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Raquel é uma adolescente religiosa que chega a uma pequena cidade do interior onde nasceu, em busca de uma vida nova junto ao seu pai. Nesse retorno, ela vive um misterioso acontecimento que lhe faz embarcar numa controversa missão ligada à Bíblia e a traumas de seu passado. Ao lado de suas novas amigas, um grupo de garotas evangélicas da igreja local, Raquel mergulha na sua espiritualidade e tenta se encontrar dentro de uma espiral de fé, razão e loucura.
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muito bom o tema pra um suspense, mas acho que faltou profundidade ai hein... blz o
trauma de ver a mãe morrer pelo namorado
Um filme simples, independente, que vale a conferida, acredito que não se eleva ao clímax final por dificuldade de fazer cinema no Brasil, mas a mensagem é bem passada. O que mais me surpreende nesse filme foi ter sido produzido pela Havan, do veio da Havan. Está disponível no Itaú cultural
Eu percebi tantas mensagens de que esse filme não faz sentido que fui pausando o filme pra ver se captava algo logo no começo que passou despercebido ou que foi propositalmente escondido do grande público, mas não consegui achar nada escondido (somente easter eggs de O Iluminado e Carrie A Estranha) é tudo tão óbvio que eu acho que as pessoas estão ficando ignorantes para conteúdos que não sejam vindos do cinema comercial, não é possível que alguém realmente não tenha entendido o sentido da trama.
Ficou tudo tão evidente o que estava acontecendo
Desde o começo do filme a moça ouve vozes. Sim, o padrasto dela matou a mãe dela no acidente de carro usando uma pedra e ela presenciou e aparentemente está com síndrome do estresse pós traumático, por isso a necessidade de tirar as partes machistas da Bíblia passa a ser visto como uma missão pra ela superar o luto pela morte da mãe. É irônico também como acusam ela de ser uma falsa profeta por querer reescrever a Bíblia, sendo que a pastora aparentemente não está cumprindo a passagem que ela quer atualizar na Bíblia de que as mulheres devem ficar caladas na igreja.
Como principal ponto negativo eu achei uma pena que teve algumas partes que tinham tudo pra ser excelentes mas não contribuíram muito com a atmosfera de tensão do filme
Como a cena da festa que os crentes atacam ela com salgadinhos e brigadeiros usando como se fossem pedras, essa parte eu confesso que acabei dando risada. Depois quando mostram o vídeo dela na festa se contorcendo no chão e no final revelam que a mãe dela morreu apedrejada pela pai aí o filme retomou a atmosfera de tensão, mas o desenvolvimento da cena em si dela na festa sendo atacada não me causou impacto..
Mas a atriz é excelente e a atmosfera de tensão nos acompanha do início ao final. Com algumas cenas que levantam dúvida se tudo não passa de uma alucinação da cabeça dela ou existe algum contexto sobrenatural e divino em tudo aquilo.
Acredito que o "livro satânico" na verdade era alguma revelação do apocalipse, o sangramento na barriga dela era algo tipo "as chagas de Cristo" e claramente a "Tábua dos Dez Mandamentos" que começa a brilhar na caverna foi a pedra que usaram pra matar a mãe dela. O final do filme mostra a igreja pegando fogo após ela subir no altar no maior estilo Carrie - A Estranha, indicando o abraço do filme completo na temática do sobrenatural, colocando ela como profeta de Deus e aqui o fogo simboliza a renovação, enquanto a igreja é engolida pelo fogo e uma nova surge, colocando a protagonista cercada de mulheres no púlpito. Um final muito impactante, embora claramente metafórico, pois os fiéis não parecem em pânico e sim surpresos, talvez o fogo aqui também simbolize um "avivamento", algo comum na crença pentecostal. talvez ela realmente esteja apenas tendo uma visão religiosa que agora passa a ser aceita e não condenada pela igreja, enquanto continua cercada das mesmas pessoas de sempre, achei que poderia ter abraçado o sobrenatural com mais impacto e coragem de mudar a narrativa completamente, mas não deixa de ser um filme que nos incomoda e nos coloca pra pensar.
Mas o triste pra mim nem é ver as pessoas dizerem que não entenderam o filme (Pois metáforas realmente não são pra todo mundo), o triste acaba sendo mesmo essa galera nova chata do terror dizer que o filme não é desse gênero, sendo que o horror social contido nessa trama é muito mais forte que qualquer janela batendo ou vulto atrás de porta.
Funcionaria até como piloto de série.
"Eu também sou da igreja! Eu também acredito em Deus!", diz Raquel enquanto é humilhada numa festa com balada gospel (🎶 Mas se mexer comigo, novinha, eu não olho, pq tô na unção, tô no óleo 🎶) por questionar anteriormente o papel da mulher na Bíblia e criar seu próprio grupo de estudos de interpretação. Soa até irônico o contraste com a ideia de fanatismo religioso, mas acertaram em cheio. Já o filme em si é ok. Faltou mais impacto, mais consequência, um desenrolar e conclusão mais satisfatórios. É interessante, mas fica no razoável.