Addington (Matthew McConaughey) é um talentoso surfista que pratica o esporte pelo puro prazer. Depois de uma temporada viajando pelo mundo atrás das ondas mais iradas, ele retorna à Malibu para curtir o verão, os amigos e as ondas de sua cidade natal. Só aí descobre que sua grana esta acabando e a única forma de se recuperar financeiramente seria participar de um reality show e “se vender” à industria de vídeo games. Mas Addington vai encarar um flat da pesada e precisará de muita ajuda. Afinal o cara nunca passou por uma seca dessas..
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Filme de surfista para surfista. E/ou de surfista para maconheiro. McConaughey (também produtor) tem carisma e combina com o personagem, em 2008 ele ainda não havia "renascido" e é a segunda comédia que o vejo fazer entrosada dupla com Woody Harrelson, a outra foi "EdTV" do Ron Howard (a amizade dos caras é admirável, realizaram alguns anos depois "True Detective" e continuaram como produtores executivos). Sarah Wright é a sereia desta onda. Cena pós-créditos louca.
Devo ter algum problema, porque mesmo após ler todos os comentários negativos ainda perdi meu tempo assistindo hahaha se arrependimento matasse...você que está lendo sobre o filme: não perca seu tempo, até o chuvisco da tv fora do ar é melhor
Filme e personagens rasos e nada empolga. Só apologia a maconha e vida vazia.
Gostei da bundinha do Matthew muito boa!
07/05/20
É uma grande perda de tempo.Não confie nos bons nomes que o elenco traz,todos estão em seus piores dias.
-Especial Matthew McConaughey - 20 de Abril de 2019
-Dou nota 2/10
Uma vez alguém comentou que, se o ator Matthew McConaughey fosse brasileiro, ele seria uma variação do Marcos Pasquim: teria contratos na Globo para fazer novelas das sete engraçadinhas, nas quais faria personagens babacas e apareceria o tempo todo sem camisa. E após assistir a “Profissão Surfista”, não posso deixar de considerar a seriedade da afirmação. O que é uma pena, pois, apesar de sua carreira ser construída por mais baixos do que altos (e “Profissão Surfista” talvez seja o mais baixo que ele chegou), filmes como “Killer Joe – Matador de Aluguel” ou “Clube de Compras Dallas” comprovam o talento indiscutível do ator. O que me faz concluir que, apesar de excelente, Matthew McConaughey possui uma inclinação artística meio pobre.
“Profissão Surfista” conta a história de Steve Addington (Matthew McConaughey), um cara que gosta de surf, fumar maconha, surf, fumar maconha, surf, surf, surf, fumar mais maconha e mulheres (exatamente nessa ordem). Voltando para casa após uma temporada surfando no exterior, Addington descobre que seu empresário quer força-lo a participar de um ‘reality show’ televisivo (uma espécie de Big Brother para surfistas) e usar seu corpo como modelo para um video-game de surf que está realizando. Crente que esses elementos puramente capitalistas não estão em afinidade com o real espírito do surf, o atleta se nega veementemente a participar. Entretanto, aliada a pressão do executivo, a péssima temporada das ondas na Califórnia começa a sufoca-lo e deprimi-lo.
Dirigido de forma bem amadora por um cineasta desconhecido (um tal de ‘S. R. Bindler’), “Profissão Surfista” parece que faz força para ser desinteressante. O roteiro quase inexiste e o pouco de trama que tem é desperdiçado em arcos que não se sustentam. Até há, em “Profissão Surfista”, ecos de alguma discussão sobre a ganância no esporte e a coação contratual nas quais muitos atletas se vêem vítimas de seus empresários. Mas a abordagem é rasa, mal-construída, e não explora todo o potencial que o assunto permite (e o fato de Jeffrey Nordling estar tão caricatural quanto um vilão de quadrinhos também não ajuda muito). A sugestão do filme de que temos que dar valor para o que a própria natureza nos dá é bem intencionada, porém feita de forma meio bobona ('oooh... cabras comem grama'), dando a impressão de que o roteirista estava tão 'fumado' ao escrever o filme quanto o protagonista se encontra durante toda a projeção.
Não obstante, o cineasta S. R. Bindler não faz questão de esconder sua total ausência de familiaridade com a técnica cinematográfica ao utilizar uma profundidade de campo reduzidíssima que mantém o filme inteiro em enquadramentos fechados na cara dos atores (desperdiçando todo o espaço de tela do filme, como se o longa tivesse sido concebido para passar numa tela de 12 polegadas). Para completar, é incompreensível (e até mesmo estranha) a escolha do filme ser filmado com uma fotografia levemente dessaturada, que dá um certo ar de frieza estranho à projeção.
De elenco, McConaughey no piloto automático (e seu personagem aqui poderia perfeitamente ser a versão adulta do Spicoli, personagem de Sean Penn em “Picardias Estudantis”); Woody Harrelson fazendo outra performance excêntrica para a sua galeria de personagens bizarros (e o ator volta a trabalhar com McConaughey em um filme sobre ‘reality shows’ após o apenas bom “Ed TV”); e Alexie Gilmore razoável, que, sendo a mocinha da trama, tem a função de ser o ponto de acesso entre o público ‘não-surfista’ e os personagens pertencentes a esse esporte/cultura.
Fracassando como comédia (suas pretenciosas situações humorísticas não tem graça nenhuma), como estudo de personagem (o protagonista em nenhum momento se revela como sendo alguém... han... complexo intelectualmente), como abordagem do esporte (de ‘surf’ mesmo o filme mostra muito pouco), e como crítica social (e ainda que seja minimamente instigante a suposta associação metafórica que o filme faz entre a ausência de ondas e a atitude mercenária do vilão, logo a projeção decepciona por não levar essa ideia a nada). “Profissão Surfista” é uma verdadeira besteira que, apesar de ter um corpo fracamente delineado, não tem pé, muito menos cabeça. É um filme que não se sustenta nem mesmo para se equilibrar em cima de uma prancha. E, a despeito de sua temática, sequer consegue provocar no espectador a tão esperada ‘vibe’ do bom cinema.