viver e de ter amor tanto quanto qualquer pessoa, crianças trans merecem infâncias felizes e obras como essa podem ajudar a construir um futuro melhor pra nós. Sem sombra de dúvida o meu filme favorito de 2020 e um pedaço de arte que tem um potencial ilimitado de me ajudar a reavaliar e achar paz com o meu passado, assim como pra muitas pessoas que o descobrirem.
Uma luta difícil, mostrada com muita sensibilidade nesse documentário...me emocionei e chorei em algumas partes
Sou fã deste diretor faz muito tempo. Por mais que alguns amigos reclamem do hermetismo de seus romances homossexuais inquietos e não concessivos, tinha muita curiosidade em conhecer esta guinada documental. E fui contempladíssimo, em termos emocionais: o modo como ele acompanha a situação de Sasha é muito sensível. E a escolha daquela família foi particularmente feliz: é tão lindo saber que existem pais tão carinhosos, afetuosos e compreensivos quanto a algo tão delicado, né? E o filme aproveita-se muito bem da relação involuntariamente eclipsada com os demais irmãos: a breve coadjuvação concedida ao sábio Vassili é incrível. Que garotinho sagaz, que sensibilidade infantil tão elogiável. A seqüência dos espelhos propicia uma metáfora contundente sobre a dismorfia sexual/de gênero. Torci muito para que tudo desse certo e estou muito curioso para saber como Sasha está hoje. Lindo filme! (WPC>)
Como seria FODA se toda criança LGBTQIAP+ tivesse uma família como a da Sasha! Pais e irmãos que acolhem, apoiam, confortam e lutam ao seu lado.
É muito bonito sentir o amor da mãe pela Sasha que, embora tenha apenas 7 anos, já mostra ser uma garota bastante madura e consciente do preconceito que enfrenta. Acredito que toda família com alguma criança trans deveria assistir a esse documentário e se sentir tocado por essa história.
O que mais me chamou atenção foi o preconceito na escola. Um espaço que deveria ser de libertação, aceitação e crescimento pessoal se torna um local de opressão, de desprezo pela Sasha e sua identidade de gênero. E olha que a história se passa na "moderna" França. Imagina como deve ser isso no Afeganistão, na Chechênia, no Sudão ou qualquer outro local onde as pessoas são impedidas de serem elas mesmas.
(Filme assistido no Festival Internacional de Cinema LGBTI+)