Samba foge para sua aldeia, depois de um assalto a um posto de gasolina. O amigo morre num tiroteio. Samba escapa com o dinheiro, mas perde a paz. Ele conhece Saratou. Os dois passam a viver juntos, dando apoio um ao outro, na tentativa de esquecer o passado. Saratou tem um filho de dez anos, Ali, de um homem a quem abandonou. Salif, um amigo de infância, e sua mulher Binta, testemunham o ato de desespero de Samba de se livrar de seus pecados.
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É curioso pensar que, mudando a nacionalidade dos personagens, essa seria uma grande narrativa sobre o sonho americano. Talvez tudo que queira criticar o tal sonho americano seja só uma crítica medrosa ao capitalismo em si.
Ouso dizer que usa a queima de uma casa melhor do que Tarkovsky.
Pra quem gostou, recomendo A Ilha dos Prazeres Proibidos, do Reichenbach. Climinha de cinema de guerrilha.
Fico muito satisfeito com o resultado muito por compreender as dificuldades de se fazer cinema num país como Burkina Faso. Claro que samba traoré tem muito problemas, uma história bastante simples, com atuações bem robóticas mas simplesmente por poder acompanhar esta jornada de fuga e amor já vale bastante a pena.
Uma noite a cidade de Uagadugu (capital de Burquina Fasso) é perturbada por tiros: houve um roubo em Faso Oïl. Uma dupla é a responsável, um dos assaltantes é baleado, mas o dinheiro é levado pelo segundo. Os assaltantes são Samba e seu amigo. Procurado, Samba deixa a cidade, pegando um taxi-brousse para sua vila (uma espécie de ônibus, muito mal cuidado, que para em qualquer lugar, sem pontos específicos), que é bastante remota. A polícia investiga, mas o Samba não pode ser encontrado na cidade ou nos arredores. Samba chega da cidade grande com um bolso cheio de dinheiro. Muito rapidamente, o estilo de vida do Samba começa a criar dúvidas na aldeia e em sua família. A fortuna do Samba é duvidosa. Ele tenta confiar em seu amigo Salif, mas o medo e a dúvida o impedem de fazer isso. Enquanto isso, a polícia continua suas investigações, mas o Samba parece ter desaparecido. A localização geográfica de sua aldeia o torna esquivo por mais de um ano. Ele se casou com Saratou e abriu o primeiro bar em seu vilarejo com Salif. Ele parece ser o símbolo de um bom filho. Mas as coisas se complicam quando sua esposa grávida tem que dar à luz na capital; ele, com medo de ser reconhecido na cidade, a abandona no caminho. Seu pai, que havia perdido a fé em seu filho, decide revistar sua casa. Ele tropeça na pasta contendo ainda muito dinheiro e se lembra dos acontecimentos do ano passado: os bois oferecidos à aldeia, sua casa, o bar, seu estilo de vida, tudo isso o leva a acreditar que o dinheiro é criminoso. O pai, então, põe fogo na casa do filho. Samba se vê sozinho, seus pais o rejeitam, seu amigo e a bela Saratou também por tê-los abandonado. Ele é um prisioneiro em sua aldeia, onde ninguém mais fala com ele. Ele sofre o castigo de seu povo antes do castigo da justiça. Por meio de Binta, seu amigo e esposa, os outros o perdoam. Mas, ao mesmo tempo, na cidade, um ex-namorado de Saratou, Ismael, denuncia o Samba por uma recompensa. A polícia chega debaixo das palmeiras e Salif avisa Samba. Segue-se uma perseguição. Um dos policiais abre fogo e Salif é atingido e cai. O Samba retorna para ajudar seu amigo. Algemado, ele é levado à delegacia de polícia, sob o olhar de regozijo da multidão e de sua família.
Apesar de gostar muito do estilo ouedraogoniano de contar estórias simples, acho que tive um conflito moral neste filme, mas ressalto que o cinema de Burkina Faso é sempre digno de muitas revisões! (WPC>)