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Data de lançamento
30 Maio 2004Duração
Nashville, 1930. Vivien Thomas é um hábil marceneiro, que tinha um nome feminino pois sua mãe achava que teria uma menina e, quando veio um garoto, não quis mudar o nome escolhido. Ele é demitido quando chega a Grande Depressão, pois estavam dando preferência para quem tinha uma família para sustentar. A Depressão o atinge duplamente, pois sumiram as economias de 7 anos, que ele guardou com sacrifício para fazer a faculdade de medicina, pois o banco faliu. Thomas consegue emprego de faxineiro, trabalhando para Alfred Blalock, um médico pesquisador que logo descobre que ele tem uma inteligência privilegiada e que poderia ser melhor aproveitado. Blalock acaba se tornando o cirurgião-chefe na Universidade Johns Hopkins, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo um parceria incomum e às vezes conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando conseguiam criar uma técnica, já que não era médico.
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Para mim, Quase Deuses (Something the Lord Made, 2004) é um dos dramas biográficos mais inspiradores e tocantes sobre a história da medicina. O grande trunfo do filme é não focar apenas na revolução científica da cirurgia cardíaca, mas sim na complexa relação humana e nas barreiras raciais que marcaram essa conquista.
A atuação de Mos Def (Yasiin Bey) como Vivien Thomas é brilhante, transmitindo uma dignidade, genialidade e resiliência admiráveis ao viver um homem que, mesmo sem diploma formal de medicina, foi fundamental para salvar a vida de milhares de bebês. A dinâmica com Alan Rickman (Dr. Alfred Blalock) é fascinante, mostrando uma parceria de extremo respeito e dependência no laboratório, mas tragicamente atravessada pela segregação racial e pela falta de reconhecimento público na época.
No fim das contas, para mim, o filme vai muito além de um drama médico tradicional. É uma reflexão poderosa sobre vocação, preconceito estrutural e a importância de resgatar o valor de figuras históricas que foram injustamente mantidas na sombra. Uma obra emocionante e extremamente necessária.
Uma baita história, emocionante.
Quantas pessoas talentosas e excepcionais o mundo não perdeu e ainda perde pela ignorância em selecionar pessoas por sua cor e/ou posição social. Quanta gente branca não levou e ainda leva créditos em cima das pessoas negras nesse mundo.
O filme é brilhante, Vivien foi muito persistente.
O racismo é trágico, um negro talentoso que foi ofuscado e apagado por um homem branco que sequer deu a ele o mérito merecido, pelo menos ele foi reconhecido ainda que de forma tardia!
E muitos como ele morreram no anonimato pq não tinham as mesmas oportunidades por causa da cor.
Até hoje os EUA é racista e segregacionista!
O filme em si é bom, mostrando que capacidade esta atrelada a qualquer ser humano que tenha oportunidades e talento e, não esteja sujeito a outro que tenha poder. Mas não podemos nos iludir, os méritos e capacidades são usurpados, ignorados, etc... de pobres, pardos, negros, brancos, etc... todos grupos que não possuem poder sofrem na realidade. Temos que parar de exclusivismos raciais e olhar a realidade... não são só os negros que sofrem, vários outros grupos também.