Rodantes é um filme à deriva, como seus personagens, que não se baseia em questões objetivas ou formalistas, mas em poesia que existe apenas nas histórias e imagens que não terminam.
- sobre realidades bem distantes do que vemos como o convencional, tão diferentes das nossas que parece fantasia - pessoas que saem de suas cidades natais e vagam pelo país sem nenhum destino certo - sensação de liberdade, mas com muito risco e solidão - cinema bem naturalista, lindo de se ver, sem medo ou pudor de mostrar o que precisa
Excelente! Um filme que mostra um lado B do Brasil. O país dos grotões, das bordas, onde brotam nossos monstros, nosso espírito com toda a violência intrincada que pode ter. É no seio de personagens perdidos, sem rumo em meio a inferninhos, tráfico, desmatamento e toda a sorte de desvarios próprios de uma gente esquecida pelo poder, que se insurge uma alma que é cerzida a brasas, fogo , dor e solidão. As marcas estão na carne destroçada de nossa podridão lírica; na nossa nefasta poesia trituradora de vidas, na margem perdida de nosso ser primordial: puro e belo como uma sarjeta.
Mais uma ótima manisfetação de nosso cinema independente! O trama contextualiza um entrelace muito interessante entre os três personagens, todos buscando pela sua sobrevivência. Ambientes caóticos para personagens que buscam sair do caos. Creio que minha crítica continua sendo a mesma para quase todos os filmes nacionais: infelizmente, com raras exceções, a sonoplastia é temerosa.
- sobre realidades bem distantes do que vemos como o convencional, tão diferentes das nossas que parece fantasia
- pessoas que saem de suas cidades natais e vagam pelo país sem nenhum destino certo
- sensação de liberdade, mas com muito risco e solidão
- cinema bem naturalista, lindo de se ver, sem medo ou pudor de mostrar o que precisa
Muito bom, personagens tentando se entender e se redescobrir.
O filme foi bom por nos lembrar essa parte esquecida do Brasil
20.04.2025
Excelente! Um filme que mostra um lado B do Brasil. O país dos grotões, das bordas, onde brotam nossos monstros, nosso espírito com toda a violência intrincada que pode ter. É no seio de personagens perdidos, sem rumo em meio a inferninhos, tráfico, desmatamento e toda a sorte de desvarios próprios de uma gente esquecida pelo poder, que se insurge uma alma que é cerzida a brasas, fogo , dor e solidão. As marcas estão na carne destroçada de nossa podridão lírica; na nossa nefasta poesia trituradora de vidas, na margem perdida de nosso ser primordial: puro e belo como uma sarjeta.
Que denso, não? Direto, mas ao mesmo tempo, sutil e repleto de poesia brasileira sobre a vida real de nós todos. Não é para os fracos .
Mais uma ótima manisfetação de nosso cinema independente!
O trama contextualiza um entrelace muito interessante entre os três personagens, todos buscando pela sua sobrevivência. Ambientes caóticos para personagens que buscam sair do caos.
Creio que minha crítica continua sendo a mesma para quase todos os filmes nacionais: infelizmente, com raras exceções, a sonoplastia é temerosa.