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Data de lançamento
3 Set. 2020Duração
Bósnia, 11 de julho de 1995. Aida é uma tradutora das Nações Unidas que vive na pequena cidade montanhosa de Srebrenica. Quando o exército sérvio assume o controle da cidade, sua família está entre os milhares de cidadãos que procuram abrigo no acampamento da ONU. Estando dentro do processo de negociação, Aida tem acesso a informações cruciais que ela precisa interpretar. O que está no horizonte para sua família e seu povo - o resgate ou o genocídio? Que ação ela deve tomar?
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Esse filme é fantastico, e para quem estuda o frágil sistema Onusiano é mt triste.
Para mim é um filme perfeito, aborda vários aspectos de um conflito, muito bem executado, de forma a nos transportar para aquela realidade insana e chocante .
Sim, já sabemos que a única função da ONU é a de encher o saco com suas agendas de controle social e estrutural, países bunda moles como o Brasil. 💩
ONU: Saia da minha frente e deixe-me fazer o meu trabalho.
Eu: Que trabalho, mona?!
Disponível gratuitamente na plataforma do Sesc Digital, este é um dos grandes filmes de 2020, que fiz questão de rever na última semana – e novamente fiquei impactado com a obra peculiar da cineasta bósnia Jasmila Zbanic. Não é fácil assisti-lo, é um filme duro, amargo, que comove, uma história ficcional dentro de um contexto real, o Massacre de Srebrenica, ocorrido na Bósnia em 1995. No drama de guerra, Aida Selmanagic (Jasna Djuricic) é uma tradutora da Organização das Nações Unidas (ONU) que presencia a cidade bósnia de Srebrenica, uma zona segura durante a Guerra da Bósnia, ser tomada pelo exército sérvio. Dos milhares de reféns estão seus dois filhos e o marido. Correndo de um abrigo a outro, ela tenta de tudo para colocar o nome dos três na lista de pessoas a serem protegidas dos guerrilheiros. Jasna Djuricic é um espetáculo de atriz, dando humanidade e eloquência ao papel da tradutora confinada na região de guerra na corrida incessante contra o tempo para salvar sua família (ela é casada de verdade com o ator Boris Isakovic, que faz o general Ratko Mladić, responsável pelo genocídio em Srebrenica). O filme faz uma denúncia contundente ao genocídio na Bósnia, recorrendo a um dos fatos mais marcantes da Guerra da Bósnia, e decisivo para o fim dela, o Massacre de Srebrenica, em 1995, quando oito mil bósnios muçulmanos foram executados pelo exército sérvio. As vítimas tinham idade entre 15 e 80 anos, mortos a mando do temido general Ratko Mladić (muitos anos depois ele foi preso e condenado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade). O que houve ali foi uma limpeza étnica, em uma região considerada “zona de segurança” pela ONU, Srebrenica – os corpos dos bósnios foram enterrados em valas comuns, demorando anos para serem descobertos. O título é uma expressão latina de origem bíblica, significando “Para onde vai, Aida?”, que se refere à pergunta do apóstolo Pedro a Cristo ressuscitado quando fugia da perseguição do imperador Nero aos cristãos. No filme há uma perseguição nitidamente cruel de um povo a outro, por questões territoriais e religiosas, e o roteiro preciso não deixa nada se dissipar. Pode ser visto como um thriller político, e seu forte teor emocional poderá causar mal-estar (o desfecho é um dos mais amargos que já vi no cinema). A diretora e roteirista bósnia Jasmila Zbanic conta que o filme serve como uma reparação histórica – ela escreveu o roteiro adaptado do livro “Under the UN Flag: The international community and the Srebrenica genocide”, de Hasan Nuhanovic, um sobrevivente do massacre. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro (representando a Bósnia e Herzegovina), concorreu ao Leão de Ouro em Veneza e foi exibido no Festival de Toronto. Fotografia e direção de arte ótimas, filmado na cidade de Mostar, a 300 quilômetros de Srebrenica. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom