Dirigido por
Duração
Perifericú mostra a rotina de ser mulher, negra e travesti na maior capital do Brasil.
O curta conta a trajetória de Denise (Ingrid Martins) e Luz (Vita Pereira), mulheres negras que cresceram no meio de canções de rap, louvores de igreja e passos de vogue e mostra como levar a vida adulta com pouco dinheiro no bolso.
Mais do que uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, o projeto é o resultado de quatro anos de entrevistas e questionamentos sobre o que é ser jovem, LGBT e favelado em São Paulo.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Poxa, curti pra caramba o filme. Ele é como uma ópera, um espetáculo, uma performance. Tem uma narrativa bacaninha mas o que importa mesmo são os discursos, as músicas e a beleza plástica. Curti pra caramba, e ter quatro diretoras explica o motivo da narrativa descentralizada, mas não me foi incômodo.
Não vou mentir: apesar de amar a temática, de ter ficado encantado pelas protagonistas e de apreciar a trilha musical incidental (Mc Thá, Linn da Quebrada e congêneres), desconfiei que, ao final, o filme conseguisse se demonstrar coeso, tamanha as mudanças de aspecto, de seqüência a seqüência. O fato de possuir quatro diretoras concedeu-lhe o aspecto de plurivocal, compreendi num momento adequado - e, daí para a frente, gemi de satisfação e identificação. Militante e gracioso, musical e sexualizado, esperançoso e consciente das mazelas policiais: em suma, francamente anti-bolsonarista. Genial! (WPC>)
Maravilhoso