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Quando os recém-casados Clark e Summer descobrem que estão esperando o primeiro filho, decidem ir ao Arizona para dar, pessoalmente, a boa notícia aos seus pais. No meio do deserto, sofrem um acidente e buscam ajuda na cidade mais próxima, Blood River, onde são recebidos pelo misterioso Joseph. Entre os dois homens começa uma inesperada e feroz batalha, e o jovem casal percebe que o povoado oculta terríveis segredos.
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O cara é uma espécie de psicopata religioso e vidente, doido de pedra.
Trata-se de uma avaliação injusta em sua totalidade! Este filme é, de fato, uma joia rara. Diferente de muitos filmes de terror da época e atuais, ele não se entrega aos clichês e apresenta um enredo intrigante, ainda que seu plot twist, embora não seja um dos melhores, seja interessante. O problema está na possibilidade de a maioria dos espectadores não ter captado a proposta do filme e sua metáfora, que, aliás, não é de difícil compreensão.
Na minha interpretação, o "Vilão" personifica a Justiça (talvez até a vingança, embora a primeira seja mais provável), e, como ele mesmo afirma, é um "Anjo" (lembrando que, na mitologia cristã, anjos podem ser bons, maus ou neutros). A atmosfera desértica e isolada sugere uma jornada pelo inferno, o que se confirma mais adiante. Posteriormente, percebi que o purgatório se ajustaria melhor ao cenário, onde, dependendo do julgamento, a morte resultaria em um inferno individual ou permitiria a partida para outro lugar (o paraíso?).
O marido cometeu um crime terrível, embora não seja claro o que foi exatamente. Como o Anjo mencionou, foi algo atroz, possivelmente um abuso seguido de assassinato de uma criança. O filme já insinuava que o marido era uma pessoa má, quando ele abandonava a sua mulher grávida, e, de maneira específica, quando o Anjo está ensinando a mulher a segurar a pistola, e mira no homem, os chifres atrás dele, lhe configuram uma imagem demoníaca.
A mulher também não é isenta de culpa. Embora não tenha cometido um crime específico, insinua-se que sua relutância em enfrentar a situação talvez tenha contribuído para o crime, levando-a a perder o filho e a encarregar-se de julgar e punir o marido. Ela tem a oportunidade de escolher seu próximo passo, mas, nesse momento, o Anjo já concluiu sua missão.
Claro, o filme não é isento de imperfeições, algumas quais me incomodaram um pouco, mas não a ponto de me desconectar da trama. O discurso final do Anjo, confesso, não me agradou e pareceu um tanto brega; na minha opinião, o filme funcionaria melhor se terminasse em silêncio.
De modo geral, o filme cativou minha atenção e ofereceu uma experiência enriquecedora. Aos futuros espectadores fiquem espertos, pois não se trata de uma trama simples de compreender; é necessário estar atento às alegorias para desfrutar plenamente desse filme. Se derem uma chance, certamente ficarão surpresos! (04/11/2023)
09/05/2023
Assistivel
Acho que em resumo,
o cara é um anjo vingador. Eu gostei. Acho legal essa reviravolta onde o que parecia ser maluco era o justo.
8 meses depois de terem me recomendado esse filme, finalmente encontrei o DVD em uma locadora falida daqui da minha cidade. E, assim como nos outros filmes do diretor Adam Mason, temos o bom uso do gore e seu cuidado ao conceber o vilão da trama. E, assim como em A Cadeira do Diabo, Andrew Howard entrega uma boa performance, beneficiado pelo roteiro que cria um personagem interessante e com boas falas. No final, é um filme que propõe algo diferente do que vemos nos batidos filmes de suspense/terror de estrada, mas que acaba se perdendo um pouco (e gerando algumas inconsistências), principalmente por causa do exagero verborrágico, que domina a produção, algo que também acontece em A Cadeira do Diabo.
Nota: 6.9.