Após saber que sua irmã foi violentada por um desconhecido, Clemente, mais conhecido como Quelé, só vê uma saída: partir atrás do bandido e vingar a moça.
1.Trama. Um dos maiores representantes do faroeste brasileiro,mesmo o filme passando a ideia de ser nordestino,foi completamente filmado no interior de São Paulo.Toda a representação e ambientação sertaneja é louvável e Anselmo Duarte sempre priorizou isso em seus filmes. O filme é um dos melhores contos de vingança do cinema nacional e toda a construção da trama é gigante e agoniante. É difícil você acompanhar uma história crua no início que se perde em um romance ali pela metade do filme entre o protagonista e a musa do filme,mas chegando na reta final a vingança pelo ato inicial é muito bem realizado e movimenta o filme com uma ação típica da caatinga.
2. Direção. Depois do maravilhoso "O Pagador de Promessas",Anselmo Duarte consegue fazer outro magnifico filme. É visível que o diretor utiliza alguns elementos de sucesso visto no seu filme anterior,ao longo temos várias lembranças,como o homem carregando a cruz ou o protagonista sendo ovacionado pelo povo e sendo ajudado em sua proposta principal. Anselmo consegue criar cenas grandiosas desde a abertura onde temos o vilão se aproveitando de uma situação de gente indefesa,tal cena que cria uma certa indignação ao espectador e torcemos para que o protagonista consiga tal justiça. Anselmo utiliza algumas técnicas antes não vista no cinema brasileiro,como utilizar lentes novas que pudessem criar um novo estilo de zoom e as tomadas aéreas mais frequentes. A tomada final é de um brilhantismo sem tamanho,captando toda a ação e fuga dos personagens.
3. Tarcisio Meira. O ator tinha feito uma pequena participação em um filme de Mazzaropi antes desse aqui,mas aqui temos a estreia oficial do ator no cinema. Um protagonismo poderoso que a cada cena consegue expressar aquela ira por tudo acontecido e é muito bom acompanhar seu conto de vingança.
4. Rossana Ghessa. Sempre se apresentando como musa,aqui já tinha muita experiência no cinema e novamente faz uma parceria com Jece Valadão. A atriz é a peça perfeita para o filme ganhar ritmo do segundo ato em diante. Anselmo teve a Glória como sua musa em "O Pagador de Promessas",aqui Rossana cai perfeitamente bem na situação.
5. Jece Valadão. Esse filme marca o vigésimo quinto trabalho do ator para o cinema e mesmo aparecendo muito,é o principal motivo pro filme funcionar. Temos um terceiro ato totalmente tomado pelo ator e todas as suas ações rendem as grandes intrigas do filme e o seu embate com Tarcísio Meira é memorável.
6.Nota. "Quelé de Pajeú" é aquele filme nacional que nos enche de orgulho e vimos todo um capricho especial de todos em fazer desse um grande conto daquele ano que funciona bem até hoje em dia. Um western que não fica devendo para alguns famosos títulos do gênero pelo mundo afora.
>Maratona Rossana Ghessa - Assistido em 06 de Outubro de 2026
Ótimo filme Brasileiro com produção de alto nível, ótimas cenas de ação, bem realista. Além da história principal, o filme também incluí todos os costumes da região de forma autêntica e impressionante! Como a cena da penitência e da quermesse. Tarcísio Meira traz dureza e doçura ao personagem título, além de muita verdade, não a toa sempre será lembrado como um dos maiores atores brasileiros, uau! Além de ação, drama, aventura, faroeste, romance, o filme tem belos ângulos, cenas surpreendentes e até ousadas!!!
Produção lançada no auge dos filmes de Cangaço e que quase se perdeu (felizmente acharam uma cópia na Itália). Tarcísio está ótimo como herói e Jece também brilha num filme muito bem dirigido por Anselmo , com bastante ação principalmente no ato final. Infelizmente alguns diálogos "declamados" soam meio artificiais , a conclusão se arrasta mais do que deveria e é um daqueles filmes a retratar Lampião quase como "herói folclórico" .Mas no geral é um belo trabalho.
- que filmaço! - cangaço brasileiro da de dez a zero em qualquer faroeste estadunidense, até porque as raízes do cangaço e sua luta contra a opressão são muito mais profundas - toda aquela cena com o lampião, é de arrepiar - tarcisio meira facilmente seria o homem sem nome, mas clint eastwood nunca seria quelé do pajeú
1.Trama.
