Curta conta a história de um garoto da cidade que vai passar férias no litoral. Lá ele se apaixona por uma garota, filha de pescadores, que usa marca-passo e por isso é chamada de sem coração.
Vencedor de um prêmio de curtas do Festival de Cannes. Este curta metragem é o que deu origem ao filme lançado em 2023. Resolvi assistir este antes de ver o longa. É uma história bem simples, com foco naquela época que marca o fim da infância e o começo da adolescência. Durante o curta, tenho que confessar que nada me chamou muito a atenção, nada havia me cativado ou me emocionado de nenhuma forma. O desfecho, no entanto, é sensacional. É o final que fez o curta valer a pena para mim. Me deslocou no tempo e fez eu rever as primeiras vezes que me apaixonei e os pedaços de nossos corações que acabamos deixando para trás. Não consigo imaginar isso como um longa, pois não vi tantas camadas para ser trabalhado em tanto tempo em tela, mas há quem esteja exaltando o filme, portanto verei muito em breve.
Acabei vendo só depois de ver o longa, de forma que o curta acabou perdendo o impacto para mim. Ainda sim tenho a sensação de que o título combina mais com o curta metragem do que com o longa. No filme recente a personagem sem coração nem parece ocupar o centro da trama.
Fortemente impacto com a beleza deste filme, com a simplicidade deste enredo tão comum a cada um de nós (os nordestinos, pelo menos) - no que tange à descoberta do amor e da sexualidade, bem como das intersecções entre um e outro - e com a audácia dos realizadores, que conduziram os intérpretes adolescentes com muita singeleza e perfeição expressiva. No filme, cada olhar, cada sorriso, cada zombaria, cada frase diz muito. A fotografia de Ivo Lopes Araújo é um presente à parte. Nostálgico, mas não parado no tempo: um filme que obriga-nos a pensar à frente, a partir daquilo que vivemos no passado. Lindo demais! (WPC>)
Vencedor de um prêmio de curtas do Festival de Cannes. Este curta metragem é o que deu origem ao filme lançado em 2023. Resolvi assistir este antes de ver o longa. É uma história bem simples, com foco naquela época que marca o fim da infância e o começo da adolescência. Durante o curta, tenho que confessar que nada me chamou muito a atenção, nada havia me cativado ou me emocionado de nenhuma forma. O desfecho, no entanto, é sensacional. É o final que fez o curta valer a pena para mim. Me deslocou no tempo e fez eu rever as primeiras vezes que me apaixonei e os pedaços de nossos corações que acabamos deixando para trás. Não consigo imaginar isso como um longa, pois não vi tantas camadas para ser trabalhado em tanto tempo em tela, mas há quem esteja exaltando o filme, portanto verei muito em breve.
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Acabei vendo só depois de ver o longa, de forma que o curta acabou perdendo o impacto para mim. Ainda sim tenho a sensação de que o título combina mais com o curta metragem do que com o longa. No filme recente a personagem sem coração nem parece ocupar o centro da trama.
Visto em 15/06/2024
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Poético demais ela segurando o que ganhou do Léo e a representação do coração na mão dela e encerrando o curta.
O áudio não ajuda muito, mas é uma boa história.
Fortemente impacto com a beleza deste filme, com a simplicidade deste enredo tão comum a cada um de nós (os nordestinos, pelo menos) - no que tange à descoberta do amor e da sexualidade, bem como das intersecções entre um e outro - e com a audácia dos realizadores, que conduziram os intérpretes adolescentes com muita singeleza e perfeição expressiva. No filme, cada olhar, cada sorriso, cada zombaria, cada frase diz muito. A fotografia de Ivo Lopes Araújo é um presente à parte. Nostálgico, mas não parado no tempo: um filme que obriga-nos a pensar à frente, a partir daquilo que vivemos no passado. Lindo demais! (WPC>)