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Data de lançamento
10 Ago. 2007Duração
São Paulo, 1958. Luísa (Débora Falabella) é uma jovem romântica e sonhadora que é casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), um engenheiro que está envolvido na construção de Brasília. Um dia Luísa reencontra Basílio (Fábio Assunção), seu primo e também sua paixão de juventude. Quando Jorge é chamado a trabalho para Brasília, Luísa fica em casa apenas com a companhia das empregadas Juliana (Glória Pires) e Joana (Zezeh Barbosa). Basílio passa a visitá-la frequentemente, conquistando-a com as histórias de suas viagens. Logo as saídas de ambos viram fofoca na vizinhança. Até que Juliana encontra as cartas de amor trocadas entre os primos e, de posse delas, passa a chantagear Luísa para conseguir uma generosa aposentadoria.
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12.08.2007
A parte mais irônica de tudo é que, vendo esse filme no youtube, tão logo ele terminou a sequência automática de vídeos levou-me direto para "Trair e coçar é só começar".
Enfim, apesar da ambientação moderna creio que fez uma excelente adaptação do livro. Bem verdade que faltaram muitos personagens mas eu, particularmente, achei essa adaptação muito superior à que vi no filme inspirado no livro "O cortiço".
Excelentes atores, excelentes atrizes. Eu consegui sentir a dor, honestamente me tocou.
O Primo Basílio - 2007 - Brasil - visto no dia 25.10.20
Eu li o livro do grande mestre Eça de Queiróz que é o meu escritor realista português favorito. Ele que pensava no melhor para o seu país. "Criticar para corrigir", ele dizia. Uma pena que a adaptação não chegou ao nível da obra literária mas penso mesmo assim que foi uma boa adaptação mesmo com falhas. A primeira dela é a correria. Sim, senti isso no filme inteiro. Rapidez, atropelamento de alguns acontecimentos desencadearam em uma obra mais superficial, curta e direta. No livro estamos acostumados com o desenvolvimento de história e do psicológico dos personagens. Não quero algo igual mas que o filme desenvolvesse melhor os seus personagens penso que sairia uma resultado melhor: igual eu amo a Juliana no livro, ela é sensacional. Igual no filme ela é bem apagada e bem ok. Nem mostrar ela direito mostrou, quando aparecia parecia uma personagem morta. Para mim não combinou tão bem o papel para Glória Pires mas aí foi mais erro do roteiro do que a atriz em si que é uma das maiores atrizes do Brasil. Outro ponto: Desenvolveu pouco outros personagens como Jorge, Luiza, Basílio. Aqui não tem o comendador e tirou algumas partes do livro e até aí tudo bem, mas com o restante dos personagens foram poucos aproveitados. Olha que teve o elenco de primeira linha e fantástico. Fábio Assunção como Basílio, Débora Falabella como a ingênua Luiza foram os melhores personagens e atores do filme. Fábio se enquadrou como uma luva no papel de mulherengo, farsante e estiloso. Uma belíssima trilha sonora, fotografia retratando bem a época da burguesia transportada para o Brasil. Uma obra que vale a pena para entendermos um contexto mais básico e curta da obra literária. Mas como falei: tem várias partes que são essas, participação da Laura Cardoso é muito pouca, personagens mais rasos e as cenas são rápidas e o filme é ágil demais entre as cenas da história. Mas dá para ver sim mas esperava bem mais principalmente da Juliana minha personagem favorita.
Nota: 6,5
Me lembro que há um tempo atrás, assisti esse filme e adorei a história. Hj, revi ele completo no Youtube e nossa, um filme que te prende, principalmente pelas ótimas atuações. Gosto dos trabalho do ator Reynaldo Gianecchini pq ele é esforçado, o cara era modelo de passarela, começou como um robô, mas com devidos às críticas e com persistência, hj em dia interpreta bem melhor.
Glória Pires, Guilherme Fontes, Fábio Assunção e os outros que funcionam como personagens secundários, unem cada detalhe. A direção é de Daniel Filho, um homem terrível de se conviver, segundo vários artistas, mas o cara é bom e competente em tudo que faz.
Fábio Assunção nasceu pra viver os personagens de Eça de Queiroz