Depois que assisti “Três Amigos na Estrada”, fiquei na esperança de voltar a ver mais um filme indiano (realmente) bom. E em “Road, Movie” tem até um dos protagonistas daquele filme (Abhai Deol que lembra o ator Mark Ruffalo), o que já seria um bom chamariz. A história é do rapaz que sai com um trailer velho pelos confins da Índia e encontra pessoas interessantes pelo caminho. Mas o filme passou longe do que eu imaginava. O andamento da história é muito irregular e o protagonista nem é simpático, o rapaz simplesmente entra numa viagem exotérica sem destino e o único lance mais interessante é o de exibir filmes com um antigo projetor para as pessoas (no deserto) em troca de algum benefício.
Não pensem que, por ser um filme indiano, verão luzes, danças, cores e alegorias, pois "Road, Movie" está longe, muito longe, de ser algo encantador. A fotografia (ótima, por sinal) é árida e a edição, não tão ágil como de costume das produções cinematográficas do país, contribui ainda mais para criar a sensação de angústia e desespero. Porém, o roteiro poderia ser muito mais intimista, se focar mais no "eu", ao invés do "nós", como acontece. As diversas situações limites e os vários personagens impedem que isso aconteça, além de impedir também, que seja gerada uma sensação de deslocamento, algo quase indispensável para road movies, ainda mais aqueles que possuem como locação o deserto. Assim, poderia haver mais silêncio e menos falas, mais pensamentos e menos externalização dos mesmos, o que resultaria em uma obra excelente, ao invés de mediana, como de fato é.
Depois que assisti “Três Amigos na Estrada”, fiquei na esperança de voltar a ver mais um filme indiano (realmente) bom. E em “Road, Movie” tem até um dos protagonistas daquele filme (Abhai Deol que lembra o ator Mark Ruffalo), o que já seria um bom chamariz. A história é do rapaz que sai com um trailer velho pelos confins da Índia e encontra pessoas interessantes pelo caminho. Mas o filme passou longe do que eu imaginava. O andamento da história é muito irregular e o protagonista nem é simpático, o rapaz simplesmente entra numa viagem exotérica sem destino e o único lance mais interessante é o de exibir filmes com um antigo projetor para as pessoas (no deserto) em troca de algum benefício.
Road movie (sério?) muito bacana, como a maioria costuma ser, reunindo personagens distintos e que acabam se unindo em prol de um mesmo objetivo.
Achei algumas situações meio clichês, mas no geral dá pra assistir até o final.
Não pensem que, por ser um filme indiano, verão luzes, danças, cores e alegorias, pois "Road, Movie" está longe, muito longe, de ser algo encantador. A fotografia (ótima, por sinal) é árida e a edição, não tão ágil como de costume das produções cinematográficas do país, contribui ainda mais para criar a sensação de angústia e desespero. Porém, o roteiro poderia ser muito mais intimista, se focar mais no "eu", ao invés do "nós", como acontece. As diversas situações limites e os vários personagens impedem que isso aconteça, além de impedir também, que seja gerada uma sensação de deslocamento, algo quase indispensável para road movies, ainda mais aqueles que possuem como locação o deserto. Assim, poderia haver mais silêncio e menos falas, mais pensamentos e menos externalização dos mesmos, o que resultaria em uma obra excelente, ao invés de mediana, como de fato é.
Nunca ouvi falar nesse filme. Mas o trailer me encantou. Quero ver!