Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes?
Uma cara de filme independente feito pra festival onde o diretor explica um universo de referências e simbologias sendo que na pratica o filme parece ter sido feito pelos seus vizinhos.
7.6 - Uma ficção semi-documental, realizada por Sérgio Trefaut, que retrata a pobreza/vivência da maioria dos Alentejanos, na época Salazarista, onde "não há pão, os pobres nascem pobres, os ricos nascem ricos; os pobres morrem pobres, os ricos morrem ricos". Assiste-se, assim, à dicotomia vivida (e sentida) da pobreza extrema, da exclusão (social), de um lado, e do outro, da riqueza e suas mordomias, poder e influência (também social), e em último caso, da revolta emergente, de quem "sente na pele" essa mesma discrepância. De destacar, nesta película algo arrastada em termos de desenvolvimento visual da narrativa, e recheada de alguns nomes grandes do cinema português (ex: Isabel Ruth, Adriano Luz, Lia Gama, Rogério Samora, Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra, só para referir os de maior destaque) a premiada fotografia, a preto e branco, de Acácio de Almeida!
“Em terra sem pão, o pobre nasce pobre, o rico nasce rico”. O filme se passa em um período muito difícil da história de Portugal. Fome, miséria são retratadas com maestria aqui. Não achei um grande filme mas é interessante.
Dá vontade de emoldurar cada frame. Eu estava achando o filme meio chato, mas quando terminou eu me lembrei de como o filme começava e voltei para rever. A segunda experiência foi melhor. Pq fui vendo os detalhes, a sutil construção do começo. Tem um que de neorrealismo italiano e da cinematografia iraniana dos anos 90. Uma história forte que aborda exploração, pobreza, fome.
Para quem conhece a estética de Béla Tarr, as comparações são naturais. Ouso dizer, porém, que aqui a "lentidão contemplativa" não é orquestrada com igual maestria. A fotografia é belíssima, mas os quadros não são tão envolventes. A história do filme é boa, abordando a luta de classes no sul de Portugal na década de 50, e é possível fazer um paralelo com o coronelismo brasileiro. A sua condução, porém, não me prendeu. Como nem a fotografia nem o roteiro fizeram com que eu me envolvesse completamente, um filme curto, de menos de 1h30, me pareceu ter o dobro da duração. Porém, acredito que vale a pena conferir.
Uma cara de filme independente feito pra festival onde o diretor explica um universo de referências
e simbologias sendo que na pratica o filme parece ter sido feito pelos seus vizinhos.
7.6 - Uma ficção semi-documental, realizada por Sérgio Trefaut, que retrata a pobreza/vivência da maioria dos Alentejanos, na época Salazarista, onde "não há pão, os pobres nascem pobres, os ricos nascem ricos; os pobres morrem pobres, os ricos morrem ricos". Assiste-se, assim, à dicotomia vivida (e sentida) da pobreza extrema, da exclusão (social), de um lado, e do outro, da riqueza e suas mordomias, poder e influência (também social), e em último caso, da revolta emergente, de quem "sente na pele" essa mesma discrepância. De destacar, nesta película algo arrastada em termos de desenvolvimento visual da narrativa, e recheada de alguns nomes grandes do cinema português (ex: Isabel Ruth, Adriano Luz, Lia Gama, Rogério Samora, Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra, só para referir os de maior destaque) a premiada fotografia, a preto e branco, de Acácio de Almeida!
“Em terra sem pão, o pobre nasce pobre, o rico nasce rico”. O filme se passa em um período muito difícil da história de Portugal. Fome, miséria são retratadas com maestria aqui. Não achei um grande filme mas é interessante.
Dá vontade de emoldurar cada frame. Eu estava achando o filme meio chato, mas quando terminou eu me lembrei de como o filme começava e voltei para rever. A segunda experiência foi melhor. Pq fui vendo os detalhes, a sutil construção do começo. Tem um que de neorrealismo italiano e da cinematografia iraniana dos anos 90. Uma história forte que aborda exploração, pobreza, fome.
Para quem conhece a estética de Béla Tarr, as comparações são naturais. Ouso dizer, porém, que aqui a "lentidão contemplativa" não é orquestrada com igual maestria. A fotografia é belíssima, mas os quadros não são tão envolventes. A história do filme é boa, abordando a luta de classes no sul de Portugal na década de 50, e é possível fazer um paralelo com o coronelismo brasileiro. A sua condução, porém, não me prendeu. Como nem a fotografia nem o roteiro fizeram com que eu me envolvesse completamente, um filme curto, de menos de 1h30, me pareceu ter o dobro da duração.
Porém, acredito que vale a pena conferir.