Um dos maiores representantes do faroeste brasileiro,mesmo o filme passando a ideia de ser nordestino,foi completamente filmado no interior de São Paulo.Toda a representação e ambientação sertaneja é louvável e Anselmo Duarte sempre priorizou isso em seus filmes.
O filme é um dos melhores contos de vingança do cinema nacional e toda a construção da trama é gigante e agoniante. É difícil você acompanhar uma história crua no início que se perde em um romance ali pela metade do filme entre o protagonista e a musa do filme,mas chegando na reta final a vingança pelo ato inicial é muito bem realizado e movimenta o filme com uma ação típica da caatinga.
2. Direção.
Depois do maravilhoso "O Pagador de Promessas",Anselmo Duarte consegue fazer outro magnifico filme. É visível que o diretor utiliza alguns elementos de sucesso visto no seu filme anterior,ao longo temos várias lembranças,como o homem carregando a cruz ou o protagonista sendo ovacionado pelo povo e sendo ajudado em sua proposta principal. Anselmo consegue criar cenas grandiosas desde a abertura onde temos o vilão se aproveitando de uma situação de gente indefesa,tal cena que cria uma certa indignação ao espectador e torcemos para que o protagonista consiga tal justiça.
Anselmo utiliza algumas técnicas antes não vista no cinema brasileiro,como utilizar lentes novas que pudessem criar um novo estilo de zoom e as tomadas aéreas mais frequentes. A tomada final é de um brilhantismo sem tamanho,captando toda a ação e fuga dos personagens.
3. Tarcisio Meira.
O ator tinha feito uma pequena participação em um filme de Mazzaropi antes desse aqui,mas aqui temos a estreia oficial do ator no cinema. Um protagonismo poderoso que a cada cena consegue expressar aquela ira por tudo acontecido e é muito bom acompanhar seu conto de vingança.
4. Rossana Ghessa.
Sempre se apresentando como musa,aqui já tinha muita experiência no cinema e novamente faz uma parceria com Jece Valadão. A atriz é a peça perfeita para o filme ganhar ritmo do segundo ato em diante.
Anselmo teve a Glória como sua musa em "O Pagador de Promessas",aqui Rossana cai perfeitamente bem na situação.
5. Jece Valadão.
Esse filme marca o vigésimo quinto trabalho do ator para o cinema e mesmo aparecendo muito,é o principal motivo pro filme funcionar. Temos um terceiro ato totalmente tomado pelo ator e todas as suas ações rendem as grandes intrigas do filme e o seu embate com Tarcísio Meira é memorável.
6.Nota.
"Quelé de Pajeú" é aquele filme nacional que nos enche de orgulho e vimos todo um capricho especial de todos em fazer desse um grande conto daquele ano que funciona bem até hoje em dia. Um western que não fica devendo para alguns famosos títulos do gênero pelo mundo afora.
>Maratona Rossana Ghessa - Assistido em 06 de Outubro de 2026
Ótimo filme Brasileiro com produção de alto nível, ótimas cenas de ação, bem realista. Além da história principal, o filme também incluí todos os costumes da região de forma autêntica e impressionante!
Como a cena da penitência e da quermesse.
Tarcísio Meira traz dureza e doçura ao personagem título, além de muita verdade, não a toa sempre será lembrado como um dos maiores atores brasileiros, uau!
Além de ação, drama, aventura, faroeste, romance, o filme tem belos ângulos, cenas surpreendentes e até ousadas!!!
Produção lançada no auge dos filmes de Cangaço e que quase se perdeu (felizmente acharam uma cópia na Itália). Tarcísio está ótimo como herói e Jece também brilha num filme muito bem dirigido por Anselmo , com bastante ação principalmente no ato final. Infelizmente alguns diálogos "declamados" soam meio artificiais , a conclusão se arrasta mais do que deveria e é um daqueles filmes a retratar Lampião quase como "herói folclórico" .Mas no geral é um belo trabalho.
Que filme! Que ator!!!!
Filme 005/2025
Visto em 05/01/2025
- que filmaço!
- cangaço brasileiro da de dez a zero em qualquer faroeste estadunidense, até porque as raízes do cangaço e sua luta contra a opressão são muito mais profundas
- toda aquela cena com o lampião, é de arrepiar
- tarcisio meira facilmente seria o homem sem nome, mas clint eastwood nunca seria quelé do pajeú