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George é um vendedor ambulante que fica preso durante a noite em uma pequena cidade. O proprietário da ferrovia deixa-lo ficar em sua casa. George finalmente conhece e seduz a filha do homem. Ele sai da cidade no dia seguinte, mas ela não pode esquecê-lo, mesmo depois de ela se casar com Hilbert.
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Muito embora o filme possua muitas redundâncias, as quais tornam o roteiro, no âmbito da obviedade, por vezes, muito parecido com o cinema clássico hollywoodiano, só que nesse caso, não no bom sentido, "Sedução", de 1929, dirigido por Gustav Machaty possui alguns pontos admiráveis. A sequência onde os protagonistas trocam olhares pela primeira, desejam-se, transam e se afastam um do outro, quando ele pega o trem é parte é de uma delicadeza espetacular. Poucas vezes eu vi cenas de sexo metafóricas tão carregadas de sensualidade. E isso tudo num período em que o conservadorismo era gigante, muito embora mais presente nos EUA, é bem verdade. O filme aqui é da Checoslováquia. A cena onde a protagonista segura o seu bebê, que nasceu morto, é muito potente também. O roteiro com inúmeras coincidências, onde os personagens todos se interligam é um pouco novelesco, porém, tais características negativas não tiram a magnitude do filme, pois a carga sexual perfeita das primeiras sequências relevam os desassertos da obra. Um bom filme, no final das contas, mas só. Nota 7,00. O que tem de grandioso aqui mesmo é a potência das cenas de sexo/sedução/masturbação.
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Meu primeiro contato com esta obra do Machatý é ampliada pelo signo da surpresa: eu e minha mãe ficamos chocados com a lubricidade do roteiro, que parece um tanto novelesco em seus desenvolvimentos, mas possui um elã sexual que escandaliza até mesmo as platéias hodiernas. O desfecho é genial, bem como as imagens que pontuam as passagens de tempo. Muito forte a trama, linda e corajosa a atriz principal, excelentes a direção e a montagem! Fiquei impactado, juro! (WPC>)
Sensualidade e ótima trama. Ousado para a época e anterior ao estouro do Diretor que é o grande: Ekstase. O importante é observar o caminho linear que o Gustav Machatý faz. A via crucis do corpo, e da alma em um embate com o desejo físico e espiritual.