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Data de lançamento
3 Set. 2006Duração
O detetive Naboru Yoshioka após investigar diversos assassinatos, acredita estar lidando com um serial killer. Quando as evidências o tornam principal suspeito, um fantasma de uma mulher com vestido vermelho começa a persegui-lo. Agora ele tem que lutar para manter sua inocência e sua sanidade.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Aqui não tem jump scare, maquiagem impressionante, cenas mirabolantes. Aqui o terror é seco, frio, porém memorável.
Eu fico meio enjoado de escrever resenhas sobre coisas que não me dão nenhum prazer, não me passam nada, e não me entretém em coisa alguma, mas sinto que devo, principalmente para coisas tão esquecíveis/descartáveis.
Até gosto do "Kiyoshi Kurosawa". Não acho ele "espetacular", "incrível", "magnífico", "subestimado", "superestimado", etc. Acho ele "ok", quando quer, sabe criar um entretenimento, no mínimo, competente/funcional, relativamente seguro, dentro do seu mundinho.
Aqui, sinceramente, nada me pegou. Parece um filme japonês querendo se "americanizar', ou se "afrancesar" demais. Ficando um "thriller" atrapalhado, abobalhado, incompetente, afetado, soando forçado, sem identidade própria e repetitivo. As cenas não se combinam organicamente, por vários momentos há "over" demais, gritos demais, briguinhas ridículas ensaiadas como crianças, atores parados nitidamente esperando a reação do outro ator para se mexerem, mas tudo pouco fluído, esquisito sem ser proposital.
Você vê um cara pulando de um prédio, cai de 3 andares, aterrissa com as duas pernas no chão, ele não bate a cabeça, e logo depois aparece com a cabeça machucada, e andando normalmente, porra!
Cena do envenenamento é ridícula! Um caindo por cima do outro, pra lá e pra cá, troço constrangedor ("100 seringas usadas"(!), que merda de texto/personagem é esse?), o além é merecido e gratificante, mas a cena deveria ser pesada e dramática. Há cenas com outros personagens também, mas elas são só pra encher linguiça na trama, outros personagens, são praticamente inexistentes...
O detetive é a "força" (o carro sem gasolina) do filme.
Quando o filme resolve voltar pra seu "campo" (sua "safezone"), ele tem algumas coisas interessantes.
Mas veja. Não espere "terror" nesse filme. É um filme de suspense psicológico investigativo, com elementos sobrenaturais. Quem assiste bastante esse tipo de filme já vai sacar logo no início do que se trata. Previsível até o bagaço, e a trama é muito bobinha, e "se bagunça" para parecer intricada, mas não é.
É a mente de uma pessoa perturbada sendo atormentada, culpa, remorso, perda de identidade, memórias reprimidas, "15 anos atrás", blá, blá, blá.
O plot é ridiculamente simples, o que não é problema, o problema é que achei muito mal contado, muito mal aproveitado...
A tal "fantasma" é bem teatral, e até bonita! paciente, prestativa, um tormento bem maquiadinho, delicado, com cabelinho feito, esvoaçante, que voa como uma cafifa, as vezes. Ela é mais pra "girar a roda psicológica do filme". Infelizmente, nenhuma situação de qualquer tipo, de susto, suspense, tensão psicológica, ou os "famosos cantos de filmes de terror japonês com alguma coisa no fundo", funcionaram pra mim. Tinha horas que até dava umas risadas entre os bocejos, e a previsibilidade.
Olhos esbugalhados, se jogar no chão se tremendo, olhos esbugalhados de novo, o cara tá calmo depois gritando como se tivesse os dedos sendo martelados.. alguém vem e borrifa água para parecerem mais tensos/assustados, adultos falando ou brigando como crianças fazendo pirraça, putz! Muito dramalhão pra pouco estofo narrativo significativo.
O detetive é chato pra caralho, que personagem ruim. Não dá pra sentir nada por ele, por sua historia, ou alguma coisa em seu caminho, horrível! O que já desmorona boa parte em se importar com a trama. O parceiro dele poderia ter sido explorado, mas tem o peso de um isopor.
As sessões psicológicas, as locações, personagens secundários, "fantasma". Tudo foi bem chato de digerir, ruim de se aproveitar, e não acertou em basicamente nada do que se propôs, pra mim.
Dei uma procurada no filme. Achei ele com uma excelente legenda e imagem, mas não vingou pra mim, muita farofada pro meu gosto! Tem coisas muito melhores por ai dentro do gênero, ou dentro dos gêneros, que ele se propõem a experimentar sem sucesso.
Tremenda bobagem repetitiva pra cair no esquecimento mesmo. "Kiyoshi" tem coisas melhores..
"Visto" em: 15-12-2025
[Esqueletos no armário são literais]
Surpreendentemente bom. A assombração causa arrepios verdadeiros. Muito interessante também como foram escolhidos espaços decrépitos da capital japonesa. Todo mundo sempre tão acostumado a ver aquela Tóquio limpa e moderna. Esse filme mostra exatamente o oposto.
Filme de assombração com A maisculo...
Situado em uma Tóquio que desmorona, vai se apagando e que mais parece um purgatório (o que conversa diretamente com o viés punitivista da presença do filme) temos aqui um filme que mistura bem investigação criminal e terror (como é uma dualidade costumeira no J-Horror) e que nos apresenta um fantasma vingativo, dotado de uma poesia atormentadora, com o peso de sua presença em cada momento do filme mesmo que nada seja totalmente óbvio até certo ponto. A provocação sobre a responsabilidade (ou culpa, se preferir) e o peso do lembrar é ainda acompanhada de uma aula de exploração do espaço no terror...
Não entendi nada
[/spoiler]
ele deixou a mulheres naquela casa, por que?
Como ele mantou a companheira?
No final ele sai com a ossada dela
[spoiler]