Depois que incêndios florestais devastam sua fazenda, um cowboy chamado Dusty acaba em um acampamento da FEMA, encontrando comunidade com outras pessoas que perderam suas casas, incluindo sua filha e ex-esposa.
Um ótimo filme, pode até remeter que é feito direto para televisão. Tudo tem um ritmo cadenciado, uma melancolia ora bonita, ora bucólica de lugares isolados nos confins dos Estados Unidos, longe das metrópoles que exaltam o poder econômico do país do capitalismo, que longe do conto de fadas parece se importar menos com as pessoas menos favorecidas.
Tudo isso é exaltada nos planos e nas paletas naturalistas. O diretor quer mostrar como a ideia das raízes e do pertencer são tão poderosas hoje em dia. Como uma foto ou uma história, ou até um punhado de terra infértil na mão, podem valer mais que qualquer dinheiro do mundo. Tudo parece simples e o diretor não faz questão de grandes eventos e reviravoltas para contar uma história poderosa sobre pessoas, que a todo momento parece tão real e universal.
O Josh O’Connor é realmente um ator muito bom, merece o hype atual sobre ele. Aqui ele faz um cowboy moderno, bem tímido e taciturno, a todo momento que acabou de ver sua fazenda ser queimada por incêndios florestais.
A conexão super intimista que ele cria com outras pessoas afetadas pelo mesmo problema, quando todos estão sobrevivendo de forma passageira em um acampamento governamental ao mesmo tempo que se reaproxima da filha e da família da ex-mulher é muito bonita e sensível. É um filme curto e que trouxe conforto.
Embora sua história seja sobre uma tragédia, repito, tão verossímil hoje em dia com as mudanças climáticas o longa não busca o melodrama nem apela para a empatia tão natural que pode acontecer por quem perdeu tudo, ele quer falar de quem ou do quê pode servir para fazer tudo de novo no amanhã, reconstruir. Assim como o título original, “Rebuilding”.
É um filme curto de uma hora e meia. Acho que valeu demais ver, e com certeza lembrarei dele na lista dos melhores do ano. Me lembrou um pouco Sonhos de Trem e Nomandland, por motivos diferentes.
Bonito e melancólico. Não é um filme pra todos, e sim pra quem não tem pressa, quem busca apreciar o durante de uma história que se mantém no mesmo ritmo do início ao fim.
Depois do Fogo. Direção Max Walker-Silverman. Filme independente, muito bom. É um drama humanista que foca nas consequências emocionais de uma tragédia. O filme é um retrato sobre resiliência, lutar para reconstruir um novo futuro, após perdas matérias e emocionais. Tem desenvolvimento lento, poucos diálogos, mas não é cansativo. Fotografia mostra as paisagens queimadas, tudo cinzento em contraste com o céu azul, com o sol se pondo no horizonte, mostrando a beleza do local mesmo após a tragédia. Amei a trilha sonora, linda. E um filme simples, com personagens comuns,mas prende atenção. Excelente.
Não é arrastado, é verdadeiro e humanizado. Não é demorado, é bem escrito/bem roteirizado, não é focado, é bem atuado. Um filme com uma trilha sonora linda, uma fotografia interessante (limitada porque o roteiro assim pede) e atuações majestosas. Você consegue ter empatia por todos e consegue entender aquele contexto e admirar a força dos personagens em cada atitude tomada! Filme lindo, poético, verdadeiro e preciso.
Adorei.
Adorei os personagens, as paisagens, o lugar em si.
Depois do Fogo 8.5/10
Um ótimo filme, pode até remeter que é feito direto para televisão. Tudo tem um ritmo cadenciado, uma melancolia ora bonita, ora bucólica de lugares isolados nos confins dos Estados Unidos, longe das metrópoles que exaltam o poder econômico do país do capitalismo, que longe do conto de fadas parece se importar menos com as pessoas menos favorecidas.
Tudo isso é exaltada nos planos e nas paletas naturalistas. O diretor quer mostrar como a ideia das raízes e do pertencer são tão poderosas hoje em dia. Como uma foto ou uma história, ou até um punhado de terra infértil na mão, podem valer mais que qualquer dinheiro do mundo. Tudo parece simples e o diretor não faz questão de grandes eventos e reviravoltas para contar uma história poderosa sobre pessoas, que a todo momento parece tão real e universal.
O Josh O’Connor é realmente um ator muito bom, merece o hype atual sobre ele. Aqui ele faz um cowboy moderno, bem tímido e taciturno, a todo momento que acabou de ver sua fazenda ser queimada por incêndios florestais.
A conexão super intimista que ele cria com outras pessoas afetadas pelo mesmo problema, quando todos estão sobrevivendo de forma passageira em um acampamento governamental ao mesmo tempo que se reaproxima da filha e da família da ex-mulher é muito bonita e sensível. É um filme curto e que trouxe conforto.
Embora sua história seja sobre uma tragédia, repito, tão verossímil hoje em dia com as mudanças climáticas o longa não busca o melodrama nem apela para a empatia tão natural que pode acontecer por quem perdeu tudo, ele quer falar de quem ou do quê pode servir para fazer tudo de novo no amanhã, reconstruir. Assim como o título original, “Rebuilding”.
É um filme curto de uma hora e meia. Acho que valeu demais ver, e com certeza lembrarei dele na lista dos melhores do ano. Me lembrou um pouco Sonhos de Trem e Nomandland, por motivos diferentes.
Bonito e melancólico. Não é um filme pra todos, e sim pra quem não tem pressa, quem busca apreciar o durante de uma história que se mantém no mesmo ritmo do início ao fim.
Depois do Fogo. Direção
Max Walker-Silverman. Filme independente, muito bom. É um drama humanista que foca nas consequências emocionais de uma tragédia. O filme é um retrato sobre resiliência, lutar para reconstruir um novo futuro, após perdas matérias e emocionais. Tem desenvolvimento lento, poucos diálogos, mas não é cansativo. Fotografia mostra as paisagens queimadas, tudo cinzento em contraste com o céu azul, com o sol se pondo no horizonte, mostrando a beleza do local mesmo após a tragédia. Amei a trilha sonora, linda. E um filme simples, com personagens comuns,mas prende atenção. Excelente.
Não é arrastado, é verdadeiro e humanizado. Não é demorado, é bem escrito/bem roteirizado, não é focado, é bem atuado. Um filme com uma trilha sonora linda, uma fotografia interessante (limitada porque o roteiro assim pede) e atuações majestosas. Você consegue ter empatia por todos e consegue entender aquele contexto e admirar a força dos personagens em cada atitude tomada! Filme lindo, poético, verdadeiro e preciso.