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Este é o terceiro filme de Chabrol, e seu debute no “thriller” psicológico, gênero também de seus 2 próximos filmes: Les Bonnes Femmes e L’Enfer. Usando uma perícia, os flashbacks e vinhetas, Chabrol cria um perturbador enredo de infidelidade, obsessão e assassinato num vinhedo em Provença. O negociante Henri Marcoux (Dacqmine), tem um caso amoroso com uma bela e jovem vizinha (Lualdi), bem debaixo do nariz de sua esposa Thérèse (Robinson). A linda filha de Henri, ao conhecer o húngaro (Belmondo) fica apaixonada, enquanto o filho Voyeur de hari, começa a ter liberdades com a amante do pai. Com o amadurecimento das paixões na família, deslumbra-se uma tragédia.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Indicado ao Leão de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Atriz para Madeleine Robinson no Festival de Veneza. Eu confesso que esperava mais, mas no geral é um filme muito bom pelo que há nas entrelinhas. Vejo pessoas dizendo que o filme é "white people problems", mas é exatamente isso que Chabrol usa como critica a classe burguesa, há várias camadas para serem analisadas a respeito. O elenco todo está muito bem, mas é a minha crush Bernadette Lafont que rouba todas as cenas em que aparece na minha opinião. Gostei do ritmo, mas achei estranho que o assassinato de Leda fique tão evidente no poster do filme, por exemplo, já que não é algo que aconteça no começo do filme (O título do Brasil então é mais descarado ainda), mas não estraga a experiência.
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Na propriedade provençal onde mora, Thérèse Marcoux descobre que Henri, seu marido há vinte anos, a está traindo. Talvez ela ficaria em silêncio, mas ela se emputece quando vê sua filha, Elizabeth, se apaixonar por um menino instável e perturbador, Laszlo Kovacs, a quem Marcoux tolera em sua propriedade. Mas o tolera por que? Como agradecimento, Laszlo apresenta Henri para Leda, uma vizinha adorável. Desajeitadamente Thérèse pressiona Henri a intervir no caso de Elizabeth. Uma cena, de extrema violência, eclode entre os dois cônjuges; Henri realiza suas ameaças, deixa para aparecer em Aix-en-Provence com Leda, mas retorna para sua casa na hora do almoço. Os gritos de Julie, a jovem empregada, avisam o Marcadox do assassinato da linda vizinha. Todos estão em pânico e todos gostariam que as suspeitas se concentrassem no noivo da Julie. É Laszlo quem terá a última palavra desmascarando o assassino: é o filho de Henry e Therese, irmão de Elizabeth, que deu golpe. Extremamente nervoso, homossexual e muito ligado à sua mãe, Richard estrangulou Leda. Por um lado, afirmar-se na existência, por outro lado, vingar Thérèse, provavelmente também por ódio a uma mulher bonita e amada. A família Marcoux, estabelecida em uma grande e bela vila perto de Aix-en-Provence, está ligada à decência e aos valores burgueses (por mais absurdo e estapafúrdio que ligação possa parecer). As coisas ficam menos simples quando Henri Marcoux leva Leda Mortoni, que recentemente chegou na casa ao lado, como sua amante, e um amigo dela, Laszlo Kovacs, torna-se namorado da filha Marcoux. Laszlo multiplica as provocações e encoraja Henri a deixar sua esposa, que não ouve isso deste ouvido. O filho Marcoux, muito ligado à mãe, é cada vez menos favorável à situação. White people problem elevado à enésima potência!
QUEM MATOU a adorável LEDA? Quem teve essa coragem? Quem foi o miserável a fazer isto? Plateia...
De todos os filmes do genial Claude Chabrol que vi até então, este foi o que menos gostei. Isto quer dizer que, ainda assim, o filme é divertidíssimo, possui ângulos e acrobacias de câmera absolutamente virtuosísticos, que elenco e roteiro são permeado pelo mais irônico dos humores e que a trama chistosa em suas pretensões policialescas é um mero pretexto para esculhambar com os valores burgueses então vigentes. Senso de humor finíssimo, fotografia ultra-colorida maravilhosa e elenco em estado cômico de graça! A ser revisto e melhor apreciado em breve... (WPC>)
Na minha opinião um dos melhores filmes do diretor, com certeza!
Mulheres lindas, personagens problemáticos, direção de arte e fotografia primorosa e mesmo que a trama fique devendo no quesito: suspense o filme serve para apreciação de como se dava uma aula de cinema em tempos idos.
Os diálogos em À Double Tour são excelentes:
- Muito bem, então o que propõe ?
- Um acordo
- De que tipo?
- Você continua aqui mas pode vê-la sempre que quiser. Com a condição de que não haja escândalo. Pode rastejar pelo matagal e beijar assim como fazem os vermes.
- Não está me propondo nada que já não tenha feito.
Clássico!!!!