Últimas opiniões enviadas
Gente, falando sério, isso é mesmo um filme?
Podemos sequer considerar isso um filme?
Eles sequer estão tentando fazer um filme?
Gente, isso não é um filme, simplesmente não é. É um comercial gigante em formato de longa-metragem, e não eu não vou retirar o que eu disse.
E eu admito que a Illumination é realmente muito boa em fazer comerciais. Aliás, é provavelmente por isso que seus “filmes” arrecadam tanto dinheiro e atraem um público tão amplo de famílias. Eles são como os doces mais simples e super açucarados, embalados na embalagem mais bonita e brilhante. Chamam a atenção facilmente, são facilmente agradáveis ao paladar se você não pensar muito a respeito do gosto e você consome e esquece deles minutos depois. Dito isso, como filmes e como obras de arte em si, a maioria dos filmes deles não chega nem perto do mínimo que se espera de um longa de verdade, e eles honestamente já nem tentam isso há tempos. E eu já estou farta disso. Eles fizeram alguns filmes bons sim, mas a maioria não é e o primeiro filme do Mario também não foi, mesmo sendo um dos menos irritantes de assistir. E essa sequência é praticamente uma repetição de tudo do anterior em todos os sentidos, sem nenhuma lição aprendida ou nenhuma tentativa de aprimorar aquela fórmula, repetindo todos os erros em uma escala muito maior. As únicas coisas que receberam algum cuidado e talento foram a qualidade técnica da animação, que é realmente deslumbrante, repleta de cores vibrantes e ação decente, e a trilha sonora que é bem feita, mesmo que usada em excesso na tentativa de vender a ideia de algo épico. Além desses dois aspectos, não há nada aqui. Literalmente não há enredo algum; é só um monte de coisa acontecendo por 90 minutos e nenhum dos personagens tem nada pra fazer além de pular e lutar, e as poucas coisas que eles fazem nunca são desenvolvidas e são abandonadas imediatamente. O trabalho de voz é péssimo e todo o elenco parece estar no piloto automático, as piadas são muito bestas e preguiçosas, e a montagem nunca dá uma trégua, parecendo um grande edit de TikTok de cenas pra ir num trailer. E o uso de músicas licenciadas que tanto irritou no primeiro filme aqui ao menos foi reduzido, mas ainda está presente e continua tão constrangedor quanto antes.
"Ah, mas é igual aos jogos, você não precisa de história ou conteúdo em um filme do Mario, basta que seja parecido com o jogo e pronto, você tá esperando demais disso." Olha, sendo sincera, se você gosta desses filmes, não há nada de errado nisso e eu fico feliz por você, mas se é isso mesmo que você pensa então você é que não está sendo exigente o mínimo possível. "Uma Aventura LEGO" é também baseado em uma franquia enorme, feito pra vender brinquedos e recheado de referências para os fãs, mas também tinha uma história criativa, um bom roteiro, personagens divertidos e bem construídos, ótimos temas e conceitos explorados e um humor genuinamente engraçado. Até mesmo algo de qualidade inferior a ele como um "Tico e Teco: Defensores da Lei" tinha mais a oferecer do que esses filmes. Não há motivo nenhum pra esses filmes do Mario ainda continuarem sendo do jeito que são e não terem nenhum pingo de mérito artístico e cinematográfico junto; eles simplesmente escolhem fazer eles assim e não se importam de dar o trabalho. E o pior, eles sabem que seu público-alvo não se importa com nada disso e se contenta com a superfície, então tudo o que temos aqui são visuais bonitos e referências vazias que não servem para nada além de fazer as pessoas se lembrarem de coisas que gostam. É uma falta de respeito com o cinema e com os próprios games também, porque sim, eu também jogo videogame e sou uma fã de Mario, e mesmo assim eu achei o filme ruim. Eu posso falar nessa perspectiva também, “Super Mario Galaxy” é um dos melhores games já feitos, e nesse aspecto essa aqui é uma péssima adaptação da obra que se baseia. Eles arruinaram a Rosalina e não fizeram nada com ela, eles mal representam os jogos além de algumas pequenas referências visuais, e acredite ou não, aqueles jogos tinham mais história e temas mais presentes do que qualquer segundo desse filme. Isso tudo e ainda tendo aqueles visuais icônicos e aquela jogabilidade fenomenal, um elemento que um filme não tem e que este suposto filme aqui não faz nada pra cobrir o buraco. Isso nada mais é do que um anúncio brilhante e bonito da Nintendo feito pra vender produtos e aumentar vendas de videogames. Por mim crianças e os fãs da Nintendo merecem muito mais que isso, mas se isso é o suficiente para eles, que sejam felizes. Quanto a mim, tudo o que isso fez foi me acabar de tédio, me dar dor de cabeça, matar todo o meu interesse no futuro desta franquia e me fazer desejar estar jogando o game do que vendo ele.
