Coral Fabre tem dois filhos e trabalha como enfermeira domiciliar. Sofrendo com seus quilos a mais e a falta de um amor, ela passa as horas vagas lendo revistas de consultório sentimental e admirando o ator Charles Boyer. Quando conhece através de um anúncio Nicolas Estrella, semelhante fisicamente ao seu ídolo, se apaixona imediatamente. O homem vive de seduzir mulheres de meia-idade para roubá-las. Mas Coral está decidida a conquistá-lo e, para formar com ele uma parceria criminosa, entrega os filhos a um orfanato.
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"Profundo Carmesí" (Vermelho Sangue) é um ótimo drama do cineasta mexicano Arturo Ripstein. O filme é, ao mesmo tempo, leve e bem-humorado, mas com sequências realmente violentas e dramáticas. Esse é o diferencial de um diretor experiente, porque a história flui espontânea e não-linear, como a própria vida.
O filme aborda muitos temas, como a paixão tórrida e idealizada, a baixa autoestima, a corrupção e os golpes usados para seduzir e roubar mulheres solitárias. As interpretações estão perfeitas. Regina Orozco (Coral) faz sorrir, causa raiva e nos compadece com sua personagem. Da mesma forma, Daniel Giménez Cacho como o conquistador sórdido Nicolás Estrella, ora diverte, ora desperta aversão.
Há passagens bem cruéis no filme, que são tratadas com frieza mesmo. O abandono gratuito de menores, a morte por motivação torpe ou até gratuita, quando envolve menores indefesos. Porém, a virtuose do diretor e do elenco permite que nenhuma das sequências se torne exagerada ou ganhe destaque além do necessário.
Arturo Ripstein tem uma filmografia considerável, que merece a atenção devida. "Profundo Carmesí" ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Havana, em 1996, e foi selecionado como representante do México ao Oscar de 1998.
Uma agradável surpresa c\ a qual iniciei hoje minha jornada pela 38a. Mostra Internacional de Cinema, aqui em SP. É o típico filme que demora pra "engrenar", mas, quando finalmente engrena, rende momentos impagáveis! No começo, "Vermelho Sangue" parece seguir a tendência ao humor tipicamente "almodovariano" que impregna boa parte dos filmes latino-americanos feitos a partir dos anos 90. Mas, a partir da segunda metade do filme, revela-se uma outra faceta da protagonista e, a partir daí, predomina o humor negro (mais ou menos na linha dos irmãos Coen), tornado as ações do casal de protagonistas bem mais violentas, mas ainda assim, muito divertidas e irônicas em relação à moral católica que predomina no México. Destaque p\ a presença da veterana Marisa Paredes que simplesmente rouba a cena em alguns dos melhores momentos da trama.
daniel gimenez cacho esta maravilhoso, mas nao acho este filme para assisitir.