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Sinopse
Hester (Vivien Leigh) é uma mulher casada há quinze anos com um homem bom e rico, que não consegue mais esconder os sentimentos que nutre por outro homem. Diante de tantos demônios na alma, ela tenta o suicídio.
Produção inglesa indicada a 2 categorias no BAFTA: melhor ator britânico, Kenneth More (1914-1982), e melhor roteiro britânico; no Festival de Veneza, foi nomeado ao Leão de Ouro de melhor filme e venceu o prêmio Volpi Cup de melhor ator, Kenneth More, empatado com Curd Jürgens por Os heróis estão cansados (55) e O general do diabo (55). O filme foi foi baseado na peça de 1952 de mesmo nome de Terence Rattigan (1911-1977). O título cadastrado está errado. O certo é "O profundo mar azul", como ficou conhecido no Brasil. "Profundo como o mar" é a tradução feita para Portugal.
Este filme teve outras versões: o argentino El mar profundo y azul (56) e o grego Vathia galazia thalassa (79), ambos feitos para a TV, além da co-produção anglo-australiana Amor profundo (11). Kenneth More disse em sua biografia que ele era contra Vivien Leigh (1913-1967) como sua co-estrela no filme. É claro que Leigh estava ciente disso e ele disse que isso não ajudou na química entre os dois. É o tipo do filme em que os diálogos praticamente não páram durante toda a projeção, dando um resultado bem cansativo.
O roteiro do próprio autor Terence Rattigan é um pouco mecânico em alguns lugares, especialmente para o público moderno, mas seus discursos têm beleza e impacto, e a direção de Anatole Litvak é eficaz. Em suma, vale a pena ver o mar. O primeiro filme do CinemaScope na Grã-Bretanha é um drama de comédia prolixo e com alguns momentos divertidos. Talvez haja um pouco de reserva britânica demais passando por esse drama pesado, mas isso é compensado pelo forte trabalho de Vivien Leigh na liderança e a boa performance de Kenneth More. Bem teatralizado, não é um filme para todos os públicos.
Ainda que Vivien Leigh seja eternamente deleitosa em cena, a adaptação de Anatole Litvak para a peça THE DEEP BLUE SEA de Terence Rattigan não procede como uma boa forma de se envolver com a história deste famoso dramaturgo inglês. Tido como um dos maiores escritores britânicos do século XX, Rattigan fez seu nome também pelas figuras femininas singulares que lançou aos palcos nos anos 40 e 50. Todavia, há pouco de espetacular neste raríssimo filme. Há o encantamento da lendária Vivien Leigh interpretando uma personagem que é construída para não apresentar deliberadamente a sordidez em que se sustenta e a recusa a ser monogâmica. Fica aqui o meu protesto para que esta pérola britânica cinquentista seja distribuída oficialmente, não obstante a suas deficiências técnicas... Afinal de contas, Sra. Leigh merece ser vista! Sempre!
Produção inglesa indicada a 2 categorias no BAFTA: melhor ator britânico, Kenneth More (1914-1982), e melhor roteiro britânico; no Festival de Veneza, foi nomeado ao Leão de Ouro de melhor filme e venceu o prêmio Volpi Cup de melhor ator, Kenneth More, empatado com Curd Jürgens por Os heróis estão cansados (55) e O general do diabo (55). O filme foi foi baseado na peça de 1952 de mesmo nome de Terence Rattigan (1911-1977). O título cadastrado está errado. O certo é "O profundo mar azul", como ficou conhecido no Brasil. "Profundo como o mar" é a tradução feita para Portugal.
Este filme teve outras versões: o argentino El mar profundo y azul (56) e o grego Vathia galazia thalassa (79), ambos feitos para a TV, além da co-produção anglo-australiana Amor profundo (11). Kenneth More disse em sua biografia que ele era contra Vivien Leigh (1913-1967) como sua co-estrela no filme. É claro que Leigh estava ciente disso e ele disse que isso não ajudou na química entre os dois. É o tipo do filme em que os diálogos praticamente não páram durante toda a projeção, dando um resultado bem cansativo.
O roteiro do próprio autor Terence Rattigan é um pouco mecânico em alguns lugares, especialmente para o público moderno, mas seus discursos têm beleza e impacto, e a direção de Anatole Litvak é eficaz. Em suma, vale a pena ver o mar. O primeiro filme do CinemaScope na Grã-Bretanha é um drama de comédia prolixo e com alguns momentos divertidos. Talvez haja um pouco de reserva britânica demais passando por esse drama pesado, mas isso é compensado pelo forte trabalho de Vivien Leigh na liderança e a boa performance de Kenneth More. Bem teatralizado, não é um filme para todos os públicos.
Do you think that leaving me will drive me away from suicide?
Ainda que Vivien Leigh seja eternamente deleitosa em cena, a adaptação de Anatole Litvak para a peça THE DEEP BLUE SEA de Terence Rattigan não procede como uma boa forma de se envolver com a história deste famoso dramaturgo inglês. Tido como um dos maiores escritores britânicos do século XX, Rattigan fez seu nome também pelas figuras femininas singulares que lançou aos palcos nos anos 40 e 50. Todavia, há pouco de espetacular neste raríssimo filme. Há o encantamento da lendária Vivien Leigh interpretando uma personagem que é construída para não apresentar deliberadamente a sordidez em que se sustenta e a recusa a ser monogâmica. Fica aqui o meu protesto para que esta pérola britânica cinquentista seja distribuída oficialmente, não obstante a suas deficiências técnicas... Afinal de contas, Sra. Leigh merece ser vista! Sempre!