Maisie
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Jundiaí - (🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

Maisie
3 meses atrás

Que o Spielberg é um gênio todo mundo sabe, mas ver que ele ainda tem aquele mesmo coração aberto e alma gentil de seus filmes mais clássicos é algo que me inspira muito em um mundo atual que age tão cínico. E por isso eu não sei necessariamente se este é o filme que as pessoas querem ver ou se ainda há muita gente aberta a algo assim, mas eu sei que eu sou exatamente a pessoa pra ele. Eu ando passando por dias difíceis, muitos dias de desesperança e aguentando momentos onde nem sempre sei se ainda consigo acreditar em qualquer pessoa, mas através do meu amor por cultura e arte, especialmente o cinema, eu ainda consigo me manter firme pra mais um dia. E filmes como “Dia D” me recarregam, não só por ser um grande filme que entrega uma grande experiência na sala de cinema, mas porque suas ideias e o que ele tem a dizer me enche de esperança. Em sua base ele é como uma mistura de “Arquivo X”, “A Chegada” é um pouquinho de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, porém com a perspectiva atual que o Spielberg tem do mundo, e quem o conhece sabe que seus filmes de alienígenas dizem muito sobre como ele enxerga o mundo na época em que ele sai. Toda a construção do mistério e do desenrolar da trama é uma escalada ininterrupta que nunca perde a atenção, vai pra direções satisfatórias e que culmina em um dos atos finais mais maravilhosos que eu já vi em tempos, extremamente emocionante e recompensador a ponto de fazer minha sala ir a loucura de aplausos no final. Era como se eu tivesse fazendo parte de um grande acontecimento mundial junto do filme, me sentia encantada.

Sim, há típicos clichês e facilitações de roteiro que podem quebrar a imersão para quem exige o mais puro realismo, mas eu pouco me importo porque cinema é e deveria ser mais do que isso. O cinema do Spielberg sempre foi mais moldado no sentimento e de trazer uma imersão ao público na experiência e na jornada emocional que ele te leva, e isso não mudou em nada aqui pois este é o puro suco do cinema blockbuster dele em grande escala, só que mais direto em suas posições e mensagens. E eu acho muito difícil querer ter problema com as intenções da obra, por mais piegas e exageradamente otimistas que elas sejam, pois honestamente eu sinto falta de quando ainda tínhamos obras assim, sem um pingo de ironia ou autocrítica e apenas sendo o que é de coração aberto. A Emily Blunt está estupenda aqui no que eu já considero o grande papel da sua carreira, e embora ela roube muito a cena o resto do elenco também está excepcional, com destaques a Eve Hewson que faz uma das personagens mais interessantes da trama, e o Colman Domingo porque é o Colman Domingo e ele sempre está incrível. E como esperado, a direção é magistral e com um trabalho de câmera que só o Spielberg sabe fazer tão bem, com takes longos fantásticos e sequências belissimamente orquestradas e bem montadas. Os efeitos visuais são contidos porém muito bem trabalhados, a cinematografia é rica em detalhes e de uma mise en scene rica, e a trilha sonora do lendário John Williams é maravilhosa e sabe exatamente quando aparecer para causar impacto.

Olha, se esse será considerado um clássico do diretor ou um dos que dividem opiniões entre as pessoas eu não tenho como saber agora, e também não sei exatamente onde se encaixa no meu ranking da filmografia dele. Mas por agora, eu só sei que eu saí revigorada, feliz e emocionada do cinema. Qualquer filme que me faça sair do cinema mais esperançosa e impressionada com a capacidade de alguém ainda ter a coragem de dizer que empatia não é uma fraqueza e sim um superpoder, e que precisamos cultivar ela mais do que o medo, merece meu mais alto respeito e admiração. Ainda quero rever pra analisar mais os seus temas já sabendo de suas revelações, e minha nota pode talvez abaixar meia estrela caso o ritmo não seja tão engajante sem o fator surpresa, mas pra minha primeira vez eu vou deixar meu sentimento explodir com orgulho. Filmaço, meu favorito do ano até agora e vejam no cinema se puderem, apoiem filmes originais de grande orçamento que ousam ter algo novo a fazer e dizer, porque merecemos mais obras assim.

Maisie
3 meses atrás

The things I do for love.

Maisie
½
5 meses atrás

Gente, que tristeza.

