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Data de lançamento
5 Fev. 2021Duração
Em 2092, a tripulação da nave Spaceship Victory, formada por quatro rebeldes em busca de sonhos e lixo espacial, encontram uma robô humanoide, anteriormente utilizada como arma de destruição em massa. O piloto faz de tudo para ganhar dinheiro mas está sempre falido e, com este robô a bordo, sua equipe se vê em um negócio extremamente arriscado.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme (sorte a sua), corra daqui.
Assisti a "Nova Ordem Espacial" na época do lançamento embalado pelo hype da onda coreana da Netflix e gostei bastante, achei divertido. Mas resolvi reassistir com a guarda alta e a experiência é um horror. Dá uma vontade incontrolável de sair correndo pelado pela rua até ser preso e apanhar na delegacia só para despertar desse transe maldito e apagar da memória que um dia eu gostei disso.
O filme do diretor Jo Sung-hee tenta ser um "Guardiões da Galáxia" do camelô, acompanhando uma tripulação de lixeiros espaciais num ano de 2092 genérico. O resultado é um suplício de duas horas onde os personagens passam a maior parte do tempo gritando, se espancando, chorando ou cobrando dívida. O Tae-ho (Song Joong-ki) vive com cara de coitado lamentando o passado, a Capitã Jang passa o filme de óculos escuros fazendo pose de durona genérica, e o robô de CGI fica jogando arpão para lá e para cá parecendo que está na nóia.
A premissa é um amontoado de clichês rebatizado: a Terra está inabitável (novidade!) e a corporação malvada do CEO Sullivan quer criar uma utopia em Marte só para os ricos. E a grande ameaça que mobiliza a galáxia inteira é uma garotinha robô fofa que é uma bomba ambulante, mas que na verdade só quer desenhar e plantar árvore. Ninguém conversa, mas as vezes surge um arrastão de blá-blá-blá do infeno que não serve pra nada.
A computação gráfica parece uma tela de descanso do Windows no modo demonstração. É um excesso de luzes néon, partículas piscando, naves acelerando e explosões que poluem a tela sem dar um segundo pra gente respirar. Junta isso a lutas, correria e à bagunça dos personagens falando várias línguas através de um tradutor. Resultado? Cansa mais do que entretém.
E o clímax consegue ser o ponto alto dessa balbúrdia: no ato final, o filme vira uma espécie de Star Trash: A Guerra dos Garis, onde a mensagem central é basicamente "Lixeiros unidos jamais serão vencidos!". É uma batalha espacial mambembe de todos os caminhões de lixo da galáxia se juntando contra o Império corporativo, numa gritaria coletiva e caótica que tenta ser épica, mas só dá vontade de jogar o filme no lixo e pôr na rua pra turma da reciclagem ver se salva.
"Nova Ordem Espacial" é o puro suco do blockbuster coreano, feito com água de privada do algoritmo: colorido, barulhento, lotado de efeitos visuais sem alma e com zero substância. É um dramalhão infantilizado disfarçado de ficção científica espacial. Uma bomba ruidosa da Netflix que serve apenas para mostrar que nem todo lixo espacial merece ser reciclado.
Meio Star Wars com Cowboy Bebop com um tempero de leve de dorama.
Recomendo!
filme sul coreano de premissa até interessante mas que tudo no roteiro é bem clichê. Tem uma atmosfera good vibe, com piadinhas apenas ok, um visual bacana mas quase que totalmente em CGI, montagem meio bagunçada, confuso em algumas partes. A interação de “apego emocional cultivado” da menina com o grupo já dava pra sacar desde o início – como já disse, tudo é muito trivial e sem novidades. Visto na Netflix em 23.05.25
23/07/2025
Razoável. Começou devagar, mas depois deu uma boa acelerada.