Ótimo trabalho, Illumination, vocês conseguiram de novo. Acho que "Sing 2" e "Patos" foram mesmo apenas acidentes felizes afinal.
Eu estava bem empolgada pra assistir esse filme, majoritariamente por ser dirigido pelo mesmo diretor de "O Homem dos Sonhos", um filme que eu gostei muito, e também pela escalação de dois atores que eu sou uma imensa fã. Porém eu fui à sala de cinema sem saber nada do filme em si além do que o teaser mostrou. E pessoal, essa é a melhor maneira de assistir a este filme: sabendo o mínimo possível e, de preferência, em uma sala de cinema cheia para que vocês possam se juntar à loucura com o público. Eu acabei vendo numa sessão lotada e as pessoas não só riam alto, como em alguns momentos elas reagiram tão alto ao que acontecia que tudo o que se ouvia era "P* que Pariu!". Foi uma experiência incrível e o filme em si é também sensacional. Sem dar spoilers, este filme consegue ser uma comédia bem negra que aborda temas que são extremamente sensíveis, o que é um equilíbrio muito difícil de alcançar e uma baita ousadia criativa, e o filme consegue realizar tudo isso com maestria. O humor é genuinamente e consistentemente hilário, o filme navega seus territórios sem nunca cair no mau gosto e, surpreendentemente, também explora seus temas e personagens complexos de maneiras muito ponderadas e perspicazes. Ele não oferece soluções ou respostas fáceis, mas essa não é a intenção dele também. Em vez disso, ele busca provocar e instigar a reflexão e as próprias conclusões do próprio espectador, ao mesmo tempo que proporciona uma experiência extremamente divertida pra ela também. O fato dessa obra conseguir atingir seus objetivos através da comédia, sem deixar de ser também dramático e intenso, é realmente incrível e eu não vi nada parecido em outros projetos, o que o torna ainda mais singular. A Zendaya e Robert Pattinson estão fantásticos e seus papéis dão muito material para eles brilharem como atores. A montagem experimenta uma abordagem mais original de desenvolver a história e, na minha opinião, funcionou muito bem com a desorientação e estresse dos personagens. O filme é super nem apresentado e filmado excelente e tem uma leve e deliciosa duração de 90 minutos com um ritmo perfeito. Se eu tivesse que apontar dedo pra algo agora, talvez fosse que, embora eu ache o final ótimo, talvez pudesse ter tido um pouco mais de fechamento? Eu sei lá, talvez não, mas veremos como me sinto com isso numa segunda vez vendo.
Resumindo, eu adorei e eu não poderia recomendar mais. Tenho certeza de que não é para todos, mas filmes como esse têm tanto a oferecer e uma forma tão única de como o fazem que eu acho que obras assim merecem ser vistas de qualquer maneira, porque você não vai ver algo como isso aqui em qualquer lugar.
Últimos recados
Olá, Maisie. Meu nome é Adriane e eu tenho um grupo de desenhos animados e animes aqui no Filmow. Se você quiser entrar, é aberto. Faço postagens toda a semana, mas você pode também. Obrigada pela atenção.
https://filmow.com/grupos/o-grupo-mais-animado/
O verdadeiro DisneyBoy!
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Gente, que tristeza.