Eu tinha muito medo que esse fosse o resultado e deveria já esperar isso, mas eu quis criar esperanças porque eu amo Michael Jackson desde criança e acho que ele merecia um filme a sua altura. Mas este não é tal filme. Acho que, a esse ponto, podemos afirmar com segurança que "Bohemian Rhapsody" é realmente um dos filmes mais influentes da nossa época recente, e eu não digo isso como um elogio. Mesmo apesar de todos os seus defeitos, o filme arrecadou quase um bilhão de dólares e saiu com 4 Oscars, e é só isso que importa pros estúdios, e por isso tivemos um monte de imitações de um filme que até tinha qualidades, mas todas as piores lições foram aprendidas deles e tudo que ele tinha de ruim foi replicado a exaustão. E “Michael” talvez seja o ápice supremo disso, um “Bohemian Rhapsody” 2.0. Não por ser a pior cinebiografia musical que existe, mas por ser o exemplo perfeito de tudo que está errado com esse subgênero nos dias atuais. Esse suposto filme não tem absolutamente nada a dizer ou fazer sobre o artista, nem como pessoa e nem como artista, e também parece zero interessado em nada disso. É um grande show de cosplay, uma imitação, feita para celebrar seu legado e nada mais. Se tivesse a cara dura de se apresentar como apenas isso e nada mais eu o julgaria dessa forma, mas ele não tem pois ele insiste em dizer que é um filme, portanto o julgarei como tal. Ele até se preocupa em recriar essas performances e shows icônicos com cuidado e até que faz um bom trabalho nisso, mas primeiro, isso é o básico que se espera, e segundo, ele não tem mais nada a oferecer além disso. Se eu quisesse ver essas performances, eu poderia simplesmente ir ao YouTube e ver as originais, e se o intuito é só celebrar a arte dele eu também faria o mesmo. Isso deveria ser apenas a cereja do bolo, e não a única coisa no prato. Eles poderiam ter feito um baita filme, com algo realmente relevante a mostrar, algo a dizer e ter um genuíno toque cinematográfico sobre o Michael, sem deixar de lado tudo isso. Eles apenas optaram por não fazê-lo ou foram obrigados a não fazê-lo, e o resultado é apenas desinteressante cinematograficamente.

Mesmo para os padrões baixos dessas cinebiografias recentes, essa aqui é ainda mais preguiçosa, genérica, vazia e tediosa do que o habitual. Como diabos você faz um filme do Michael Jackson e consegue torná-lo chato? É inacreditável. Tudo o que isso tem a dizer é: "Ele era uma lenda né?". E me desculpem, mas isso não rende um filme e soa mais como um mero artifício de publicidade. E quando digo isso, eu não quero dizer que quero que o filme retrate ele de uma forma específica ou faça alguma uma representação escandalosa dele, de forma nenhuma. Só quero dizer que queria um filme que o tratasse e o explorasse como um ser humano. Eu quero conhecer essa pessoa, quero explorar quem está por trás da lenda, quero ver a história explorar temas em cima de tudo, ver as dinâmicas interessantes ao seu redor e das pessoas em sua vida, seus dias bons e ruins, suas decepções e triunfos, etc. Eu só queria ver um filme de verdade sobre ele, que através da exploração das lentes do cinema realmente trouxesse à tona a pessoa que nos trouxe tamanho legado inesquecível. Mas o longa não está interessado em ser cinema, ele tem muito pouco interesse em ser alguma coisa além de um recriar um apanhado de obviedades. O Michael não é retratado como um ser humano, ninguém aqui é. São todos estereótipos caricatos, santos e demônios, gênios e farsantes completos. Nada parece ou tem sensação de ser real, não há profundidade psicológica ou emocional nenhuma aqui, é tudo performático e falso, apelando em um sentimentalismo forçado. E a estrutura da história é literalmente uma lista de clichês velhos executados da maneira mais banal possível, seguindo pontos da Wikipédia da maneira mais apressada imaginável. O filme todo segue a base de passar uma montagem de coisas acontecendo conforme o tempo passa, ter uma cena melodramática rápida e rasa, e ter uma apresentação musical e aí repete, só isso. É uma experiência tediosa, vazia, protocolar, desesperadamente higienizada e segura, com medo de tomar qualquer risco criativo e de ser audaciosa, tudo que a arte do Michael nunca foi.

