A partir de duas histórias paralelas, uma no século XVI e outra na Alemanha pós-moderna, Pasolini faz um retrato metafórico nada alentador da degradação humana alastrada pela sociedades de consumo, as quais não prezam o sentido e a essência do ser humano, mas apenas sua capacidade de consumo. É uma reflexão sobre o lema da era capitalista: "consumo, logo existo". Embora pareça um tanto estranho e complicado de se entender, Pocilga nada mais é que uma brincadeira do diretor, que utilizou temas incomuns como a antropofagia e a bestialidade, para criar uma obra puramente crítica e irônica sobre o assunto tão controvertido que é o consumismo.
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Duas narrativas sobrepostas mostrando dois protagonistas jovens e totalmente alienados em relação a realidade que os cerca , ambos à sua maneira sendo inconvenientes aos Sistemas vigentes. O estilo hermético e primitivista de Pasolini pode cansar o espectador mas com certeza convida a uma revisão.
Sr. Herdhitzer. Sr. Herdhitzer? Sim, Sr. Herdhitzer
Pasolini sempre foi muito diferenciado em suas direções,mas esse aqui tem uma dose alta de estranheza,mesmo já sendo acostumado com o cinema particular do diretor.
>Assistido em 01 de Dezembro de 2022
Não é tão gráfico e explicito igual Saló, mas é tão perturbador e reflexivo quanto.
"Matei meu pai, comi carne humana e tremo de alegria."
No mínimo um filme muito estranho. Normalmente, por mais que um filme pareça de díficil compreensão, é possível notar que trata-se de uma grande obra. Só que nesse, infelizmente, não senti isso em nenhum momento.
Considero que captei as críticas na entrelinhas, mas confesso que do filme propriamente dito entendi pouca coisa. Primeira decepção em matéria de Pasolini.