Eu tinha muito medo que esse fosse o resultado e deveria já esperar isso, mas eu quis criar esperanças porque eu amo Michael Jackson desde criança e acho que ele merecia um filme a sua altura. Mas este não é tal filme. Acho que, a esse ponto, podemos afirmar com segurança que "Bohemian Rhapsody" é realmente um dos filmes mais influentes da nossa época recente, e eu não digo isso como um elogio. Mesmo apesar de todos os seus defeitos, o filme arrecadou quase um bilhão de dólares e saiu com 4 Oscars, e é só isso que importa pros estúdios, e por isso tivemos um monte de imitações de um filme que até tinha qualidades, mas todas as piores lições foram aprendidas deles e tudo que ele tinha de ruim foi replicado a exaustão. E “Michael” talvez seja o ápice supremo disso, um “Bohemian Rhapsody” 2.0. Não por ser a pior cinebiografia musical que existe, mas por ser o exemplo perfeito de tudo que está errado com esse subgênero nos dias atuais. Esse suposto filme não tem absolutamente nada a dizer ou fazer sobre o artista, nem como pessoa e nem como artista, e também parece zero interessado em nada disso. É um grande show de cosplay, uma imitação, feita para celebrar seu legado e nada mais. Se tivesse a cara dura de se apresentar como apenas isso e nada mais eu o julgaria dessa forma, mas ele não tem pois ele insiste em dizer que é um filme, portanto o julgarei como tal. Ele até se preocupa em recriar essas performances e shows icônicos com cuidado e até que faz um bom trabalho nisso, mas primeiro, isso é o básico que se espera, e segundo, ele não tem mais nada a oferecer além disso. Se eu quisesse ver essas performances, eu poderia simplesmente ir ao YouTube e ver as originais, e se o intuito é só celebrar a arte dele eu também faria o mesmo. Isso deveria ser apenas a cereja do bolo, e não a única coisa no prato. Eles poderiam ter feito um baita filme, com algo realmente relevante a mostrar, algo a dizer e ter um genuíno toque cinematográfico sobre o Michael, sem deixar de lado tudo isso. Eles apenas optaram por não fazê-lo ou foram obrigados a não fazê-lo, e o resultado é apenas desinteressante cinematograficamente.
Mesmo para os padrões baixos dessas cinebiografias recentes, essa aqui é ainda mais preguiçosa, genérica, vazia e tediosa do que o habitual. Como diabos você faz um filme do Michael Jackson e consegue torná-lo chato? É inacreditável. Tudo o que isso tem a dizer é: "Ele era uma lenda né?". E me desculpem, mas isso não rende um filme e soa mais como um mero artifício de publicidade. E quando digo isso, eu não quero dizer que quero que o filme retrate ele de uma forma específica ou faça alguma uma representação escandalosa dele, de forma nenhuma. Só quero dizer que queria um filme que o tratasse e o explorasse como um ser humano. Eu quero conhecer essa pessoa, quero explorar quem está por trás da lenda, quero ver a história explorar temas em cima de tudo, ver as dinâmicas interessantes ao seu redor e das pessoas em sua vida, seus dias bons e ruins, suas decepções e triunfos, etc. Eu só queria ver um filme de verdade sobre ele, que através da exploração das lentes do cinema realmente trouxesse à tona a pessoa que nos trouxe tamanho legado inesquecível. Mas o longa não está interessado em ser cinema, ele tem muito pouco interesse em ser alguma coisa além de um recriar um apanhado de obviedades. O Michael não é retratado como um ser humano, ninguém aqui é. São todos estereótipos caricatos, santos e demônios, gênios e farsantes completos. Nada parece ou tem sensação de ser real, não há profundidade psicológica ou emocional nenhuma aqui, é tudo performático e falso, apelando em um sentimentalismo forçado. E a estrutura da história é literalmente uma lista de clichês velhos executados da maneira mais banal possível, seguindo pontos da Wikipédia da maneira mais apressada imaginável. O filme todo segue a base de passar uma montagem de coisas acontecendo conforme o tempo passa, ter uma cena melodramática rápida e rasa, e ter uma apresentação musical e aí repete, só isso. É uma experiência tediosa, vazia, protocolar, desesperadamente higienizada e segura, com medo de tomar qualquer risco criativo e de ser audaciosa, tudo que a arte do Michael nunca foi.
