Richie Bravo é o astro de um balneário decadente, que atrai vários grupos de idosos no inverno. O cantor se apresenta com melodias românticas à la Elvis Presley durante o dia, e à noite, bebe até cair. A rotina do artista se transforma com a chegada de uma mulher dizendo ser sua filha, e exigindo reparação financeira.
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Gosto muito dos filmes Ulrich Seidl.
É sobretudo triste. É brega, melancólico, ridículo e patético. Mas, inexoravelmente humano em tudo isso..Essa enfiada de adjetivos perfilados são um modo vão e sacana de me abster realmente daquilo que a obra me disse. Eis, aí um diretor que sempre fere e o admiro por isso. A decadência das coisas, o apodrecimento natural de tudo é um banquete que não podemos degustar sozinhos, ainda que, compartilhar nesse caso, seja mesmo uma necessidade e uma abjeção. O cheiro dos velhos quem suporta? Em sentido amplo, meus amores, temas, vidas, sonhos, corpos e estórias apenas degradam-se pouco a pouco, ao vivo, produzindo essa vileza torpe, mas com muito amor, apesar do riso murcho de uma flor atroz ao fim do dia.
Vi SPARTA antes desse e gostei bastante. Achei ótimas as rimas e/ou situações mui similares entre os dois filmes, nas seqüências passadas no asilo, sobretudo. Mas achei a trama cansativa e repetitiva aqui: o protagonista possui uma simpatia dúbia, e quase cheguei a torcer por ele, no sentido de manifestações esperançosas de afeto eram percebidas nalguns momentos. Porém, o mote tramático da filha cobrando dinheiro ao pai ausente não se sustenta como interesse roteirístico dominante. Na maior parte do tempo, o filme é um porre, infelizmente. Gosto dos enquadramentos, da fotografia sardônica da praia em neve, de alguns números musicais... Mas a longa duração atrapalha um pouco! (WPC>)
Mesmo q eu tivesse lido a sinopse teria ficado com o mesmo nível de ódio do q eu esperava do filme eu odeio simplesmente odeio cantoria odeio eu odeio cenas familiares demais, esse pai pau no cu achei ótimo que a Tessa trouxe pra casa DELE as consequências do modo de vida dela resultado do abandono pau no cu dele
Rimini tinha todo potencial para ser um filme lírico ao retratar um cantor famoso em decadência, que aproveita a velhice cantando em espécies de cabarés baratos, bebendo, usando drogas e transando com várias mulheres, numa clara tentativa de representar o idoso que ainda tenta manter seu estilo de vida. Tema essencial num mundo onde a expectativa de vida só aumenta, e se discute muito os ramos que essa longevidade pode causar.
Mas independente da proposta, o filme entrega um retrato mais cru e realístico, e talvez meio apelativo em grande parte da sua projeção. São várias cenas de sexo, meio contidos também, porém excitantes o suficiente, com direito a nu frontal masculino.
Por alguma razão, "Richie Bravo" é um ser muito simpático, já que sua concepção recupera estilos de vida jovens e tenta reaplicá-los em sua vida na terceira idade, e o roteiro conseguiu, de forma nem um pouco sutil, fazer surgir uma filha do passado para mostrar que aquele cara é carregado de história de vida.
Tudo muito louvável, mas ainda assim nada mergulhado para além do superficial. Se por um lado a direção está boa, por outro o roteirista teve completa displicência aqui. Continuamos sem entender direito aquele homem e vendo muitas cenas aleatórias do seu cotidiano.
Então, o jeito é aceitar que é um filme para se deliciar com cenas intimistas (e íntimas) do protagonista em busca de si, muito mais do que dele em relação ao meio. Confesso que esperava mais, porém, para quem teve experiência similar, talvez consiga desenvolver um pouco mais de empatia.