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As lentes do cineasta francês Pierre Barouh se voltam para o efervescente cenário da música popular brasileira, nos anos 70. Entre acordes e canções, o diretor faz uma declaração de amor à MPB, ao lado de nomes como Pixinguinha - então octagenário -, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Baden Powell.
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Doc excelente! O Paulinho falando do Carnaval dá um bom recado, curto mas necessário. Enfim... extremamente rico!
documento histórico importantíssimo, das poucas imagens em cores de Pixinguinha vieram de um francês que amava a música brasileira
apesar da condução meio jogada desse pierre aí e de algumas falas ininteligíveis (não que fizeram falta), é um riquíssimo registro. a cadência do doc é a mesma da bossa nova: leve, solta e lindamente despretenciosa. belo.
como cinema fica devendo um pouco, mas e daí? eu passei os 62 minutos com um sorriso costurado no rosto!
Baden é mestre. com toda sua simplicidade, seu carisma, seu talento absurdo...
destaque também pra cena do bar, onde Paulinho e Bethânia, jovens, desfilam alguns sambas de modo despretensioso.
Apesar da suma qualidade do filme, do valor histórico inquestionável, da presença iluminada dos jovens Paulinho da Viola e Maria Bethânia, das apairções inesquecíveis de Pixinguinha e Baden Powell, de todo o valor antropológico e musical desta obra de arte, senti uma falta de direcionamento na condução directiva do Pierre Barouh que me incomodou, como se ele estivesse tão deslumbrado com seu objeto que não soubesse como conduzi-lo, o que, de fato, aconteceu, conforme se percebe na antológica cena da mesa de bar e nos diversos cortes sobre o rosto de Bethânia... É fascinante, antológico, mas, enquanto cinema, ficou um décimo pendente, ao qual o tempo fez questão de preencher com magia: uma aula de brasilidade através de um olhar estrangeiro porém internacionalizado em sua maestria! (WPC>)