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Data de lançamento
18 Fev. 1954Duração
O produtor Walter Wanger, que acabara de ser libertado da prisão por atirar em um homem que ele acreditava que estava tendo um caso com sua esposa, queria fazer um filme sobre as péssimas condições das prisões. Daí ele e o diretor Don Siegel realizaram este filme em que vários detentos, para protestar contra os guardas brutais, alimentos precários, superlotação e condições mal habitáveis, encenam uma rebelião em que os presos tomam vários guardas como reféns. Enquanto isso, do lado de fora, a imprensa e os políticos começam a se manifestar.
Um filme antigo em estilo semi-documentário e que ainda funciona em nossos dias, sem maniqueismos infantis, do tipo que deixa o espectador julgar por si mesmo a situação. O futuro diretor Sam Peckinpah fez aqui o seu primeiro trabalho no cinema como um terceiro assistente de direção.
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Drama policial noir em preto e branco da Walter Wanger Productions e Allied Artists Pictures indicado a 2 prêmios no BAFTA: melhor filme de qualquer origem e melhor ator estrangeiro, Neville Brand (1920-1992). Este filme foi baseado em um motim de abril de 1952 na Prisão Estadual de Jackson, Michigan, no qual os presos mantiveram 9 guardas como reféns por 5 dias. Imagens de noticiários desse motim (e de outros) iniciam o filme.
Presos reais que estavam encarcerados e guardas da Prisão Estadual de Folsom na época em que este filme foi feito foram apresentados como figurantes. O diretor Quentin Tarantino chamou-o de "o melhor filme de prisão já feito". Leo Gordon (1922-2000) cumpriu pena de 5 anos por assalto à mão armada na Prisão Estadual de San Quentin. Por esta razão, Heinze, o diretor de Folsom, originalmente se opôs à aparição de Gordon no filme, mas o diretor Don Siegel (1912-1991) conseguiu convencê-lo de que Gordon não era uma ameaça para a prisão. O sucesso foi tão grande que o produtor Walter Wanger (1894-1968) se juntou a Don Siegel dois anos depois para o clássico Vampiros de almas (56).
O que impressionou foi a direção observacional de Siegel, que retrata de forma assustadora a violência, a loucura e também a instituição disfuncional. Um drama de prisão autêntico e contundente que mostra uma prisão realista, apresentando um relato confiável do motim e das condições que o causaram. Mas eu ainda prefiro outro clássico do mesmo estilo do diretor que ele fez já em fim de carreira: Alcatraz - Fuga impossível (79).
Corajoso filme-denúncia onde o diretor Siegel não suaviza ou romantiza os personagens. Ótimos diálogos e cenas violentas.
O estilo semidocumental é abandonado bem cedo, mas nada que comprometa. Na verdade, serve para mostrar como a câmera de Siegel está tão quanto nos melhores filmes dele. O cenário é usado de maneira perfeita e os detentos são bem estudados. Para completar há um grande comentário social sobre a reabilitação de detentos e sobre as negligências das autoridades. Grande filme.
Por ter sido um filme-documentário, conforme a sinopse acima, fui com muita expectativa e acabei me decepcionando. Já assisti outros filmes sobre motim em presídios que, julgo, melhor que este. Achei fraco no seu conteúdo eis que os amotinados se tratavam de bandidos de alta periculosidade.
A visão do sistema carcerário americano visto do lado de dentro dos muros, a partir da rebelião e de todos seus envolvidos. Pouca coisa parece ter mudado.