Tem alguma coisa que salva aqui? Algumas. O Jaafar Jackson certamente está muito dedicado no papel e ele fez tudo certo em relação ao que lhe é pedido, tenho zero críticas a ele e se algum vestígio de vida aparece em tela é por causa dele, mesmo que o filme em si não peça nada dele como ator além de ser um cover glorioso. Também destaco o jovem ator que interpreta o Michael quando criança, Juliano Krue Valdi, que tá uma graça e esbanja presença. O Colman Domingo sofre mais da extrema caricatura de como retratam a crueldade de seu personagem, que foi cruel na vida real também, mas seja lá que humanidade levou a ele ser esse monstro, este longa também não tem interesse em explorar. Dito isso, ainda é o Colman Domingo e ele faz bem com o que pode com o que lhe é pedido. E de novo, o cuidado na recriação das icônicas performances musicais do artista está presente aqui, mesmo que severamente atrapalhados por uma direção pobre e uma montagem caótica. Eu nunca fui uma mega fã do Antoine Fuqua mas também nunca desgostei dele também, mas fato era que eu sempre achei ele a escolha errada pra esse projeto e eu estava certa. Adoraria que ele me provasse o contrário, mas o desleixo dele presente em seus longas mais recentes está presente aqui também, há zero estilo ou flair de energia interessante na maneira como ele dirige esse filme. Talvez não tenha sido culpa dele e sim da mão pesada de um monte de gente que supervisionou ele até os montes? Talvez, mas eu não tenho essa resposta e ele é creditado como diretor então, é assim que é. E a montagem, embora não seja tão ruim quanto a de “Bohemian Rhapsody” que é do mesmo editor daqui, ainda mantém muitos dos mesmos problemas de lá como o excesso interminável de cortes para tudo como se fosse um videoclipe, e o excesso de vezes que corta pra plateia gritando enche o saco e tira o ritmo das performances. Há também um uso de CGI bem falso, um elenco coadjuvante completamente apagado e até pessoas reais da vida do Michael completamente excluídas do filme no caso da Janet Jackson, diálogos novelescos e há zero indícios de que essa produção custou 200 milhões de dólares. Até deixar pra uma sequência no estilo Marvel eles fazem, chega a ser uma piada, especialmente porque o filme nem final tem ele simplesmente para. Tava esperando dizer no final “Michael retornará em Vingadores: Doomsday”.

É gente, tem jeito não, “Michael” é ruim mesmo. Tinha tudo pra não ser, tinha todo o material e orçamento para um grande filme e rezei para que fosse uma antítese que desse uma luz nova a um subgênero tão mal explorado. Mas ao invés disso, é apenas a confirmação de que nada vai mudar por agora e é um exemplo perfeito de tudo que está de errado com esses filmes e com a maneira de que eles são feitos atualmente. De novo, isso não quer dizer que achei a pior cinebiografia musical por aí, mas sim que é a que mais representa tudo que eu não gosto e estou completamente enjoada e cansada nelas. É um desserviço a um grande ícone, se fingindo de celebração mas tendo a profundidade de um pires e zero intenções de criar alguma coisa interessante além de usar e abusar da iconografia do artista e achar que é o bastante. Pra tudo que o Michael mudou no mundo quebrando barreiras artísticas, raciais e mundiais, e até usando inspiração no cinema para os clipes fenomenais dele, ele fez isso quebrando regras e sendo revolucionário, tudo que esse filme não é. Se tudo que você quer é as performances das músicas e curtir a obra dele, honestamente teria sido muito melhor um remaster de vários clipes e shows dele compilados num formato para lançar no cinema como um evento, que aí seria tudo isso de fato sem fingir que tá tentando ser um filme contando uma história. Pois como um filme e como cinema, isso aqui é um grande maço de bolo sem recheio ou sabor, apenas a decoração. É tudo o que eu não queria que ele fosse, e isso é bem frustrante.

  • Filmow 1 semana atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Olá, Maisie. Meu nome é Adriane e eu tenho um grupo de desenhos animados e animes aqui no Filmow. Se você quiser entrar, é aberto. Faço postagens toda a semana, mas você pode também. Obrigada pela atenção.
    https://filmow.com/grupos/o-grupo-mais-animado/

  • LegenDario 5 anos atrás

    O verdadeiro DisneyBoy!