Este filme documenta a mobilização de um pelotão de soldados norte-americanos no vale de Korengal, no Afeganistão.
A ação é focada em um remoto posto avançado com quinze homens, Restrepo, assim chamado em homenagem a um médico do pelotão que morreu em batalha. No Exército dos Estados Unidos, ele foi considerado um dos lugares mais perigosos.
Este é um documentário puramente empírico: as câmeras nunca saem do vale e não há entrevistas com generais ou diplomatas. O único objetivo filme é fazer o público sentir que participou de uma mobilização militar durante noventa minutos.
Esta é a guerra e ponto final. As conclusões são suas.
O tédio pode ser tão mortal quanto o fogo cruzado num campo de batalha. É a impressão que se tem ao ver o documentário "Restrepo", da dupla Tim Hetherington e Sebastian Junger.
Divulgação
Cena do documentário "Restrepo", que entra em cartaz e mostra a rotina de um pelotão norte-americano num vale do Afeganistão
O filme, que concorreu ao Oscar deste ano e entrou em cartaz neste fim de semana, acompanha as atividades de um pelotão norte-americano no vale Korangal, uma das zonas mais perigosas do Afeganistão.
A câmera passeia de perto entre os soldados, mas evita qualquer julgamento. Registra homens fazendo musculação, jogando videogame e dançando ao som de um radinho de pilha, durante o tempo livre. Flagra também marmanjos aos prantos, tomados pelo medo e por ameaças.
Restrepo is a 2010 documentary film directed by American journalist Sebastian Junger and British photographer Tim Hetherington. The film explores the year that Junger and Hetherington spent in Afghanistan on assignment for Vanity Fair, embedded with the Second Platoon, B Company, 2nd Battalion, 503rd Infantry Regiment (airborne) of the 173rd Airborne Brigade Combat Team in the Korangal valley. The 2nd Platoon is depicted defending an outpost (OP) named OP Restrepo, for PFC Juan S. Restrepo, a platoon medic who was killed earlier in the campaign
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O documentário pretende mostrar o horror da guerra mas falha na maior parte do tempo. São poucos os momentos em que sentimos que os soldados estão realmente em perigo. Há algumas cenas muito boas, como aquela em que um soldado cai no choro ao saber que seu sargento foi morto em combate ou quando vemos feridos afegãos (inclusive crianças), vitimas do fogo cruzado. Mas grande parte do tempo é gasta com preparativos, diversão dos soldados, estratégias e negociações com os afegãos e não no combate. Assim é como se esperássemos uma grande batalha que nunca vem.
A guerra real. Muito bom, já vi duas vezes
Depoimentos bastante emocionantes pra poucas cenas de guerra. Mas não podia ser diferente. Estavam no meio de conflitos reais, e mesmo assim, muita coisa tinha que ser preservada. Mesmo que pouco, a história em um contexto geral, valeu a pena. Foi marcante ver sargentos reais em uma guerra real. Filme sem fantasias.
Eu sempre achei a guerra uma coisa estúpida, um destrói e constroi sem fim, mas quando um dos soldados diz que nunca havia brincado de vídeo games de guerra, de armas como criança naturalmente brinca nos Estados Unidos, logo vem a cena dele com uma arma atirando e gritando de satisfação como se fosse o videogame que ele deixou de jogar. Putz, filme que você só vai ver um tanto de gente atirando. Não tem nada que a gente já não saiba. Morte, sofrimento, angústia. É um documentário e só.
Tentando achar uma lógica. Pro filme? Não, para guerra...