Mary Ann é o dono de um matadouro em Kansas City e usa seu negócio como fachada para comércio de drogas e prostituição. Ele deve uma grande quantia de dinheiro a um chefão da Máfia de Chicago, mas recusa-se a pagar e, pior, transforma os cobradores enviados pelo sindicato do crime em salsicha (literalmente). Para resolver a situação de uma vez por todas, os mafiosos contratam Nick Devlin, um assassino profissional impiedoso, para lidar com Mary Ann.
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04.07.1986
Michael Ritchie tem filmes interessantes e esse com certeza é o mais violento sem sombra de dúvida.
Assisti em 03/01/1981, sábado, no canal 12 (hoje RBS ou Globo), em Sessão de Gala.
Típico filme "macho" e politicamente incorreto como tudo foi nos anos setenta. A trama gira em torno de um mafioso da região de KANSAS, parte central dos Estados Unidos onde a criação de gado e plantação de trigo e girassol se estende no horizonte, além claro, da ignorância, brutalidade e exploração de um mafioso local que usa como fachada o seu negócio para negociar drogas e prostituição (protótipo do curral bolsonarista, argh!!! nojo!!!).
Lee Marvin é um assassino profissional que é contratado por mafiosos para eliminar o senhor do gado do Kansas, o mafioso e cafajeste, Mary Ann. Aqui o personagem vive um paradoxo o qual é um assino, mas vai fazer justiça e proteger vítimas, inclusive, jovens que são vendidas como carne no açougue. Lee Marvin está habitualmente frio e meticuloso. Já Gene Hackman está um cafajeste, calhorda explorador de menores e um rico bandido local que todos o temem. E, claro, que Gene Hackman sai bem outra vez como papel de vilão que ele coleciona em sua galeria de cafajestes cínicos. E Sissy Spacek está linda e hipnotizante como Poppy uma garora entregue a máfia local de prostituição, em sua quase estréia no cinema, e já demonstrava ser muito talentosa como atriz e aqui parecidíssima com a atriz brasileira Mariana Ximenes.
A direção de Michael Ritchie é correta, usando e abusando da câmera nervosa em momentos de tensão do filme como a perseguição dos meliantes na festa da fazenda, após, na perseguição a plantação de trigo e no final com o tiroteio entre a plantação de girassóis. O roteiro é bem esquemático e eficiente. Acho que se este filme fosse dirigido por um Sam Peckinpah o soco no estômago seria bem maior pela sua robustez em tratar de temas como violência e hipocrisia. Mas estes elementos estão todos aqui, bem representados pelo promissor Michael Ritchie.
nunca um titulo nacional foi tão preciso na tradução de um filme.