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Data de lançamento
31 Out. 1945Duração
A dra. Constance Petersen (Ingrid Bergman) trabalha como psicóloga em uma clínica para doentes mentais. O local está prestes a mudar de direção, com a substituição do dr. Alexander Brulov (Michael Chekhov) pelo dr. Edward (Gregory Peck). Ao chegar o dr. Edwards surpreende os médicos locais pela sua jovialidade e também por seu estranho comportamento. Logo Constance descobre que ele é na verdade um impostor, que perdeu a memória e não sabe quem é nem o que aconteceu com o verdadeiro dr. Edwards.
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Assistir Spellbound novamente, filme diferente de fundo psicológico e formas surrealistas de Dalí, me faz retornar aos tempos, em que eu saia de casa para ir ao Cine Metrópole, cinema de arte no centro de São Paulo.
Muito badalado pelos cinéfilos, o filme mostra como a parceria entre diretor e produtor, na busca de novas formas e diversidades, torna-o mesmo sem querer inesquecível.
Com um elencco primoroso para a época tendo à frente Ingrid Bergman e Gregory Peck, se coloca como um dos preferidos no ranking de melhor filme de suspense já produzido.
No meu livro "ALFRED HITCHCOCK O MESTRE DO SUSPENSE", com 18 capítulos e 168 páginas, dedico boa parte delas, para os 54 longas-metragens dirigidos por Hitchcock, além dos 361 episódios feitos para a TV, incluindo sua participação especial em outras mídias. Disponível na Amazon.
Alfred Hitchcock nos envolve com uma trama policial de suspense em busca da identidade do assassino, mas também nos emociona com o romance entre os protagonistas, cuja química é irresistível. O filme se torna ainda mais fascinante ao incorporar imagens inspiradas nas obras de Salvador Dalí às sequências de sonho, dialogando diretamente com a psicanálise. Dalí foi convidado pelo próprio Hitchcock para participar da produção. Admirador de seu trabalho, o diretor acreditava que ele era o único artista capaz de representar visualmente o universo dos sonhos e do inconsciente de maneira verdadeiramente surreal.
A experiência se torna ainda mais marcante graças a essas pinturas, que conferem uma identidade visual inesquecível ao filme. Para uma obra em preto e branco, **Quando Fala um Coração** é de uma beleza impressionante.
É um dos meus filmes favoritos de Hitchcock, ficando atrás apenas de **Festim Diabólico**. Aliás, eu amo Alfred Hitchcock em todos os sentidos. Recomendo muito essa obra-prima, estrelada por Ingrid Bergman e Gregory Peck.
Boa direção, com um Hitchcock esboçando as suas ideias visuais que iria usar nas décadas de 50 e 60; mas, o roteiro é muito ruim, com reviravoltas forçadas e ingênuas, além da concepção da mulher (até então uma racional e científica) automaticamente entregue a figura do macho favorito.
- caramba doutora, me ajuda ai, tu acaba de descobrir que o cara não é quem diz ser, está se passando por outro pessoa, afirma que matou o verdadeiro, é perigoso, e tu vai ficar de romance com ele??
- mesmo assim a trama é muito instigante, te prende do inicio ao fim para saber a conclusão
- trabalha de forma bem interessante o lado psicológico dos personagens
- a forma que o hitchcock trabalha a câmera como se fosse um personagem é surreal, as movimentações são excelentes
Esse filme só mostra como o Alfred Hitchcock era um gênio.
Filme com um roteiro muito inteligente, instigante e reflexivo, uma batalha entre a mente(razão) e o coração(emoção), e esteticamente muito bem feito, com leves toques psicodélicos bem Salvador Dalí. achei o ritmo muito bom e a química entre os protagonistas é algo sensacional de se acompanhar.
Gosto da sequência das portas se abrindo quando a Constance procura o John e ambos se declaram e se beijam, é muito bonito. E eu amo a Constance profundamente, ela é uma personagem feminina muito bem escrita, gosto como ela é uma mulher apaixonada, determinada a salvar seu amor incompreendido, mas ela não é só isso, ela também é inteligente, muito astuta e forte, é a grande heroína do filme. Algo que eu admiro muito no Hitchcock é como ele consegue escrever ótimas personagens femininas, principalmente levando em consideração a época que foi cineasta.
As melhores cenas são as das interações entre Constance, John e aquele velho analista, o mentor da Constance, uma verdadeira aula de psicologia com aquele suspense. Vi muito do Norman Bates no John, aquela cena dele descendo as escadas com a navalha na mão indo de encontro ao velho analista... Poha, Hitchcock já mostrava ali que realmente marcaria pra sempre a história do cinema.
"Quando eu era jovem, pensava que se pudesse ficar sozinho ao invés de desperdiçar meu tempo com pessoas eu estaria feliz.. hoje é ao contrário"
"A humanidade foge da verdade com medo de ficar doente, então acaba mesmo doente, tentando esquecer"
Gênio, apenas.