Tem alguma coisa que salva aqui? Algumas. O Jaafar Jackson certamente está muito dedicado no papel e ele fez tudo certo em relação ao que lhe é pedido, tenho zero críticas a ele e se algum vestígio de vida aparece em tela é por causa dele, mesmo que o filme em si não peça nada dele como ator além de ser um cover glorioso. Também destaco o jovem ator que interpreta o Michael quando criança, Juliano Krue Valdi, que tá uma graça e esbanja presença. O Colman Domingo sofre mais da extrema caricatura de como retratam a crueldade de seu personagem, que foi cruel na vida real também, mas seja lá que humanidade levou a ele ser esse monstro, este longa também não tem interesse em explorar. Dito isso, ainda é o Colman Domingo e ele faz bem com o que pode com o que lhe é pedido. E de novo, o cuidado na recriação das icônicas performances musicais do artista está presente aqui, mesmo que severamente atrapalhados por uma direção pobre e uma montagem caótica. Eu nunca fui uma mega fã do Antoine Fuqua mas também nunca desgostei dele também, mas fato era que eu sempre achei ele a escolha errada pra esse projeto e eu estava certa. Adoraria que ele me provasse o contrário, mas o desleixo dele presente em seus longas mais recentes está presente aqui também, há zero estilo ou flair de energia interessante na maneira como ele dirige esse filme. Talvez não tenha sido culpa dele e sim da mão pesada de um monte de gente que supervisionou ele até os montes? Talvez, mas eu não tenho essa resposta e ele é creditado como diretor então, é assim que é. E a montagem, embora não seja tão ruim quanto a de “Bohemian Rhapsody” que é do mesmo editor daqui, ainda mantém muitos dos mesmos problemas de lá como o excesso interminável de cortes para tudo como se fosse um videoclipe, e o excesso de vezes que corta pra plateia gritando enche o saco e tira o ritmo das performances. Há também um uso de CGI bem falso, um elenco coadjuvante completamente apagado e até pessoas reais da vida do Michael completamente excluídas do filme no caso da Janet Jackson, diálogos novelescos e há zero indícios de que essa produção custou 200 milhões de dólares. Até deixar pra uma sequência no estilo Marvel eles fazem, chega a ser uma piada, especialmente porque o filme nem final tem ele simplesmente para. Tava esperando dizer no final “Michael retornará em Vingadores: Doomsday”.
É gente, tem jeito não, “Michael” é ruim mesmo. Tinha tudo pra não ser, tinha todo o material e orçamento para um grande filme e rezei para que fosse uma antítese que desse uma luz nova a um subgênero tão mal explorado. Mas ao invés disso, é apenas a confirmação de que nada vai mudar por agora e é um exemplo perfeito de tudo que está de errado com esses filmes e com a maneira de que eles são feitos atualmente. De novo, isso não quer dizer que achei a pior cinebiografia musical por aí, mas sim que é a que mais representa tudo que eu não gosto e estou completamente enjoada e cansada nelas. É um desserviço a um grande ícone, se fingindo de celebração mas tendo a profundidade de um pires e zero intenções de criar alguma coisa interessante além de usar e abusar da iconografia do artista e achar que é o bastante. Pra tudo que o Michael mudou no mundo quebrando barreiras artísticas, raciais e mundiais, e até usando inspiração no cinema para os clipes fenomenais dele, ele fez isso quebrando regras e sendo revolucionário, tudo que esse filme não é. Se tudo que você quer é as performances das músicas e curtir a obra dele, honestamente teria sido muito melhor um remaster de vários clipes e shows dele compilados num formato para lançar no cinema como um evento, que aí seria tudo isso de fato sem fingir que tá tentando ser um filme contando uma história. Pois como um filme e como cinema, isso aqui é um grande maço de bolo sem recheio ou sabor, apenas a decoração. É tudo o que eu não queria que ele fosse, e isso é bem frustrante.