Boston, início dos anos 20. Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volonté) são dois imigrantes italianos, sendo o primeiro um sapateiro e o outro um peixeiro, que são detidos pela polícia. Ninguém negava que eram anarquistas, na verdade eles mesmo admitiam, pois acreditavam que era a única forma de o homem ser explorado pelo homem. Porém era duvidoso que Sacco e Vanzetti fossem culpados de um assassinato, que aconteceu em 15 de abril de 1920. O julgamento deles deixou de ser algo baseado na justiça e sim na política, pois deviam ser condenados por serem estrangeiros e seguirem uma doutrina política que se opunha ao conservadorismo, que tinha as rédeas do poder nos Estados Unidos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
É um filme denúncia de uma injustiça, nem tanto um filme de tribunal de argumentação e choque de ideias. No geral , ainda que a história em si seja potente não me levantou da cadeira, o que não pode se dizer da trilha sonora, o que que é isso Morricone, eita coisa linda de se ouvir.
Bom filme sobre um dos julgamentos de maior furor na história dos Estados Unidos. Destaque para a trilha sonora assinada por Ennio Morricone e Joan Baez, que se tornou um símbolo do movimento dos direitos humanos na década de 70.
Excelente drama de tribunal retratando um dos casos mais escandalosos do seculo XX. Incompreensível que Gian Maria Volonté não tenha ganhado o prêmio de atuação em Cannes junto com Riccardo Cucciolla, já que sua atuação é ainda mais apaixonada. Milo O'Shea também oferece uma performance visceral como o advogado Moore.
Se você gostou, não deixe de ver "Em Nome do Pai" (1993) de Jim Sheridan. Também baseado em fato real, tem alguns pontos em comum com este magnífico filme.
Filmaço. Não entendi porque já não foi feito um longa-metragem de uma vez - ou ainda, que assumisse logo o papel de documentário, já que essa história tem substância para ambos.
Conhecia a música tema do filme há muitos anos e resolvi finalmente ver o filme. Ótimo filme de tribunal com engajamento político bem forte.
Em certas ocasiões alguns temas se misturam - como a ação das instituições e racismo - deixando margem para interpretações. O filme também dá ideias sobre a natureza opressora do estado - o governador deixa claro que o destino deles está atrelado a ligação anarquista dos condenados e nada tem a ver com assassinato ou roubo. Dá a ideia q a vida fica em segundo plano quando o assunto é a estabilidade política. Sensível do jeito que estão os ânimos políticos, esse filme deve incomodar alguns.
Já eu gostei do início ao final. Me lembrou bastante Hunger, com o Fassbender.
"Como quer a Lei, eu o declaro morto."