"Terremoto: A Falha de San Andreas" não inventou a roda, não reinventa o cinema de catástrofe e nem veio pra mudar nada. O filme de Brad Peyton basicamente pegou o filé mignon de "O Dia Depois de Amanhã" e "2012" — os terremotos devastadores e as tsunamis gigantescas deles —, colocou num liquidificador de Hollywood e ligou no modo turbo. É a destruição pela destruição, feita para você desligar o cérebro, pegar a pipoca e aceitar o absurdo.
A estrutura do filme é uma louca sucessão de acontecimentos que força a barra até o limite da física. O terremoto parece um líquido sacudindo a Terra, fazendo os prédios desmancharem feito farinha. E no meio desse apocalipse, quem surge como o grande salvador da pátria? O Chapolin Colorado? Não! Dwayne "The Rock" Johnson!
O The Rock faz o percurso mais mentiroso da história do cinema de catástrofe. O cara vai de helicóptero — raspando em fenda de pedra e desviando de arranha-céu caindo —, pula numa picape, vira piloto de teco-teco, salta de paraquedas e ainda arruma uma lancha para subir uma tsunami de 90 metros na vertical — e mesmo se ele estivesse numa canoa de madeira, vencia a onda do mesmo jeito. E quando você acha que acabou, o homem vira o Aquaman, vai debaixo d'água e prende a respiração por dez minutos.
A atuação dele é um show de gesso à parte: no meio de prédios caindo e gente morrendo, o máximo de expressão facial que ele entrega é uma sobrancelha que levanta e desce, numa cara de cobrador de ônibus quando fica sem troco. Enquanto isso, temos o Paul Giamatti tendo tremeliques em salas de monitoramento enquanto o resto do elenco corre do caos, que nem judeu fugindo de praga bíblica.
E tudo isso pra quê? Para salvar a filhinha! A Deusa Atena: Alexandra Daddario. Com seus olhos azuis cristalinos e cabelos longos, ela pode arrastar multidões, mas passa o filme inteiro escoltada por dois meninos feios que não servem pra nada. É ela quem guia os garotos o tempo todo pelo caos, engatando a marcha, sobrevivendo a carros esmagados, correndo de prédios que desmoronam e subindo até os pontos mais altos da cidade, tudo enquanto espera o resgate do pai super-herói. No fim das contas, é a filha de Atena que carrega a verdadeira inteligência de sobrevivência da família nas costas.
Mas quer saber? Eu vi esse filme no cinema e a experiência funciona bem até hoje. A direção do Brad Peyton segura o ritmo de um jeito que você não respira, a computação gráfica é excelente e a Alexandra Daddario entrega o carisma e a presença que o filme precisa. A destruição do terremoto e da tsunami fazem a gente se distrair que é uma beleza!
"Terremoto: A Falha de San Andreas" é um filme pra você esquecer a realidade chata do mundo. É um entretenimento puro e sem vergonha de ser genérico. Um espetáculo megalômano que pega carona nos clássicos de Roland Emmerich para entregar duas horas de puro caos visual. Não procure lógica no filme, só aproveite a viagem.
Revendo, a experiência não foi tão boa como na primeira vez que assisti. Os efeitos especiais são ótimos, mas ele foca muito no drama familiar e deixa a ação de lado. Deveria ter abordado mais situações envolvendo o terremoto e os desastres. O drama familiar é muito raso, apesar das boas atuações. Nota 3!!!
Tem Alguns Spoilers...
"Terremoto: A Falha de San Andreas" não inventou a roda, não reinventa o cinema de catástrofe e nem veio pra mudar nada. O filme de Brad Peyton basicamente pegou o filé mignon de "O Dia Depois de Amanhã" e "2012" — os terremotos devastadores e as tsunamis gigantescas deles —, colocou num liquidificador de Hollywood e ligou no modo turbo. É a destruição pela destruição, feita para você desligar o cérebro, pegar a pipoca e aceitar o absurdo.
A estrutura do filme é uma louca sucessão de acontecimentos que força a barra até o limite da física. O terremoto parece um líquido sacudindo a Terra, fazendo os prédios desmancharem feito farinha. E no meio desse apocalipse, quem surge como o grande salvador da pátria? O Chapolin Colorado? Não! Dwayne "The Rock" Johnson!
O The Rock faz o percurso mais mentiroso da história do cinema de catástrofe. O cara vai de helicóptero — raspando em fenda de pedra e desviando de arranha-céu caindo —, pula numa picape, vira piloto de teco-teco, salta de paraquedas e ainda arruma uma lancha para subir uma tsunami de 90 metros na vertical — e mesmo se ele estivesse numa canoa de madeira, vencia a onda do mesmo jeito. E quando você acha que acabou, o homem vira o Aquaman, vai debaixo d'água e prende a respiração por dez minutos.
A atuação dele é um show de gesso à parte: no meio de prédios caindo e gente morrendo, o máximo de expressão facial que ele entrega é uma sobrancelha que levanta e desce, numa cara de cobrador de ônibus quando fica sem troco. Enquanto isso, temos o Paul Giamatti tendo tremeliques em salas de monitoramento enquanto o resto do elenco corre do caos, que nem judeu fugindo de praga bíblica.
E tudo isso pra quê? Para salvar a filhinha! A Deusa Atena: Alexandra Daddario. Com seus olhos azuis cristalinos e cabelos longos, ela pode arrastar multidões, mas passa o filme inteiro escoltada por dois meninos feios que não servem pra nada. É ela quem guia os garotos o tempo todo pelo caos, engatando a marcha, sobrevivendo a carros esmagados, correndo de prédios que desmoronam e subindo até os pontos mais altos da cidade, tudo enquanto espera o resgate do pai super-herói. No fim das contas, é a filha de Atena que carrega a verdadeira inteligência de sobrevivência da família nas costas.
Mas quer saber? Eu vi esse filme no cinema e a experiência funciona bem até hoje. A direção do Brad Peyton segura o ritmo de um jeito que você não respira, a computação gráfica é excelente e a Alexandra Daddario entrega o carisma e a presença que o filme precisa. A destruição do terremoto e da tsunami fazem a gente se distrair que é uma beleza!
"Terremoto: A Falha de San Andreas" é um filme pra você esquecer a realidade chata do mundo. É um entretenimento puro e sem vergonha de ser genérico. Um espetáculo megalômano que pega carona nos clássicos de Roland Emmerich para entregar duas horas de puro caos visual. Não procure lógica no filme, só aproveite a viagem.
Muito fraquinho, aborda mais dramas familiares do que a ação, ninguém ver o exército 🪖 atuando.
Revendo, a experiência não foi tão boa como na primeira vez que assisti. Os efeitos especiais são ótimos, mas ele foca muito no drama familiar e deixa a ação de lado. Deveria ter abordado mais situações envolvendo o terremoto e os desastres. O drama familiar é muito raso, apesar das boas atuações.
Nota 3!!!
Fada da conveniência trabalhou!
Um típico blockbuster desastres: exagerado, barulhento e totalmente irreal — mas divertidíssimo.
Dwayne Johnson segura tudo com carisma, e as cenas de destruição são absurdamente grandiosas. Não espere realismo, só pura adrenalina