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18 Dez. 2020Por onde anda Makunaíma? (de Rodrigo Séllos) entrelaça as figuras de Macunaíma, festejado na literatura, e de Makunaima, mito consolidado entre indígenas, para resgatar a história e denunciar o risco de extinção dos povos originários do Brasil. O documentário é um relato cultural e histórico do personagem mais brasileiro que existe na ficção.
O filme começa com Makunaima, um dos mitos fundadores do povo indígena da fronteira Brasil-Venezuela-Guiana, captado pela primeira vez nos escritos do etnógrafo alemão Koch-Grünberg no início da década de 1910. É ele quem faz a ponte entre a Amazônia e o Brasil não indígena e inspira o escritor Mário de Andrade a escrever o consagrado 'Macunaíma, um herói sem personagem' em 1926. Mais de 40 anos depois, o cineasta Joaquim Pedro de Andrade faz sua versão própria dessa história, que se torna o filme mais censurado do movimento Cinema Novo. Em 1978, é a vez do diretor de teatro Antunes Filho levar Macunaíma aos palcos.
A busca por Macunaíma resgata esse personagem incrível que representa o Brasil de várias maneiras e continua relevante até hoje. Um herói que nasce múltiplo e segue contemporâneo.
Com depoimentos em português, alemão, espanhol, macuxi e taurepang, a obra é uma produção da Platô Filmes com coprodução da Boulevard Filmes.
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Documentário nacional da Boulevard Filmes e Platô Filmes vencedor do Candango de melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Com depoimentos em português, alemão, espanhol, macuxi e taurepang, o filme retorna a "Macunaíma", esse personagem que já nasceu múltiplo e segue contemporâneo. O filme investiga a relevância cultural do personagem literário de Mário de Andrade (1893-1945) no Brasil atual, um dos mitos fundadores do povo indígena. Ele representa o Brasil de muitas maneiras (da literatura ao cinema e ao teatro) e continua relevante até hoje.
Makunaima, um dos mitos fundadores dos povos nativos da fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, capturado pela primeira vez nos escritos do etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg (1872-1924) no início da década de 1910. O documentário é bem moroso e mediano, pra quem gosta e tem paciência de ouvir sobre certas culturas tupiniquins. E ainda mostra várias cenas do filme de 1969 pra relembrar.
O roteiro é ótimo, e a montagem acompanha o embalo literário e antropológico. Os depoimentos indígenas são providenciais e, se fosse uma tese de doutorado, mereceria nota máxima. Enquanto filme, entretanto, não funciona tão bem: exagera nas menções ao filmaço do Joaquim Pedro de Andrade, o que cansa um pouco no início, visto que prioriza uma versão do personagem em detrimento das demais, por mais definitiva que ela seja enquanto translação ideal do texto de Mário de Andrade. Quando as versões cinematográfica e teatral são confrontadas a partir da análise do pouquíssimo conhecido filme EXU-PIÁ, CORAÇÃO DE MACUNAÍMA, o documentário cresce bastante, mas assume a sua irregularidade compositiva também. Numa revisão sem expectativas, talvez eu goste bastante. Num primeiro contato, exauriu-me um pouco enquanto espectador.. [WPC>}