Lili está animada com seu encontro e, quando finalmente conhece Eduardo, não fica desapontada. Ele é bonito, atencioso, mas só há uma coisa que ela não gosta. Ele mentiu.
Fico imaginando a reação de quem "caiu de paraquedas" nesse filme, sem ter lido a sinopse ou visto o trailer. Tudo indica que vai ser um romance e, de repente, a coisa vai ficando meio sinistra, a história vira de cabeça pra baixo e se torna um suspense onde a gente não sabe quem é vilão e quem é vítima. Tá aí um ótimo exemplo de transição entre gêneros que poderia ser usado até mesmo em faculdades de cinema.
Gostei muito da dupla de atores, da direção, do roteiro, de ser feito em preto e branco. Tem algumas situações forçadas que são até compreensíveis e necessárias para a história andar,
tipo o Eduardo permitir que as visitas entrem na sua casa com a Lili sequestrada lá. Uma pessoa que planejou isso por tanto tempo jamais correria esse risco.
(Filme assistido no Festival Internacional de Cinema Fantástico - Cinefantasy)
Assisti em 15 de setembro no CINEFANTASY 12 - ou como eu carinhosamente apelidei FESTIVAL INTERNACIONAL DE PERSONAGENS ESCROTOS - que ocorreu on-line entre os dias 9 e 19 de setembro de 2021. E voltamos à programação normal de filme só com personagens bosta... Costuma-se dizer que os efeitos especiais são as muletas dos blockbusters. Que eles estão presentes em exagero naqueles filmes apenas para maquiar pra um público médio a total e completa falta de qualidade da trama. A prova disso é que tem muito blockbuster por aí com efeitos incríveis, que enchem os olhos, mas chega no Oscar e não encontram mais vida fácil pra levar o careca pra casa. Mas não é só os blockbusters que usam muletas. Tem muito filmeco de festival que tem as suas artimanhas pra enganar o segmento do público presente nesses eventos, ávidos pra dizer que gostam de qualquer coisa que os façam parecer mais cultos, intelectuais, eruditos. RENDEZ-VOUS é um exemplo de filme que sabe muito bem disso e enfia ali tantas quanto possíveis muletas de filminho de festival: fotografia preto e branco, plano sequência, pessoas caminhando pela rua e conversando, ... O cara parecia que estava querendo zerar algum tipo de bingo. Faltou colocar os personagens comendo de maneira nojenta, com a sonoplastia de mastigação lá no alto. Esse é outro gatilho que deixa as cadeiras dos cinemas de festivais bem grudentinhas. Mas, apesar de ser mais uma trama que não traz nenhum elemento que justifique aquela estética preto e branco, eu tentei gostar do filme. Principalmente depois de sobreviver aos chatérrimos primeiros 45 minutos, quando o filme finalmente começa de fato. Tivessem os personagens pegado um táxi e economizado uns 20 minutos, não faria diferença alguma. Mas aí o cara não homenageava os filminhos franceses velhos superestimados pras putinhas cinéfilas se arrepiarem. Então estou lá tentando gostar - poxa, deve ter dado um trabalho danado filmar aquilo, vamos dar uma outra chance, né? -, desfiz minha tromba, mas logo começou um vai e vem irritante, e a tromba foi voltando. Estava claro que o cara não tinha ideia de como terminar a trama complexa na qual o filme se enfiou. E volta a enrolação. Todo o diálogo chato do início de filme, faltou no final. Vira um sobe desce de escada, um entra e sai de vizinhos, um vai não vai que parecia não ter fim, pra terminar de maneira patética. Se era pra terminar daquela maneira, tirava 20 minutos do início (lembra do táxi?), encurtava a parte final (pra que aquele amigo bêbado?) em mais 20 minutos, e pronto! Um filminho de 1h10min que não faria mal a ninguém e entregaria tudo que ele tinha pra entregar. Minha experiência com o filme teria sido muito melhor, se eu não tivesse sentido que estava perdendo tempo com um tontão tentando me enganar. Não enganou. Mas mesmo assim perdi meu tempo. Nota 2 de 10. Mas, olha, se tivesse mais um disparo de arma naquele final ali, eu daria mais 2 pontos pro filme fácil e ele ia de mais um filminho bosta pro meu preferido da Mostra. O que não significaria nada, porque só tem filme bosta nesse CINEFANTASY...
Começa como se fosse um mumblecore romântico, paciente e bem gostoso, mas de repente a situação vai ganhando contornos estranhos até culminar em uma história tensa, o que faz toda a espera inicial valer a pena.
Das duas reviravoltas no final, uma já era de se esperar (a que a mulher tinha culpa), mas a última (a policia chegando e pensando que a mulher era a vítima) foi uma surpresa.
Bom filme, consegue construir uma história que prende e o trabalhão em gravar tudo em plano sequência sem dúvida merece todos os elogios.
