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Data de lançamento
8 Set. 2016Duração
Elle Marja, de 14 anos, é uma garota da etnia sámi. Exposta ao racismo dos anos 1930 e a exames biológicos em seu colégio interno, ela passa a sonhar com outra vida. Para alcançá-la, a jovem tem que se tornar outra pessoa e cortar todos os laços com sua família e sua cultura.
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Muito bonito,impossivel não se emocionar .
Uma ótima obra sobre a dificuldade autóctone
europeia para preservar suas raízes e sua cultura diante de
uma realidade preconceituosa e cada vez mais urbanizada.
Na qual não há políticas de inclusão e a vontade da etnia
predominante se transforma em lei. Ceifando culturas e
condicionando minorias étnicas a estranharem a própria
etnia enquanto se dobram à cultura e à religião dominante.
A título de comparação, me lembrei da obra "El Abrazo de la
Serpiente" (2015), de Ciro Guerra. Na qual um europeu tenta
privar um indígena de conhecer e usufruir de uma tecnologia
do mundo urbano. Algo - de certa forma - semelhante ao
demonstrado nessa obra e que diz muito sobre essa estranha
necessidade que algumas pessoas "civilizadas" têm em querer
privar autóctones de terem acesso aos itens metropolitanos para
que estes últimos possam continuar satisfazendo "carências circenses".
Preconceito excelentemente criticado e refutado por um indígena da
etnia Kayapó durante uma entrevista, disponível no You Tube.
Em suma, essa narrativa pode servir para levantar muitas
questões acerca da preservação das tradições em meio ao
avanço "civilizatório" perpetrado pela etnia dominante em nome
do famigerado "progresso". Enquanto diversas culturas sensacionais
perecem e se perdem pelo caminho.
É bom, tem momentos que prendem a atenção. Mas nada de novo ou instigador.
Interessante porque mostra alguns aspectos de uma cultura minoritária na própria Suécia, a da etnia sámi, da Lapônia. Quanto à parte propriamente ficcional tem vários momentos interessantes (os expedientes que Elle Marja usa para ser aceita pelos suecos, especialmente pelo garoto Niklas). O problema é que em certo ponto há um grande salto na história passando da juventude de Elle (anos 1930, por aí) para sua fase adulta, já com filho e neta, sem mostrar outros fatos ocorridos em sua vida (quem é o pai de seu filho, mostrado já no início, por exemplo?) e assim por diante. Bem, aí o filme precisaria de pelo menos mais meia hora e ficaria extremamente longo. Fora isso, vale a pena ver, sim.
Profundo! Elle Marja carregava consigo uma dor profunda advinda do seu passado, de seus ancestrais e cultura em geral. O modo como o povo da sua etnia eram discriminados e a forma que ela absorveu isso nos faz sentir empatia e entender suas escolhas.
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Depois desse filme passei a entender melhor certas piadas desnecessárias que os noruegueses fazem com os suecos. Lamentável.