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Data de lançamento
16 Set. 2026Duração
Mike Tyler é um ator decadente que tenta recuperar sua notoriedade e relevância participando de um jantar beneficente repleto de celebridades, políticos e bilionários. A noite luxuosa, porém, é tomada pelo caos quando os membros de um culto invadem a festa e fazem os convidados de refém. Liderados por Joan, os invasores acreditam que o mundo acabará em três dias a não ser que sacrifícios humanos sejam ofertados a um vulcão.
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Segue pela segunda semana nos principais cinemas brasileiros com distribuição da Diamond Films o excêntrico filme de múltiplos gêneros “Sacrifício”, que adianto, adorei demais - e estreará em breve na Netflix dos EUA e pode ser que venha para o streaming Netflix Brasil. Em todo caso, se puder, veja na telona, pois o impacto é sensorial. Esqueçam as notas baixas do filme no IMDB, Rotten Tomatoes e Letterboxd (se alguém se instrui por esses sites-termômetro), o filme é um barato, divertido, e ao mesmo tempo assustador pelas críticas sociais à grã-finagem que dedica algumas horas por ano para as causas beneméritas. A começar do diretor, Romain Gavras, filho do excepcional cineasta grego de thrillers políticos e de contestação Costa-Gavras (de “Z” e “Estado de sítio”), um de meus cineastas favoritos: ele aprendeu cinema com o pai (está longe de ser igual), mas consegue adensar discussões sobre racismo e tomada das ruas para manifestações políticas, como fez nos dois ótimos filmes anteriores, “Nosso dia chegará” (2010) e “Athena” (2022 – esse da Netflix). Dessa vez reuniu um elenco de peso, premiados com Emmy e indicados a Oscar: voltou a trabalhar com o bom Vincent Cassel, trouxe junto Chris Evans, Anya Taylor-Joy, Sam Richardson, Salma Hayek e John Malkovich, além de participações especiais do rapper Yung Lean e da cantora agora atriz Charli XCX. O filme já começa colocando os personagens num ambiente exótico: no meio de uma pedreira isolada na Grécia, um grupo de ricões prepara um banquete dos deuses para um megaevento beneficente. É um espetáculo televisionado com dançarinos, comidas pomposas, gente elegante, dentre eles Mike Tyler, um ator galanteador (Chris Evans). Do lado de fora, um grupo de ambientalistas revolucionário, liderado por Joan (Anya Taylor-Joy), com armas em punho, invade o lugar, rende as pessoas e faz exigências. Eles acreditam que um vulcão a poucos quilômetros entrará em erupção, e devido à magnitude, colocará fim não só a eles, mas como ao planeta todo. O medo toma conta dos convidados, pessoas são agredidas (uma mulher tem a mão decepada) até que outra dose de absurdo é injetada: parte dos convidados terá de participar de um ritual de sacrifício para impedir a fúria do vulcão. O filme é uma jornada caótica, envolvendo uma espécie de culto pagão com terrorismo, que faz uma sátira inteligente da alta sociedade hipócrita, com seus discursos vazios e excessos. Misturando ação com drama, comédia e suspense, foi escrito por Gavras ao lado de outro bom roteirista que ficou conhecido pelos fãs de séries, Will Arbery (da premiada “Succession”). A estética do filme foi devidamente planejada, com cenários abertos e grandiosos, fotografia estupenda, cenas em slow motion alternadas com imagens de muito movimento. É cinema engajado, contestatório, de discussão afiada, com um tipo de humor que poderá desagradar alguns/algumas. Chris Evans está num grande momento, solto como uma pluma, muito engraçado (fazendo um papel também de crítica ao ego das estrelas do cinema), e todo elenco de apoio manda bala com seus exageros propositais. Curti o filme e entrei nele de cabeça. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom
Essa necessidade de alguns difundirem suas narrativas sobre aquecimento global, às vezes ultrapassa o limite do ridículo.
Que viagem! Super autêntico, gostei
Eu não entendi o hate nos comentários.
Experiência muiiito agradável. Filme muito autêntico, trabalho de áudio sensacional, narrativa leve leve nem da para sentir o tempo passar, e tem momentos realmente muito hilariantes rsrs.
Fui ao cinema sem saber nada e me diverti muito.
É pra ser comédia? Não dei uma risadinha! 🤭
Mas não é de todo ruim!