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Data de lançamento
24 Maio 2010Duração
Após se aposentar das forças especiais do Reino Unido em 2004, Fergus vai trabalhar em uma firma de segurança privada no Iraque, uma das atividades mais lucrativas do mundo. Ele convence seu amigo de infância Frankie, ex paraquedista, a entrar com ele no negócio. De volta à sua cidade, Liverpool, recebe a notícia de que Frankie morreu na Route Irish, estrada iraquiana considerada a mais perigosa do mundo. Ao lado da mulher do amigo, Rachel, Fergus investiga o ocorrido, descobrindo verdades que desafiam a memória dos dias felizes que passaram juntos.
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Toda a trama é carregada de elementos explosivos. Ninguém é inocente: soldados em guerra matam; mercenários são movidos pela ganância; o poder anda de mãos dadas com a corrupção; os riscos enfim são extremos nessa "rota irlandesa". Mas o diretor esquerdista acha que basta ideologizar sobre o tema, para que suas supostas vítimas tenham voz contra seus supostos opressores (como sempre, os liberais, os imperialistas), para que brote um bom filme da sua viagem psicótica. Uma coisa é filme denúncia feito com fundamento e isenção ideológica; outra, lamentável astúcia, se dá quando o propósito é fazer do cinema um instrumento de validação acadêmica ou de manipulação das massas... Nota **
5 razões pelas quais a rota irlandesa foi a estrada mais estressante no Iraque
Outrora apelidada de “a estrada mais perigosa do mundo”, o troço de 12 quilómetros da Zona Verde de Bagdad até ao aeroporto foi chamado de “Rota Irlandesa” durante a ocupação do Iraque liderada pelos EUA.
Foi uma introdução adequada ao país durante o auge da guerra. Durante anos, a Route Irish foi uma prova de fogo: se você sobrevivesse à viagem desde o aeroporto, estaria pronto para qualquer coisa.
Os americanos e britânicos tiveram dificuldade em controlar a estrada durante quase dois anos. A maioria dos motoristas de táxi recusou-se a chegar perto dele e aqueles que o fizeram por vezes foram apanhados na mistura entre a insurgência e as forças de ocupação. Não era perigoso apenas para as tropas; era perigoso para todos.
1. Foi um alvo fácil.
Irish era a estrada direta do aeroporto, conectando a Zona Internacional (também conhecida como “Zona Verde”) com o BIAP e o Complexo Victory Base. Insurgentes de todos os tipos, desde os leais aos terroristas da Al-Qaeda no Iraque, sabiam que as forças da coligação estavam baseadas ao longo da estrada e sabiam que teriam de usar a estrada e as áreas adjacentes. Irish tornou-se um ímã para balas, foguetes, morteiros, VBIEDs e IEDs ocultos.
Homens-bomba se escondiam nas rampas de saída e equipes de estrada que reparavam buracos de ataques anteriores enterraram IEDs. A situação ficou tão grave que, em dezembro de 2004, o pessoal do Departamento de Estado foi proibido de usar o irlandês e as tropas começaram a chamá-lo de “Beco do IED”.
2. A estrada foi acidentada.
Todos esses impactos explosivos criaram crateras no asfalto e encheram a estrada com restos de veículos destruídos. Além de fazer a viagem parecer que você estava andando em um cavalo selvagem por quilômetros a fio enquanto desviava de obstáculos, os buracos preenchidos às pressas criados pelas explosões tornaram a viagem muito mais longa do que deveria ser. As crateras e o lixo também tornaram mais fácil para os insurgentes esconderem IEDs.
Andar em um Bradley em um calor de 127 graus, com pouca luz e menos fluxo de ar faz com que a viagem de 8 minutos pareça levar horas. Bater a cabeça na lateral desta caixa quente algumas vezes fará com que qualquer um aprecie uma patrulha a pé ou uma varredura de IED.