Aparentemente feito em um único take sem cortes, produção mexicana que começa como romance e termina como Thriller.
Fico imaginando a reação de quem "caiu de paraquedas" nesse filme, sem ter lido a sinopse ou visto o trailer. Tudo indica que vai ser um romance e, de repente, a coisa vai ficando meio sinistra, a história vira de cabeça pra baixo e se torna um suspense onde a gente não sabe quem é vilão e quem é vítima. Tá aí um ótimo exemplo de transição entre gêneros que poderia ser usado até mesmo em faculdades de cinema.
Gostei muito da dupla de atores, da direção, do roteiro, de ser feito em preto e branco. Tem algumas situações forçadas que são até compreensíveis e necessárias para a história andar,
tipo o Eduardo permitir que as visitas entrem na sua casa com a Lili sequestrada lá. Uma pessoa que planejou isso por tanto tempo jamais correria esse risco.
(Filme assistido no Festival Internacional de Cinema Fantástico - Cinefantasy)
Assisti em 15 de setembro no CINEFANTASY 12 - ou como eu carinhosamente apelidei FESTIVAL INTERNACIONAL DE PERSONAGENS ESCROTOS - que ocorreu on-line entre os dias 9 e 19 de setembro de 2021. E voltamos à programação normal de filme só com personagens bosta... Costuma-se dizer que os efeitos especiais são as muletas dos blockbusters. Que eles estão presentes em exagero naqueles filmes apenas para maquiar pra um público médio a total e completa falta de qualidade da trama. A prova disso é que tem muito blockbuster por aí com efeitos incríveis, que enchem os olhos, mas chega no Oscar e não encontram mais vida fácil pra levar o careca pra casa. Mas não é só os blockbusters que usam muletas. Tem muito filmeco de festival que tem as suas artimanhas pra enganar o segmento do público presente nesses eventos, ávidos pra dizer que gostam de qualquer coisa que os façam parecer mais cultos, intelectuais, eruditos. RENDEZ-VOUS é um exemplo de filme que sabe muito bem disso e enfia ali tantas quanto possíveis muletas de filminho de festival: fotografia preto e branco, plano sequência, pessoas caminhando pela rua e conversando, ... O cara parecia que estava querendo zerar algum tipo de bingo. Faltou colocar os personagens comendo de maneira nojenta, com a sonoplastia de mastigação lá no alto. Esse é outro gatilho que deixa as cadeiras dos cinemas de festivais bem grudentinhas. Mas, apesar de ser mais uma trama que não traz nenhum elemento que justifique aquela estética preto e branco, eu tentei gostar do filme. Principalmente depois de sobreviver aos chatérrimos primeiros 45 minutos, quando o filme finalmente começa de fato. Tivessem os personagens pegado um táxi e economizado uns 20 minutos, não faria diferença alguma. Mas aí o cara não homenageava os filminhos franceses velhos superestimados pras putinhas cinéfilas se arrepiarem. Então estou lá tentando gostar - poxa, deve ter dado um trabalho danado filmar aquilo, vamos dar uma outra chance, né? -, desfiz minha tromba, mas logo começou um vai e vem irritante, e a tromba foi voltando. Estava claro que o cara não tinha ideia de como terminar a trama complexa na qual o filme se enfiou. E volta a enrolação. Todo o diálogo chato do início de filme, faltou no final. Vira um sobe desce de escada, um entra e sai de vizinhos, um vai não vai que parecia não ter fim, pra terminar de maneira patética. Se era pra terminar daquela maneira, tirava 20 minutos do início (lembra do táxi?), encurtava a parte final (pra que aquele amigo bêbado?) em mais 20 minutos, e pronto! Um filminho de 1h10min que não faria mal a ninguém e entregaria tudo que ele tinha pra entregar. Minha experiência com o filme teria sido muito melhor, se eu não tivesse sentido que estava perdendo tempo com um tontão tentando me enganar. Não enganou. Mas mesmo assim perdi meu tempo. Nota 2 de 10. Mas, olha, se tivesse mais um disparo de arma naquele final ali, eu daria mais 2 pontos pro filme fácil e ele ia de mais um filminho bosta pro meu preferido da Mostra. O que não significaria nada, porque só tem filme bosta nesse CINEFANTASY...
Começa como se fosse um mumblecore romântico, paciente e bem gostoso, mas de repente a situação vai ganhando contornos estranhos até culminar em uma história tensa, o que faz toda a espera inicial valer a pena.
Das duas reviravoltas no final, uma já era de se esperar (a que a mulher tinha culpa), mas a última (a policia chegando e pensando que a mulher era a vítima) foi uma surpresa.
Bom filme, consegue construir uma história que prende e o trabalhão em gravar tudo em plano sequência sem dúvida merece todos os elogios.