Charles Howard é um milionário que ganhou um cavalo de pequeno porte e indisciplinado, chamado Seabiscuit, que nunca teve grande destaque nas corridas. Howard decide treiná-lo de forma a torná-lo competitivo, contratando para tanto o jóquei Red Pollard e o treinador Tom Smith, conhecido no meio por sua capacidade de se comunicar com cavalos. Juntos eles conseguem transformar Seabiscuit no cavalo do ano em 1938, chamando a atenção da população americana para sua história de sucesso.
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Via apenas hoje, 10/07/2026. É muito bom, filme que diz muito sobre inspiração e superação.
Um filme inspirador que aborda perseverança, amizade, vontade de lutar contra as adversidades e não desistir, não foi indicado a 7 Oscars incluindo melhor filme por acaso, Tobey Maguire aproveitou bem a janela entre Spiderman 1 e 2 para estrelar esse aqui, aproveitaram até o mesmo dublador.
Tecnicamente bonito.
Mas bem chato... Não consegui me envolver em nada.
SEABISCUIT
direção: Gary Ross
Ano: 2003
Assistido em: 25/01/2025
Se tem uma coisa que Hollywood ama fazer, é filme de superação: mostrar que o derrotado, que aparentemente não tem mais chance alguma, pode sim se tornar alguém na vida. Às vezes, eles acertam e criam grandes produções que entram para a cultura geral; às vezes, erram, e entregam obras que passam completamente despercebidas. E tem aqueles que acabam não caindo para nenhum dos lados. Foi nesse grupo que consegui encaixar Seabiscuit. Apesar de ter sido bastante elogiado quando lançado, em 2003, ele não sobreviveu ao teste do tempo, e assistindo ao filme, consegui entender perfeitamente o porquê.
Seabiscuit é um cavalo de corrida aparentemente pequeno e desacreditado que, junto ao seu dono Charles Howard, o treinador Tom Smith e o jóquei Red Pollard, supera enormes adversidades para se tornar um ícone nos Estados Unidos durante a Grande Depressão. À medida que o trio transforma Seabiscuit em um campeão inesperado, eles inspiram uma nação inteira, mostrando que coragem, determinação e esperança podem vencer até os maiores desafios.
O que temos aqui é uma história que parece diferente, mas não é, principalmente quando consideramos o recorte histórico no qual ela está inserida. Em 1929, com o crash da Bolsa de Valores, muitas pessoas que estavam em uma excelente situação financeira passaram a viver grandes dificuldades. Isso aconteceu no mundo inteiro, incluindo com a família de Red Pollard, que foi praticamente abandonado à própria sorte e acabou se tornando jóquei. Ele encontra ajuda na figura do magnata Charles Howard e, juntos, alcançam o sucesso com Seabiscuit. Entretanto, tudo parece desmoronar quando Red sofre um acidente. A partir daí, o filme segue aquela velha fórmula: o derrotado fazendo de tudo para tentar reencontrar a glória.
O grande problema desse longa, para mim, está na montagem. Ele tem 2h20min, mas parece muito, mas muito mais longo. Isso se deve ao fato de que o primeiro ato é extremamente arrastado. Demora para as coisas acontecerem e, quando finalmente chegamos ao ponto que queremos – Red montado no Seabiscuit, correndo –, logo acontece o acidente. O roteiro não dedica muito tempo mostrando a glória deles; temos um corte rápido das corridas que ganharam e, pronto, já vamos para a tragédia, já vamos para a derrota. A partir daí, o filme cai novamente, porque essa parte é bem menos interessante do que ver os dois vencendo as corridas.
O diretor Gary Ross conseguiu reunir um grande elenco: Tobey Maguire, recém-saído do maior sucesso de sua carreira (Spider-Man, 2002), Jeff Bridges e Chris Cooper, todos ótimos. A história tem bons momentos, especialmente nas cenas de corrida – eu vibrei com elas –, mas, quando essas cenas acabam, o filme sofre uma queda significativa. Além disso, achei o final bem fraco. Claro, é uma história real, então não dá para criticar algo que verdadeiramente aconteceu, eu entendo isso, mas também sei que, quando Hollywood quer, ela consegue muito bem maquiar os fatos para torná-los mais cinematográficos e atrativos.
Bom, mas nem tanto. Se por um lado tem uma (ou várias) história de superação e redenção, por outro lado tem um primeiro ato longo demais, onde são apresentadas todas as mazelas dos personagens; ato necessário porém feito de forma extremamente lenta e detalhada. Por fim, um filme para se assistir sim, mas somente uma vez. Nota 7,0.