Um advogado alcoólatra (Lionel Barrymore) defende com sucesso um famoso apostador (Clark Gable), em um caso de assassinato, enquanto a sua filha (Norma Shearer), uma moça de espírito livre envolve-se romanticamente com ele.
Impressionado com a lascívia que emana deste filme: desde o primeiro instante, quando percebemos a silhueta de Norma Shearer desnuda, o clima é de extrema licenciosidade. Tanto que eu cheguei a suspeitar que a relação entre ela e seu pai fosse incestuosa. Não era. Havia muita confiança, a ponto de justificar um pacto inusitado de enfrentamentos de vícios, no meio da trama, num interlúdio ferial que pareceu-me fascinante. mas tem muito mais em jogo: a protagonista apaixona-se pelo personagem de Clark Gable depois de receber uma saraivada de balas, como assim?! Não um tiro, mas uma saraivada! Isto é excitante? Para a definição da "liberdade" titular, pelo visto, sim. Trata-se de um registro de classe, mais uma vez, de um diagnóstico sobre os padrões de riqueza a serem valorizados por Hollywood, enquanto extensões liberais de caráter. Lionel Barrymore é, em verdade, um coadjuvante, mas convence no julgamento derradeiro, num tropo de reabilitação advocatícia que tornar-se-á cada vez mais recorrente nos filmes estadunidenses, de modo que encaixa este filme entre COQUETE e O VEREDICTO, para ficar em dois exemplos de comparação imediata. Gostei muito da fotografia (o Clarence entendia da parada!) e aprecio as entrelinhas do enredo, ainda que nem sempre concorde com a anuência ideológica em prol dos endinheirados. Mas funciona como efetiva metonímia de uma safra fílmica. Encantei-me perdidamente pela Norma Shearer aqui, uau! (WPC>)
Voltando a ver esse filme bastante antigo. Já destacando, Lionel Barrymore foi um grande ator, ele arrasa nesse filme como um alcoólatra, Norma Shearer não fica pra trás, Inesquecível Estrela e talentosa Atriz. duas grandes atuações dos anos 30. O Resto do elenco não tem muito o que fazer, estão ok. Esse Filme que pode ser "difícil" nos dias hj o público ver, mas para os cinéfilos dos tempos dourados é preciso da uma chance. vale a pena. na minha opinião fica melhor do meio para o fim. vale mais estrelas por causa das duas boas atuações. o filme é um pouco datado principalmente por causa da época, mas dá pra aguentar.
Além do ótimo roteiro o filme conta com grandes atuações de Norma Shearer e Lionel Barrymore. Ambos concorreram ao Oscar tendo o último levado a estatueta para casa. Estranhamente foi a única vez que Lionel, um dos grandes atores da sua época, concorreu ao prêmio. Foi um dos primeiros filmes de Clark Gable e Leslie Howard. Aqui eles se vêem às voltas com a mesma mulher, uma situação que ironicamente se repetiria poucos anos depois com ambos no clássico “...E o vento levou”.
O filme é um ótimo exemplar do início dos anos 30 ,o pré códe de Hollywood ,Norma Shearer depois de uma excelente atuação cheia de erotismo em "A Divorciada" ,aq em "Uma Alma Livre" repete a fórmula muito bem ,muita sensualidade ao lado do viril Clark Gable,bem moderno para a época. Mas o melhor do filme é a abordagem do alcoolismo, aq realmente relatado como algo muito grave ,Lionel Barrimore levou o Oscar por uma atuação convincente e difícil,drama ,violência e tribunal ,ótimo!
Impressionado com a lascívia que emana deste filme: desde o primeiro instante, quando percebemos a silhueta de Norma Shearer desnuda, o clima é de extrema licenciosidade. Tanto que eu cheguei a suspeitar que a relação entre ela e seu pai fosse incestuosa. Não era. Havia muita confiança, a ponto de justificar um pacto inusitado de enfrentamentos de vícios, no meio da trama, num interlúdio ferial que pareceu-me fascinante. mas tem muito mais em jogo: a protagonista apaixona-se pelo personagem de Clark Gable depois de receber uma saraivada de balas, como assim?! Não um tiro, mas uma saraivada! Isto é excitante? Para a definição da "liberdade" titular, pelo visto, sim. Trata-se de um registro de classe, mais uma vez, de um diagnóstico sobre os padrões de riqueza a serem valorizados por Hollywood, enquanto extensões liberais de caráter. Lionel Barrymore é, em verdade, um coadjuvante, mas convence no julgamento derradeiro, num tropo de reabilitação advocatícia que tornar-se-á cada vez mais recorrente nos filmes estadunidenses, de modo que encaixa este filme entre COQUETE e O VEREDICTO, para ficar em dois exemplos de comparação imediata. Gostei muito da fotografia (o Clarence entendia da parada!) e aprecio as entrelinhas do enredo, ainda que nem sempre concorde com a anuência ideológica em prol dos endinheirados. Mas funciona como efetiva metonímia de uma safra fílmica. Encantei-me perdidamente pela Norma Shearer aqui, uau! (WPC>)
Voltando a ver esse filme bastante antigo.
Já destacando, Lionel Barrymore foi um grande ator, ele arrasa nesse filme como um alcoólatra, Norma Shearer não fica pra trás, Inesquecível Estrela e talentosa Atriz.
duas grandes atuações dos anos 30.
O Resto do elenco não tem muito o que fazer, estão ok. Esse Filme que pode ser "difícil" nos dias hj o público ver, mas para os cinéfilos dos tempos dourados é preciso da uma chance. vale a pena.
na minha opinião fica melhor do meio para o fim.
vale mais estrelas por causa das duas boas atuações. o filme é um pouco datado principalmente por causa da época, mas dá pra aguentar.
Filme muito bom. A Norma Shearer é uma scene stealer, sempre se destaca com muito charme e talento.
Além do ótimo roteiro o filme conta com grandes atuações de Norma Shearer e Lionel Barrymore. Ambos concorreram ao Oscar tendo o último levado a estatueta para casa. Estranhamente foi a única vez que Lionel, um dos grandes atores da sua época, concorreu ao prêmio. Foi um dos primeiros filmes de Clark Gable e Leslie Howard. Aqui eles se vêem às voltas com a mesma mulher, uma situação que ironicamente se repetiria poucos anos depois com ambos no clássico “...E o vento levou”.
O filme é um ótimo exemplar do início dos anos 30 ,o pré códe de Hollywood ,Norma Shearer depois de uma excelente atuação cheia de erotismo em "A Divorciada" ,aq em "Uma Alma Livre" repete a fórmula muito bem ,muita sensualidade ao lado do viril Clark Gable,bem moderno para a época. Mas o melhor do filme é a abordagem do alcoolismo, aq realmente relatado como algo muito grave ,Lionel Barrimore levou o Oscar por uma atuação convincente e difícil,drama ,violência e tribunal ,ótimo!