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Duração
Espírito da Luz, um humilde sambista carioca, cai de um trem lotado da Central do Brasil e fratura o crânio. Enquanto agoniza, ele se lembra das agruras dos últimos meses de sua vida: a luta para ver seus sambas gravados e interpretados por grandes artistas como Angela Maria, as trapaças do falso parceiro Maurício, o filho adolescente que se envolve com criminosos perigosos e o seu novo relacionamento com a mulata Adelaide.
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O CINEMA NACIONAL É LINDO, DEVASTADOR E PRECIOSO DEMAIS!!
🥁 Vale salientar que alguém tentou desfalecer alguém com uma navalha, e mesmo assim o samba não parou de tocar. Se isso não é Brasil, eu não seria um louco. O Brasil é uma carne de pescoço da peste, quem conhece sabe, não fazemos parte do quarto mundo à toa. Mas a história do amigo Espirito da Luz Soares (interpretado por Grande Otelo) tem contornos esperançosos de uma alma que apenas queria uma oportunidade a partir de sua arte, e isso é lindo.
🥁 Rio, Zona Norte tem infinitas camadas sociais, se utilizando do samba raiz para nos traduzir algumas mazelas sociais que, desde de Cabral, afetam essas terras tupiniquins. Facadas certeiras de um Brasil cego, que nunca valorizou o artista independente, de onde ficamos com aquela sensação de nunca ter valorizado os que realmente merecem. O pobre é proibido de ascender socialmente.
“E depois, a música vai morrer na prateleira”
🥁 Não esqueçamos do dito empresário que só promete, da clássica frase: Opa irmão, Passa amanhã que a gente resolve tudo. De toda a carnificina burocrática que está penetrada como um câncer na indústria fonográfica. Fatiam a tua arte, depois modificam a sua identidade. Descartando você como uma bactéria invisível.
🥁 Uma ode a terra do Samba, pois esse também é um sinal de resistência. Escombros do esquecimento aos infinitos Otelos que de alguma forma, foram engolidos pelas burocracias e Facínoras que não merecem o chão que pisam.
Céu estrelado, lua prateada
Muitos sambas, grandes batucadas
O morro estava em festa quando alguém caiu
Com a mão no coração, sorriu
Morreu Malvadeza Durão!
2183.
A moral, que eu sempre digo, é que pobre só se f*de!
A Arte imitando a vida.
Fico pensando o tanto de compositores, artistas populares desse Brasil, em décadas passadas, ou até desta...que ficam lá, no seu tempo.
Eu sei que:
"Por sua pequena estatura recebeu o apelido de Pequeno Otelo, mas depois, a crítica o apelidou de “Grande Otelo”, por conta do seu inenarrável talento que o fazia ser imenso diante dos palcos e telas do cinema"
E também sei que:
"Ela encantou o presidente Getúlio Vargas. Ganhou dele o apelido de Sapoti. Para Getúlio, a voz de Ângela Maria era doce como a fruta."