Depois da libération, o fim da Segunda Guerra Mundial, o operário Diego se apaixona loucamente por uma linda desconhecida, Malou. Essa paixão acabará de forma dramática.
Não sou dos filmes de romance, mas esse tem um contexto social do pós-guerra que o torna diferente. A cena em que ambos se conhecem é realmente uma das cenas mais lindas que já vi, inesquecível o olhar do Montand para ela. Depois eles dançando em meio às esculturas, o gatinho com os filhotes, as coincidências que os unem (e posteriormente os desunem também, as mesmas coincidências). A história é linda, poética realmente.
Também o maltrapilho que personifica o destino e sai feito um oráculo avisando das tragédias que todos se negam a reconhecer. As crianças, a família repleta de crianças do pós-guerra. Que filme lindo! O melhor do Carné que assisti até agora.
Tanto fotografia e composição cenográficas são de tirar o chapéu bem como alguns travellings exuberantes que contudo, não conseguem transformar o filme de Carné em algo menos gélido. Esteticamente belo, atmosfera linda mas em termos de trama e narrativa um tanto desinteressante, ao menos para mim, que não costumo me empolgar definitivamente com romances.
Uma volta de Carné ao Realismo Poético dos anos 30. Criticado no lançamento por razões contextuais, o que chega a contemporaneidade é um filme sensível e belo com personagens secundários apaixonantes e uma Paris recriada em estúdio à perfeição. Les feuilles mortes, uma das canções francesas mais famosas da História teve sua estreia na obra. 8.5/10
O encontro entre Diego e Malou é das coisas mais belas que vi no cinema, é uma sintonia única e um texto rico e bem marcante. O cenário realístico favorece a trama, tem uma pitada de noir, acho. Mas, um pouco parado, me atentei mais ao roteiro.
Último filme da dupla Carné-Prévert que funde a mitologia do ambiente do Prévert com um ambiente social e historicamente bem definido como o do pós-guerra. Não é dos melhores, mas definitivamente um filme que só poderia ter sido dirigido por Marcel Carné. O papel de Malou originalmente foi previsto para Marlene Dietrich e o de Jean Diego para Jean Gabin, mas "Les feuilles mortes" acabou, indissoluvelmente, ligada ao nome de Yves Montand.
Não sou dos filmes de romance, mas esse tem um contexto social do pós-guerra que o torna diferente. A cena em que ambos se conhecem é realmente uma das cenas mais lindas que já vi, inesquecível o olhar do Montand para ela. Depois eles dançando em meio às esculturas, o gatinho com os filhotes, as coincidências que os unem (e posteriormente os desunem também, as mesmas coincidências). A história é linda, poética realmente.
Também o maltrapilho que personifica o destino e sai feito um oráculo avisando das tragédias que todos se negam a reconhecer. As crianças, a família repleta de crianças do pós-guerra. Que filme lindo! O melhor do Carné que assisti até agora.
Tanto fotografia e composição cenográficas são de tirar o chapéu bem como alguns travellings exuberantes que contudo, não conseguem transformar o filme de Carné em algo menos gélido. Esteticamente belo, atmosfera linda mas em termos de trama e narrativa um tanto desinteressante, ao menos para mim, que não costumo me empolgar definitivamente com romances.
Uma volta de Carné ao Realismo Poético dos anos 30. Criticado no lançamento por razões contextuais, o que chega a contemporaneidade é um filme sensível e belo com personagens secundários apaixonantes e uma Paris recriada em estúdio à perfeição. Les feuilles mortes, uma das canções francesas mais famosas da História teve sua estreia na obra. 8.5/10
O encontro entre Diego e Malou é das coisas mais belas que vi no cinema, é uma sintonia única e um texto rico e bem marcante. O cenário realístico favorece a trama, tem uma pitada de noir, acho. Mas, um pouco parado, me atentei mais ao roteiro.
Último filme da dupla Carné-Prévert que funde a mitologia do ambiente do Prévert com um ambiente social e historicamente bem definido como o do pós-guerra. Não é dos melhores, mas definitivamente um filme que só poderia ter sido dirigido por Marcel Carné. O papel de Malou originalmente foi previsto para Marlene Dietrich e o de Jean Diego para Jean Gabin, mas "Les feuilles mortes" acabou, indissoluvelmente, ligada ao nome de Yves Montand.