3. Embarcar no “Rhino” foi intimidante.
“The Rhino” era um Rhino Runner, um ônibus de 22 lugares com blindagem pesada, projetado pela Labock Technologies, com sede na Flórida. Tropas, empreiteiros e VIPs viajando de e para a Base da Vitória, BIAP ou Zona Verde tiveram que subir na barriga deste gigante. Olhar para esta verdadeira montanha de veículo fez com que o fobbit pela primeira vez a caminho do centro nevrálgico do Iraqi Freedom pensasse duas vezes sobre se poderia ou não conduzir seus negócios por e-mail.
Em novembro de 2004, um comboio de três rinocerontes foi emboscado na Rota Irlandesa com um VBIED suicida de 250 libras que criou uma cratera de 1,80 metro de largura e 60 centímetros de profundidade. Uma nuvem de poeira com mais de 300 metros de comprimento pode ser vista a quilômetros da cidade. Não houve feridos nas 18 pessoas que estavam no veículo.
4. A estrada exigia patrulhas constantes.
Eventualmente, os irlandeses seriam protegidos por tropas americanas usando obstáculos concretos, unidades do exército iraquiano e assumindo o controle dos bairros adjacentes à estrada. Até então, as forças da Coligação tinham de manter a estrada o mais limpa possível e remover as carcaças dos carros explodidos.
A certa altura, o Boston Globe informou que o Exército dos EUA dedicou um batalhão inteiro da 10ª Divisão de Montanha para manter a estrada o mais limpa e segura possível. Isso expôs as tropas a ataques constantes de homens-bomba, uma tática que os militares pouco puderam fazer para evitar a destruição do carro antes que ele atingisse o alvo.
5. Se os ataques não fossem suficientemente perigosos, os motoristas iraquianos eram.
Devido à frequência e gravidade dos ataques contra o pessoal americano e de outros membros da Coligação (e por vezes da violência sectária), os condutores da cidade pisam fundo no acelerador enquanto conduzem na estrada. Eles diminuem a velocidade para os comboios de veículos dos EUA porque os artilheiros da torre não têm problemas em dar alguns tiros em um tailgater.
Os iraquianos dirigiam na rodovia em alta velocidade, desviando do canteiro central (uma fonte potencial de IEDs), exceto quando estavam desviando das saídas (uma fonte de VBIEDs suicidas), e ziguezagueando aleatoriamente enquanto dirigiam sob viadutos por medo de alguém deixar cair alguma coisa neles.
Os civis que desejassem uma carona do Sheraton até o aeroporto poderiam facilmente contratar seu próprio serviço de transporte blindado – pelo preço com grande desconto de US$ 2.390 por trecho.
Certamente,um dos filmes mais desinteressantes de Ken Loach.
Depois que seu melhor amigo morre no Iraque em circunstâncias misteriosas, um ex-combatente faz de tudo pra tentar descobrir o que aconteceu na verdade, pois se sente culpado por ter sido o responsável por ingressar o amigo na vida militar. É um filme lento e de investigação, pois o protagonista precisa ter contato com todos os envolvidos para chegar a uma conclusão. O "estilão" do ator Mark Womack lembra um pouco o de Jason Stathan (careca e mal encarado) e talvez exagere um pouco ao mais gritar do que falar (normal pra quem está sempre nervoso). Na parte final, o filme esquenta pra valer e termina de forma competente.
Mais um dos filmes denúncias do Loach, onde podemos entender como funciona grandes companhias que lucram com guerras e países destruídos com ela. Onde a ganância vale muito mais do que vidas humanas e os poderosos são quase sempre homens intocáveis por leis e sistemas políticos corruptos. O filme não tem nada haver com a Irlanda, já que a Rota Irlandesa do título é uma estrada no Iraque. Os atores estão muito convincentes e Loach demonstra de uma maneira muito competente seu estilo de cinema contra-sistema. Alguns momentos o filme parece arrastado, com uma carga psicológica altíssima, mas o que realmente não gostei foi do desfecho simplista que o roteiro escolhe seguir para alguns personagens. Com um final um pouco mais elaborado o filme ficava perfeito.
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