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Neste sétimo filme da dupla, Fred Astaire e Ginger Rogers cantam, dançam e deslizam pela contagiante trilha de George e Ira Gershwin. É tempo para Slap That Bass, quando Fred sapateia em uma sala de máquinas em ritmos mecanizados. Também para a cena com os patins - que exigiram 150 takes - ao som de Let's Call the Whole Thing Off. O grande final fica para o hit They Can't Take That Away From Me (indicado para o Oscar®), They All Laughed e muitos outros números que espalham a melodia pelo ar, quando a estrela do balé Petrov (Astaire) e a sensação musical do momento, Linda (Rogers), decidem se casar e publicamente se divorciarem para invalidar os persistentes rumores sobre um casamento secreto. Uma vez unidos, entretanto, talvez seja melhor eles mudarem seus planos..
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Comédia romântica musical em preto e branco da RKO Radio Pictures indicada ao Oscar de melhor canção original; no Festival de Cinema de Veneza, foi nomeado ao Mussolini Cup de melhor filme estrangeiro.
No final do número de dança de patins no parque, as estrelas se jogam no "gramado". No filme, Fred Astaire (1899-1987) e Ginger Rogers (1911-1995) parecem desconfortáveis ao se levantarem. Isso porque ambos estavam machucados de mais de 15 takes anteriores e estavam realmente com dor. Esta foi a 7° de 10 parcerias de dança de Astaire e Rogers.
Quando o nome de George Gershwin (1898-1937) aparece nos créditos, um trecho de "Rhapsody in Blue" toca na trilha sonora. Este foi o 1° filme em que Gershwin e seu irmão Ira Gershwin (1896-1983) trabalharam com Fred Astaire.
É sobre insinuações e tramas tortuosas (embora, é claro, as estórias sejam sempre essencialmente panos de fundo para mostrar o show de Astaire e Rogers), e embora tenha muitos momentos divertidos e alguns bons números musicais, às vezes parece rígido. Ou seja, mais um filme da dupla famosa de dançarinos no auge de sua popularidade em que seus números de danças são melhores do que os próprios filmes.
Quantas pessoas tu conheces que são fãs do Mark Sandrich? Oficialmente, acabo de assumir-me como um deles! Assisti a este filme num "dia de Cecília", sem imaginar que eu gostaria tanto (ou até mais) que O PICOLINO. E fiquei surpreso com a excelência desta obra: já não bastasse a magnificência das canções - a cargo dos irmãos Gershwin, em um dos mais célebres períodos - deparei-me com um verdadeiro 'show' de 'mise-en-scène': vide o número de Fred Astaire em meio aos trabalhadores negros do navio, a seqüência do passeio com o cachorrinho e o jogo interessante de perspectiva na cena dos quartos interligados. O casal central está em um de seus melhores momentos (quem diria que eles se odiavam tanto, né?) e, com certeza, o Fellini viu este filme, a fim de inspirar-se para a homenagem derradeira aos astros do mesmo (tem muito de E LA NAVE VA aqui!). Saí da sessão encantado e renovado, um musical esplêndido. Adquiri o DVD por mero acaso, não esperava ser tão arrebatado! (WPC>)
Com certeza esse não é um dos melhores momentos do Astaire. Salvo algumas cenas memoráveis como a do Central Park na dança de patins, ou no navio orquestrada por mancais, o roteiro é fraquíssimo e chega a entediar o espectador.
Fred Astaire com certeza foi o maior artista musical de toda a história do cinema!
Mas infelizmente a maior parte de seus filmes decepcionam muito quando falamos de roteiro. Os filmes são muito similares, com a mesma e repetida história boba por trás, demonstrando falta de criatividade de direção e uma péssima escolha de roteiristas.
Com Shall We Dance não é diferente, e consegue ser até pior. Salvo a belíssima cena do parque, onde há a dança com patins, a trama do filme é completamente insossa, trazendo pouquíssimos momentos onde você consegue dar alguma risada. O trabalho de Fred também não é bem explorado, onde acaba possuindo poucas cenas de dança, se comparado a sua filmografia, em meio a muito tempo de cenas bobas e irrelevantes.
As pessoas sempre cobram um novo "Picolino" dos filmes de Fred Astaire e Ginger Rogers e acusam os outros filmes (com exceção de "A História de Vernon e Irene Castle") de serem apenas repetições desse. Eu concordo em partes. Alguns filmes da dupla são um pouco repetitivos, mas o que diferenciam uns dos outros são os números musicais e convenhamos que em cada filme da dupla há pelo menos um grande número musical que faz destoar qualquer semelhança com os outros filmes. No caso desse filme, há dois números musicais muito bons: o dos patins e o final, das máscaras. Acho que não há necessidade de cobrar nada dos filmes de Fred Astaire e Ginger Rogers, pois eles foram feitos em uma época em que os filmes estavam ali para distrair as pessoas. Pode ser que esse filme seja um pouco fraquinho comparado com outros, mas pior que "Voando para o Rio" ele não é.