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Duração
Cecília (Aura do Nascimento) é uma jovem modelo de sucesso que mora em São Paulo. Ela volta para Recife, para passar o natal com a mãe, Helena (Renata Carvalho). A saída de Cecília da cidade de origem não foi pacífica e há dificuldades de relacionamentos.
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Devoto do diretor que sou (em tua seita, sou filiado faz tempo!), ansiava por ver este filmaço desde o auê que ele causou no Festival de Brasília. Perdi a conta de quantos amigos consideram esta produção uma obra-prima. Faz sentido e é compreensível: adentrei a sessão um pouco atrasado, mas fiquei imediatamente arrebatado pela cena do reencontro entre mãe e filha, com Renata Carvalho em sua melhor interpretação e Aura do Nascimento provando que é uma diva desde a primeira aparição (o mesmo vale para Fellipy Sizernando, apaixonante). Gosto muito do romantismo do enredo, das inserções pungentes de trilha musical, dos alienígenas vestidos de repolho (como não amar Everaldo Pontes como líder) e do modo como as substâncias alucinógenas surgem na trama como provedoras de algo que vá de encontro ao tédio - e que, por conseguinte, quando o amor surge, já não são tão necessárias. Apreciei os diálogos e gostei muito mais da primeira metade, mais realista, que da segunda, aderente à liturgia, combinando as obsessões dos dois trabalhos mais famosos do diretor (A SEITA, que amo, e VÊNUS DE NYKE, que não me atrai tanto). A quantidade de transexuais e demais integrantes 'queer' na equipe técnica pé mui aplaudível e a direção de arte da obra, repleta de elementos esverdeados, é um primor. Filme inteligentíssimo, sensual e discursivo, apaixonante e sóbrio, ao mesmo tempo. Tive o privilégio de estar ao lado do diretor, assim que a sessão terminou, num debate. Fui feliz: filme lindo! (WPC>)