Uma séria diretora de teatro tem a tarefa de remontar a obra mais famosa de seu antigo mentor, a ópera Salomé. Algumas memórias perturbadoras de seu passado permitirão que seu trauma reprimido colora o presente
Tentei assistir no ano passado, quando lançou a excelente dublagem, mas aguentei apenas 35 minutos. Este ano, tentei novamente e finalmente consegui finalizar.
Filme dirigido e escrito por Atom Egoyan. O roteiro é fraco, o ritmo é muito parado e lento, ainda tem quase 2 horas de duração. O único aspecto elogiável é a boa atuação da Amanda Seyfried, embora o excesso de narração dela seja desnecessário e tedioso.
o pai abusava sexualmente da personagem da Amanda Seyfried na infância e a mãe, mesmo sabendo, não fazia nada. Por isso, quando adulta, ela tem uma relação problemática com o marido e teve, no passado, um caso com o dono do teatro, que já morreu. Ela mudou o roteiro da peça de Salomé porque, internamente, queria se vingar do falecido pai por ter arruinado a sua vida.
É um filme instigante, que tenta trabalhar com uma metalinguagem no processo de fazer um filme sobre uma peça (Salomé, baseado na obra de Oscar Wilde), ao mesmo tempo que a diretora da peça, Jeanine, interpretada pela ótima Amada Seyfried deve conviver com seus traumas (quem escrevera a peça, no filme, morre com desejo de que Jeanine a dirigisse, mas há entre eles relações obscuras).
Misturando um excesso de simbologia com cenas que mais sugerem do que explicam, fico a imaginar o quanto a própria versão de Wilde segue uma estrutura patriarcal pelo desejo de Salomé, quase reificado.
Não à toa o filme apresenta alguns personagens secundários que questionam certos comportamentos (inclusive há também abusos entre os personagens secundários), que embora não tão bem trabalhados quanto à protagonista, dão o tom para um muito muito aberto a múltiplas interpretações.
Essa colcha de retalhos parte de um roteiro confuso, sim, mas quero destacar aqui o grande trunfo do filme: a trilha sonora, simplesmente fantástica, o que torna a experiência hipnotizante.
Lembra a atmosfera de "Cisne negro", mas aqui o foco é a direção, e não o palco, e de como a arte nos faz criar novas perspectivas da vida. Se fosse um pouco mais coeso, renderia de forma melhor, já que, muitas vezes, o menos é mais. Ainda assim, obra bastante desafiadora.
O canadense Egoyan e um diretor respeitado e sempre presente no circuito de festivais de cinema mundo afora alternando sucessos (O Doce Amanhã e Verdade Nua) e fracassos (O Corretor e The Captive) o que nos traz ate Sete Veus sua ultima obra que tambem dividiu opiniões. Apesar de elogios a atuação de Seyfried o filme limite seu público aos amantes de trama de bastidores e o processo de criação de uma obra, no caso, uma ópera baseada na famosa peça de Oscar Wilde. Cinema de qualidade para um público seleto.
Tentei assistir no ano passado, quando lançou a excelente dublagem, mas aguentei apenas 35 minutos. Este ano, tentei novamente e finalmente consegui finalizar.
Filme dirigido e escrito por Atom Egoyan. O roteiro é fraco, o ritmo é muito parado e lento, ainda tem quase 2 horas de duração. O único aspecto elogiável é a boa atuação da Amanda Seyfried, embora o excesso de narração dela seja desnecessário e tedioso.
Pelo que entendi da trama,
o pai abusava sexualmente da personagem da Amanda Seyfried na infância e a mãe, mesmo sabendo, não fazia nada. Por isso, quando adulta, ela tem uma relação problemática com o marido e teve, no passado, um caso com o dono do teatro, que já morreu. Ela mudou o roteiro da peça de Salomé porque, internamente, queria se vingar do falecido pai por ter arruinado a sua vida.
Um filme chato e ruim do Canadá.
Pobre Salomé.
É um filme instigante, que tenta trabalhar com uma metalinguagem no processo de fazer um filme sobre uma peça (Salomé, baseado na obra de Oscar Wilde), ao mesmo tempo que a diretora da peça, Jeanine, interpretada pela ótima Amada Seyfried deve conviver com seus traumas (quem escrevera a peça, no filme, morre com desejo de que Jeanine a dirigisse, mas há entre eles relações obscuras).
Misturando um excesso de simbologia com cenas que mais sugerem do que explicam, fico a imaginar o quanto a própria versão de Wilde segue uma estrutura patriarcal pelo desejo de Salomé, quase reificado.
Não à toa o filme apresenta alguns personagens secundários que questionam certos comportamentos (inclusive há também abusos entre os personagens secundários), que embora não tão bem trabalhados quanto à protagonista, dão o tom para um muito muito aberto a múltiplas interpretações.
Essa colcha de retalhos parte de um roteiro confuso, sim, mas quero destacar aqui o grande trunfo do filme: a trilha sonora, simplesmente fantástica, o que torna a experiência hipnotizante.
Lembra a atmosfera de "Cisne negro", mas aqui o foco é a direção, e não o palco, e de como a arte nos faz criar novas perspectivas da vida. Se fosse um pouco mais coeso, renderia de forma melhor, já que, muitas vezes, o menos é mais. Ainda assim, obra bastante desafiadora.
Amanda Seyfried faz uma diretora de teatro perturbada por traumas do passado. Adorei.
O canadense Egoyan e um diretor respeitado e sempre presente no circuito de festivais de cinema mundo afora alternando sucessos (O Doce Amanhã e Verdade Nua) e fracassos (O Corretor e The Captive) o que nos traz ate Sete Veus sua ultima obra que tambem dividiu opiniões. Apesar de elogios a atuação de Seyfried o filme limite seu público aos amantes de trama de bastidores e o processo de criação de uma obra, no caso, uma ópera baseada na famosa peça de Oscar Wilde. Cinema de qualidade para um público seleto.